Pesquisar no Blog

quinta-feira, 15 de março de 2018

Dia de Atenção à Disfagia: quais os principais riscos e sintomas?



Você já ouviu falar sobre a disfagia? Para grande parte da população, esse nome pode soar estranho, mas é um problema que atinge a muitas pessoas. A disfagia é um sintoma de alguma alteração clínica que traz como consequência a alteração do padrão normal da deglutição, ou seja, o indivíduo passa a ter dificuldade para engolir alimentos, líquidos e saliva, em qualquer etapa do trajeto entre a boca e o estômago. Com o objetivo de alertar sobre os riscos da doença, 20 de março foi instituído pela Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia como o Dia de Atenção à Disfagia.

As principais complicações que podem ser ocasionadas pela disfagia são: o aumento das chances de pneumonia aspirativa; a ampliação do tempo de internações - devido à desnutrição e à desidratação; o desinteresse por alimentos; a debilitação da saúde de modo geral; e a consequente perda da qualidade de vida.

Mas quem está mais suscetível a ter a disfagia? Entre os adultos, quem possui doenças neurológicas (AVC, Esclerose Lateral Amiotrófica, Parkinson, Esclerose Múltipla e demências), traumatismos crânioencefálicos e alterações mecânicas (câncer de cabeça e pescoço, queimaduras, refluxo gastroesofágico, doenças cardíacas) estão mais propensos.

Já, entre os bebês, o risco é maior para os prematuros, os que têm má formação do sistema digestivo, fissura labiopalatina, doenças neurológicas ou algumas síndromes como a de Down. No caso dos idosos, as chances de disfagia são ainda maiores, uma vez que algumas mudanças geradas pelo envelhecimento - como a perda de força muscular, a redução da velocidade ao mastigar, a precisão e coordenação dos movimentos - podem provocar a dificuldade para deglutir.

É importante esclarecer também quais são os sintomas: falta de ar durante ou após a alimentação; perda de peso; pneumonias de repetição; dificuldade para mastigar, preparar e manter o alimento na boca; tempo prolongado para engolir; sensação de alimento parado na garganta; dor ao engolir; restos de comida dentro da boca após engolir; escape de alimento pelo nariz; mudança na voz após engolir; tosse ou pigarro constante durante a alimentação; engasgos frequentes durante as refeições ou ao deglutir saliva; falta de interesse em se alimentar; e mudança na cor da pele durante ou após a alimentação.

Ao perceber esses sinais, procure uma equipe de saúde, pois, quanto antes buscar ajuda, mais chances de sucesso no diagnóstico e tratamento. A disfagia é uma das especialidades pertinentes ao fonoaudiólogo, profissional habilitado para avaliar a deglutição orofaríngea, identificar quais são as alterações existentes e se é possível a alimentação pela boca de forma segura. Além desse especialista, médicos, nutricionistas, enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos e até mesmo os assistentes sociais são muito importantes para o tratamento.

Algumas dicas são importantes durante as refeições, principalmente para quem já apresenta dificuldades: alimentar-se sempre sentado, em ritmo e velocidades seguros; evitar distrações enquanto se alimenta; procurar não conversar enquanto está comendo; manter atenção durante as refeições e; evite assistir televisão, ouvir rádio ou permanecer em um ambiente barulhento.
Por fim, se presenciar alguém engasgando, nunca ofereça água nem coloque o dedo na garganta da pessoa. Deixe-a tossir e, caso você não seja treinado para realizar os primeiros socorros, procure rapidamente alguém habilitado.






Dra. Sandra Lia Petit Marchi - coordenadora do Serviço de Fonoaudiologia do HSANP, centro hospitalar localizado na zona Norte de São Paulo.


Novo Protocolo garante tratamento de hepatite C para todos os brasileiros



Deverão ser tratadas 657 mil pessoas nos próximos anos para hepatites virais. No caso da hepatite C, a expectativa é ofertar tratamento para mais 50 mil pessoas somente neste ano. 


Todos as pessoas diagnosticadas com Hepatite C contarão com tratamento gratuito no Sistema Único de Saúde (SUS), independente do dano no fígado. A atualização do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas das Hepatites Virais foi publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (15/3). A ampliação da assistência faz parte da estratégia do Ministério da Saúde que visa atingir a meta de eliminar a enfermidade até 2030. A universalização do tratamento foi anunciada ano passado pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, durante a abertura da Cúpula Mundial de Hepatites 2017 – World Hepatitis Summit. O evento reuniu Ministros da Saúde, especialistas em saúde pública e ONGs para discutir a eliminação das hepatites virais em todo o mundo.

“Este é mais um passo que o Brasil dá para garantir amplo acesso ao tratamento de hepatites, compromisso assumido por esta gestão” enfatizou o ministro Ricardo Barros. A expectativa é tratar 657 mil pessoas nos próximos anos para hepatites virais. No caso da hepatite C, a expectativa é ofertar tratamento para mais 50 mil pessoas neste ano.

O novo documento atualiza a ampliação do tratamento, diminuindo o tempo e melhorando a qualidade da assistência, na medida em que proporciona menos efeitos colaterais. Com o novo protocolo, o Ministério amplia o tratamento a todos os pacientes, permitindo inclusive proporcionando alternativas para aqueles que não tiverem obtido a resposta virológica em tratamentos anteriores.

