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quinta-feira, 15 de março de 2018

Sociedade Brasileira de Dermatologia faz campanha para informação, prevenção e diagnóstico da Esporotricose



 A esporotricose é uma doença da pele que atinge indivíduos que residem em países de clima tropical e subtropical, como o Brasil. Desde o final da década de 90, no Rio de Janeiro, tem sido grande a ocorrência da doença em animais, especialmente em gatos. Em São Paulo, os casos da doença estão aumentando. Preocupada com a proliferação da esporotricose, a Sociedade Brasileira de Dermatologia faz campanha para esclarecimento e conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico da doença, que vem se espalhando silenciosamente pelo país.

Conhecida popularmente como “a doença do gato”, a esporotricose é uma micose causada por um fungo que habita a natureza e está presente no solo, palha, vegetais, espinhos, madeira. Além de atingir seres humanos, também acomete várias espécies de animais silvestres e domésticos, principalmente o gato e cachorros. “Enquanto os cachorros adquirem uma forma de baixa virulência, semelhante à dos humanos, os gatos geralmente adquirem uma forma grave e disseminada da doença”, explica a Dra. Regina Casz Shechtman, Coordenadora do Departamento de Micologia da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Sendo assim, a transmissão mais comum da doença é por felinos. Quando o ser humano tem contato com o gato contaminado, por meio de arranhões, trato respiratório ou contato com lesões na pele, esse indivíduo pode adquirir a esporotricose zoonotica. “Esses animais têm o costume de se esfregar e lamber uns nos outros, e esse comportamento colabora para a disseminação da esporotricose - não só entre eles, mas também entre gatos e humanos”, explica a Dra. Regina. É válido lembrar que o gato não é o vilão. Na verdade, é a maior vítima da doença.

Alguns dos sintomas da doença em humanos são nódulo doloroso, bem similar a uma picada de inseto; lesões com cores vermelha, rosa ou roxa; e o surgimento de nódulos no dedo, na mão ou no braço em que o fungo penetrou. A doença tem cura, mas o tratamento deve começar o mais rápido possível. A esporotricose é mais grave em pessoas com a imunidade baixa, como alcoólatras, portadores de HIV, àquelas submetidas a quimioterapia para tratamento do câncer ou com doenças renais e diabetes. O tratamento pode ser longo, por volta de três a seis meses, podendo chegar a um ano dependendo da severidade da doença.

A SBD reforça que a melhor forma de evitar as doenças que afetam a pele é a informação. Procure um médico dermatologista, profissional qualificado e capacitado para realizar o diagnóstico e tratamento dessas doenças, e conheça o tipo de tratamento mais indicado para você.







Doença mão-pé-boca: o que precisamos saber?



Muito comum em crianças, doença causa lesões dolorosas na boca e na pele


Nos últimos dias, muito se ouviu falar sobre a doença mão-pé-boca (HFMD, sigla em inglês), uma doença contagiosa causada pelo vírus Coxsackie, que habita no sistema digestivo e também pode provoca estomatite, espécie de afta que afeta a mucosa da boca. Embora possa acometer adultos, é mais comum na infância, antes dos cinco anos de idade.  

Como os pequenos costumam colocar as mãos e os brinquedos na boca e nem sempre têm o hábito de lavar as mãos depois de ir ao banheiro, o vírus se dissemina mais facilmente. A transmissão ocorre através do contato direto com saliva, fezes e outras secreções, e também indiretamente por alimentos ou objetos contaminados. Para evitá-la, é importante manter a higiene: lavar sempre as mãos depois de ir ao banheiro e antes de comer ou de preparar refeições. 

Segundo a pediatra e responsável pelo Pronto Socorro Pediátrico (PSP) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu (HCFMB) Dra. Débora Penatti, os sintomas da mão-pé-boca são leves, e podem ser confundidos com os de um resfriado comum. “Em geral, como ocorre com outras infecções por vírus, ela regride espontaneamente depois de alguns dias. Por isso, na maior parte dos casos, o tratamento é feito com antitérmicos e anti-inflamatórios. Os medicamentos antivirais ficam reservados para os casos mais graves”, explica Dra. Débora.

