Muito
comum em crianças, doença causa lesões dolorosas na boca e na pele
Como
os pequenos costumam colocar as mãos e os brinquedos na boca e nem sempre têm o
hábito de lavar as mãos depois de ir ao banheiro, o vírus se dissemina mais
facilmente. A transmissão ocorre através do contato direto com saliva, fezes e
outras secreções, e também indiretamente por alimentos ou objetos contaminados.
Para evitá-la, é importante manter a higiene: lavar sempre as mãos depois de ir
ao banheiro e antes de comer ou de preparar refeições.
Segundo
a pediatra e responsável pelo Pronto Socorro Pediátrico (PSP) do Hospital das
Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu (HCFMB) Dra. Débora Penatti, os
sintomas da mão-pé-boca são leves, e podem ser confundidos com os de um
resfriado comum. “Em geral, como ocorre com outras infecções por vírus, ela
regride espontaneamente depois de alguns dias. Por isso, na maior parte dos
casos, o tratamento é feito com antitérmicos e anti-inflamatórios. Os
medicamentos antivirais ficam reservados para os casos mais graves”, explica
Dra. Débora.
O
PS Pediátrico do HCFMB tem tratado casos da doença mão-pé-boca frequentemente
em sua unidade. Dra. Débora orienta que, caso a criança apresente os sintomas,
um pediatra deve ser consultado. “O médico pode diagnosticá-la corretamente e
indicar o melhor tratamento”, diz.
Crianças
infectadas podem espalhar o vírus mesmo que não tenham sintomas, que continua
presente nas fezes por semanas após o tratamento. A gestão escolar poderá
decidir junto com os pais o afastamento da criança das atividades, já que o
cuidado desta criança comprometer o cuidado das outras da mesma turma.
Sinais característicos da doença mão-pé-boca:
-
Febre alta nos dias que antecedem o surgimento das lesões;
-
Aparecimento na boca, amídalas e faringe de
manchas vermelhas com vesículas branco-acinzentadas no centro que podem evoluir
para ulcerações muito dolorosas;
-
Erupção de pequenas bolhas, em geral nas palmas das mãos e nas plantas dos pés,
mas que podem ocorrer também nas nádegas e na região genital.
A
transmissão se dá pela via fecal/oral, através do contato direto entre as
pessoas ou com as fezes, saliva e outras secreções, ou então através de
alimentos e de objetos contaminados.
Tratamento
O
tratamento é direcionado para o alívio dos sintomas sem a necessidade de
medicamentos antivirais. Analgésicos e antitérmicos via oral e pomada
anestésica no local das ulcerações amenizam a dor e a febre. Como as aftas
dificultam a ingestão de alimentos e bebidas, é preciso oferecer alimentos de
fácil deglutição, como papinhas e sopas. O ideal é evitar alimentos ácidos,
muito temperados e quentes. As bebidas também devem ser frias para aliviar o
desconforto e podem ser ingeridas com a ajuda de um canudo para diminuir o
contato com as feridas.
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