O protocolo também traz novas indicações de tratamento, como nos casos de coinfecção hepatite B e C que serão priorizados, independente do grau de fibrose; ampliação do acesso aos pacientes com Hemoglobinopatias e outras anemias hemolíticas, hemofilia e outras coagulopatias hereditárias que acentuam a evolução da lesão hepática.


NOVOS MEDICAMENTOS - Também foi publicada hoje no Diário Oficial, a incorporação de novas de terapias para Hepatite C com genótipo 1 e 4, que inclui os medicamentos elbasvir + grazoprevir e ledispavir + sofosbuvir. Além de serem drogas com a mesma eficácia, são mais modernas e provocam menos efeitos colaterais. A incorporação também impacta na ampliação da oferta, já que, de acordo com as avaliações realizadas pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (CONITEC), esses medicamentos possuem custo menor.

Também foram incorporados métodos não invasivos para avaliar fibrose e indicação de tratamento imediato: APRI e FIB4 como primeira escolha. Antes era necessário biópsia hepática ou elastografia que comprovassem o grau de fibrose F3 ou F4 ou F2 há mais de 3 anos.

O novo protocolo possibilita também o tratamento para casos recém-diagnosticados com doença hepática avançada. Antes era necessário que o paciente apresentasse duas cargas virais com intervalo de 6 meses para que comprovasse a hepatite crônica , independente do grau de fibrose. Outra novidade é a extensão do tratamento de 12 para 24 semanas para os casos de Genótipo 3 com cirrose. Isso se deu devido aos resultados insatisfatórios do tratamento de 12 semanas.

Também são indicados ao tratamento, pacientes F2 diagnosticado por elastografia há mais de 3 anos. Antes, o paciente portador de lesão hepática fibrose F2 tinha acesso ao tratamento caso apresentasse biópsia há mais de 3 anos. Atualmente o paciente que tiver o diagnóstico de F2 através da elastografia também terá acesso ao tratamento. Outra indicação contemplada no novo protocolo são os portadores de genótipo 5 e 6. Não havia até 2015 – data do último protocolo – casos identificados do genótipo 5 e 6  no nosso Sistema de Gerenciamento de Ambiente Laboratorial (GAL).





Nivaldo Coelho
Agência Saúde 

 

Reclamações sobre cadastros financeiros de consumidores crescem 1.344% entre 2015 e 2017, revela Idec

Número queixas sobre uso indevido de dados pessoais e dificuldade de correção dispararam nos últimos anos. Problemas incluem as bases do cadastro positivo


O Idec divulgou nesta quinta-feira (15/03), Dia Mundial do Consumidor, pesquisa sobre as reclamações realizadas na plataforma consumidor.gov.br para o segmento de mercado banco de dados e cadastro de consumidores. De acordo com levantamento, as reclamações que envolvem problemas de transparência e uso indevido de informações pessoais em bancos de dados das empresas Serasa, SPC Boa Vista e Câmara de Dirigentes Lojistas cresceram 1.344% entre 2015 e 2017.

O Instituto analisou um conjunto de 95 mil reclamações registradas desde 2015 na plataforma criada pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça. Entre 2016 e 2017, houve um crescimento expressivo de aproximadamente 48 mil reclamações (137%) sobre o segmento. As reclamações incluem as bases do cadastro positivo, em operação desde 2012 no Brasil.

O principal problema apontado é a publicação, consulta ou coleta de dados pessoais sem autorização do consumidor, cujo montante equivale a 63% do total de reclamações. Apenas entre 2016 e 2017, as reclamações por este motivo cresceram 1.689,9%. A dificuldade de acesso aos dados fica em segundo lugar nas reclamações, com 27%.

De acordo com relatório do Idec, “o consumidor brasileiro enfrenta enormes dificuldades quanto ao acesso das informações sobre ele existentes em bancos de dados e os tipos de informações utilizados em sistemas de pontuação de crédito”. Para o Instituto, o aumento de reclamações está relacionado à disseminação do “credit score” e a ausência de instrumentos para garantia dos direitos básicos assegurados no art. 5º da Lei 12.414/2011.

Para Rafael Zanatta, líder do programa de direitos digitais do Idec, a reforma do cadastro positivo em votação no Congresso Nacional não resolve os problemas atuais: “O PLP 441/2017 não amplia os direitos dos consumidores e não soluciona problemas graves já existentes. Trata-se de legislação voltada à ampliação da base de cadastrados. Saltaremos de 5 milhões de cadastrados para 120 milhões com problemas graves de uso de dados pessoais e falta de informação sobre como o score funciona. Não somos contra o cadastro positivo. A questão é que há muito o que melhorar nessa legislação”.

O relatório conclui que “tendo em vista todas as reclamações e violações de direito existentes, percebe-se que o cadastro positivo possui diversos problemas que ainda precisam ser melhorados”.

Nesta quinta-feira o Idec também lança a plataforma “Chega de Desproteção!”, da campanha “Seus Dados São Você”, onde estão concentradas ações já realizadas sobre o tema e relatos de casos em que ficamos desprotegidos pela ausência de uma legislação de dados pessoais. Acesse: https://idec.org.br/dadospessoais



Posts mais acessados