O PS Pediátrico do HCFMB tem tratado casos da doença mão-pé-boca frequentemente em sua unidade. Dra. Débora orienta que, caso a criança apresente os sintomas, um pediatra deve ser consultado. “O médico pode diagnosticá-la corretamente e indicar o melhor tratamento”, diz.

Crianças infectadas podem espalhar o vírus mesmo que não tenham sintomas, que continua presente nas fezes por semanas após o tratamento. A gestão escolar poderá decidir junto com os pais o afastamento da criança das atividades, já que o cuidado desta criança comprometer o cuidado das outras da mesma turma. 


Sinais característicos da doença mão-pé-boca:

- Febre alta nos dias que antecedem o surgimento das lesões;

- Aparecimento na boca, amídalas e faringe de manchas vermelhas com vesículas branco-acinzentadas no centro que podem evoluir para ulcerações muito dolorosas;

- Erupção de pequenas bolhas, em geral nas palmas das mãos e nas plantas dos pés, mas que podem ocorrer também nas nádegas e na região genital.

A transmissão se dá pela via fecal/oral, através do contato direto entre as pessoas ou com as fezes, saliva e outras secreções, ou então através de alimentos e de objetos contaminados. 


Tratamento

O tratamento é direcionado para o alívio dos sintomas sem a necessidade de medicamentos antivirais. Analgésicos e antitérmicos via oral e pomada anestésica no local das ulcerações amenizam a dor e a febre. Como as aftas dificultam a ingestão de alimentos e bebidas, é preciso oferecer alimentos de fácil deglutição, como papinhas e sopas. O ideal é evitar alimentos ácidos, muito temperados e quentes. As bebidas também devem ser frias para aliviar o desconforto e podem ser ingeridas com a ajuda de um canudo para diminuir o contato com as feridas. 


 

Como saber quando a gripe se torna séria?



 Algumas vezes, a gripe pode ser particularmente assustadora para os pais. Neste inverno, nos EUA, pelo menos 53 crianças, em todo o país, morreram por doenças relacionadas à gripe. Os pais precisam saber quando é hora de correr para o hospital...



Apesar do fato de a gripe levar a mais internações e óbitos entre crianças do que qualquer outra doença prevenível por vacina, os pais frequentemente recusam a vacinação contra a gripe, segundo um novo estudo, publicado no American Journal of Infection Control, publicação oficial da Associação de Profissionais de Controle de Infecções e Epidemiologia.

O estudo, projetado para esclarecer sobre por que as vacinas contra a gripe não são mais amplamente utilizadas, reuniu dados de 131 dos 140 pacientes elegíveis (9 meses a 18 anos) que foram testados durante a temporada de gripe 2012-13. Os pais preencheram um questionário sobre antecedentes de influenza, vacinação em outros locais, razões para não vacinar e intenção de vacinar no ano que vem.

Os três motivos mais comuns relatados pelos pais para não imunizar seus filhos contra a gripe foram:

(1) Pensar que a vacinação contra a gripe não era necessária;

(2) Medo de possíveis efeitos colaterais; e,

(3) Esquecimento.

As razões para a não vacinação eram semelhantes entre os pais, independentemente de seus filhos terem sido testados positivos ou negativos para a gripe.

O primeiro e mais comum motivo poderia abranger a crença de que o risco de contrair a gripe é baixo em sua família, bem como o de que a vacina oferece pouca proteção. Uma razão raramente discutida na literatura médica refere-se ao motivo pelo qual muitos pais não pensam que as vacinas contra a gripe são necessárias é a infrequência com a qual muitos indivíduos e famílias experimentam a gripe. A maioria dos pacientes com gripe positiva (59%) e os controles (89%) no estudo não apresentaram história prévia da gripe, e aqueles com influenza anterior tiveram significativamente mais risco de serem positivos.

De acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (em inglês: Centers for Disease Control and Prevention CDC), mais de 200 mil pessoas, nos EUA, são internadas a cada ano, por doenças respiratórias e cardíacas associadas a infecções sérias do vírus Influenza. A gripe está associada a 3.000-49.000 mortes por ano. A vacinação pode reduzir doenças e prevenir hospitalizações relacionadas à gripe.


Como lidar com a gripe?

A receita padrão para a gripe é ficar em casa e descansar, beber bastante líquido e manter a dor e a febre sob controle, com medicamentos sem receita médica.

Mas, às vezes, a gripe pode ser particularmente assustadora para os pais. Neste inverno, nos EUA, pelo menos 53 crianças, em todo o país, morreram por doenças relacionadas à gripe. Os pais precisam saber quando é hora de correr para o hospital...

“Esta não é uma pergunta fácil de responder. De vez em quando, mesmo entre crianças saudáveis, a gripe pode gerar prostração importante, deixando-a muito doente, muito rápido”, afirma o pediatra e homeopata Moises Chencinski (CRM-SP 36.349).

A maioria dos pais sabe que precisa monitorar as crianças com menos de 5 anos para qualquer sinal de que a doença está ficando mais grave. É importante prestar ainda mais atenção aos bebês e crianças menores de 2 anos, certificando-se de que estão sendo hidratadas.

“E, embora a grande maioria das crianças atingidas por um ataque de gripe se recupere rapidamente, um pequeno número poderá desenvolver complicações potencialmente fatais, que exigem atenção médica imediata”, afirma o pediatra.

Crianças com condições de saúde crônicas como asma, diabetes, fibrose cística, paralisia cerebral, doenças cardíacas ou convulsões também estão em maior risco de desenvolver complicações relacionadas à influenza e a doença pode exacerbar problemas médicos subjacentes.

E sempre vale a pena lembrar que gripe  e resfriado são doenças diferentes.


O que observar?

Sinais para observar em crianças são febre  alta persistente que não diminui e  a que diminui apenas para subir novamente. “Quando isso acontece, o tempo é essencial; uma febre persistente ou recorrente pode significar que a criança desenvolveu uma complicação, como pneumonia ou uma resposta inflamatória perigosa, e os pais devem buscar atendimento médico imediato”, recomenda Chencinski.

Os pais também devem estar atentos à sepse, uma complicação potencialmente fatal causada pelo ataque esmagador de uma infecção ao organismo. A condição é caracterizada por febre ou calafrios, dor ou desconforto extremos, pele úmida ou suada, confusão ou desorientação, falta de ar e alta frequência cardíaca.

“O problema com a gripe é que isso acontece muito rapidamente. Os pais precisam estar realmente prestando atenção. As coisas podem progredir dentro de 48 horas ou menos. Os sintomas que exigem cuidados médicos imediatos são: respiração pesada, ou respiração rápida e superficial, dor ou pressão no peito; lábios azuis ou roxos; menos resposta aos estímulos do que o habitual; pele úmida; recusa a comer ou a beber; diarreia e vômito, aumentando o risco de desidratação”, diz o pediatra.

Em geral, se uma criança é particularmente irritável, está dormindo demais, parece confusa, tonta ou não alerta mentalmente, e não age como habitualmente, os pais devem procurar ajuda médica. Os vômitos graves e as convulsões também são sinais de perigo.


Preocupações com bebês e crianças pequenas

Quando se tratam de crianças com menos de 2 anos, os pais devem estar atentos para garantir que o filho esteja recebendo líquidos suficientes e observar a cor da urina (ver se ela não fica mais escura), sinais de desidratação que exigem cuidados médicos imediatos. Outros sintomas a serem observados em bebês são problemas para respirar, incapacidade de comer, menos fraldas sendo usadas do que o normal e choro sem produzir lágrimas.

“Para um bebê com menos de 1 ano, há um limiar mais baixo para ver o médico. É preciso observar  com muito cuidado e estar em sintonia com as mudanças. Embora possa não parecer científico, a maioria dos especialistas diz que os pais devem confiar em seus instintos. Eles conhecem seus filhos melhor do que qualquer outra pessoa, e se eles pensam que algo está errado, eles devem telefonar para o pediatra  e pedir conselhos ou levar a criança para a emergência. Quando a mãe está realmente preocupada, isso não deve ser trivializado - o pediatra deve olhar essa criança de perto”, diz Moises Chencinski.

 

 

 

 

 

Moises Chencinski

Site: http://www.drmoises.com.br

Email: fale_comigo@doutormoises.com.br

 

 

 

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