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quinta-feira, 14 de julho de 2016

O mundo nos convida a sermos mais humildes



Também no ambiente corporativo, capacidade de atuar de forma colaborativa ganha cada vez mais importância

 
A humildade tem sido uma competência muito observada pelos recrutadores e gestores que formam equipes para suas organizações. Também as consultorias de executive search têm sido demandadas a considerar essa característica em cada candidato a uma vaga. Parece que o céu já não comporta tantas estrelas.

Isso não significa abrir mão de talentos e de atributos técnicos, de forma alguma. Apenas traduz a maturidade que o mundo corporativo atingiu com tantas mudanças sociais, econômicas e de comportamento.

Fatores sociais e, também, demográficos têm colaborado para a construção de novas estruturas de poder e outras formas de valorização do profissional na hora de se definir sucesso e ancorar as bases de longevidade de um negócio. Ética, transparência, ambientes saudáveis e comunicação clara e objetiva também integram esse novo cenário.

Líderes e equipes são cada vez mais desafiados a performar e o tempo mostrou que os colegas nocivos, arrogantes, que migram do "eu consegui" para o "vocês erraram" em função dos aplausos ou sua ausência, não têm mais espaço para fazer história nas organizações. É momento de se buscar a humildade. Em sua face mais nobre, a da contribuição a partir do compartilhamento.

Estamos mais perto de valorizar uma certa dualidade, onde a capacidade técnica e habilidade para entregar o seu melhor, alcançando um desempenho acima da média precisa caminhar junto com a disponibilidade para aprender, trabalhar de forma integrada e superar as armadilhas do ego para viabilizar um projeto maior, de resultados importantes para todos.

Em nossa rotina de recrutadores, esse novo elemento tem feito diferença na hora de selecionar pessoas que possam alcançar maior aderência com algumas empresas. Profissionais humildes são mais aptos a desenvolver empatia com o outro. Em geral, eles têm maior disposição para aprender e alcançar a maturidade que se deseja hoje nas empresas.

Pessoas humildes contribuem na manutenção de um ambiente mais positivo, desfrutam e inspiram confiança entre seus pares. São pessoas que suportam melhor os momentos de pressão, sabem ouvir e dividem os holofotes diante de uma conquista. A humildade vem da consciência de construir um mundo melhor, onde haja consciência do que se produz, como se produz, do que se consome e do quanto se consome. Novos tempos exigem novos comportamentos.



Andréia Campos - sócia-diretora da Simbiose.

Inverno x proteção solar



O frio chegou com tudo em 2016 em todas as regiões do Brasil. Antecipado e mais intenso, promete se estender, segundo os meteorologistas, até setembro. Mas as baixas temperaturas não podem significar descuidos com a saúde. A prevenção do câncer de pele e o uso do protetor solar têm que ser mantidos nesta época do ano, embora o sol, aparentemente, esteja mais “tímido”. Dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) apontam o câncer de pele não melanoma como o mais presente no país, com ocorrência equivalente a 25% de todos os tumores malignos registrados anualmente.
Ainda com base em dados fornecidos do INCA, dentre os tumores de pele, o do subtipo não melanoma, apesar de apresentar menores índices de óbitos, é o que se mostra mais incidente na população. É bem rara a sua ocorrência em crianças e negros (exceto portadores de enfermidades cutâneas anteriores) e comum em pessoas com idade igual ou acima de 40 anos. Somente em 2012 (ano da última pesquisa), de acordo com o INCA, ocorreram 134.170 novos casos, sendo 62.680 homens e 71.490 mulheres.
Já o do subtipo melanoma é responsável por apenas 4% das neoplasias malignas da pele, apesar de ser considerado o mais grave, devido à sua alta possibilidade de metástase. A cura de pacientes está diretamente ligada ao diagnóstico e tratamento precoces, pois se observa melhores resultados quando feitos em estágios iniciais. Em 2010, ano da última pesquisa disponível,  o INCA registrou 1.507 mortes oriundas do câncer de melanoma, sendo 842 homens e 665 mulheres.
Entre os principais sintomas do câncer de pele, de acordo com Dr. Luiz Adelmo Lodi Neto, oncologista da Oncomed BH, pode-se destacar “o espessamento da pele que se apresenta elevada e brilhante, translúcida, avermelhada, castanha, rósea ou multicolorida. Uma pinta preta ou castanha que muda sua cor, textura, torna-se irregular nas bordas e cresce de tamanho. Uma mancha ou ferida que não cicatriza que continua a crescer apresentando coceira, crostas, erosões ou sangramento”, pontua.
Para se prevenir do câncer de pele, é necessário evitar a exposição ao sol sem proteção para a pele. “Recomendamos o uso de chapéus, guarda-sóis, óculos escuros e filtros solares durante qualquer atividade ao ar livre, mesmo no frio e/ou com tempo nublado. Também é importante evitar a exposição solar em horários em que os raios ultravioletas são mais intensos, ou seja, das 10 às 16 horas. No caso do uso de filtros solares, sugerimos a reaplicação a cada duas horas. O ideal é que o Fator de Proteção Solar (FPS) seja, no mínimo, 15, variando de pele para pele”, explica o médico.
A principal forma de combater o câncer é basicamente a remoção cirúrgica da lesão. O tratamento tópico ou radioterapia também podem ser realizados. “Mas a solução deve ser decidida com cautela e somente por um profissional especialista. Nada de resolver o problema de forma caseira e/ou através da automedicação”, diz Dr. Luiz Adelmo.
 Inverno
Engana-se quem pensa que no inverno, por ser uma estação mais fria, os riscos de contrair o câncer de pele diminuem. “Apesar da baixa temperatura, os raios ultravioleta do sol durante o inverno podem ser mais fortes e mais prejudiciais do que no verão, já que nesta estação há mais nuvens, que ajudam a filtrar os raios solares”, explica o oncologista.


 Sobre a Oncomed-BH
A Oncomed-BH, clínica especializada na prevenção e no tratamento das doenças neoplásicas, foi fundada em 1994, em Belo Horizonte. Desde então, realiza um trabalho que envolve cuidados diferenciados e tratamento humanizado a todos os pacientes. São especialistas em oncologia, hematologia, nutrição, clínica da dor, psicologia e cardiologia, além de uma equipe de suporte que realiza um acompanhamento efetivo na prevenção, diagnóstico e tratamento das doenças.

Os benefícios em não comercializar refrigerantes nas escolas



A partir de agosto deste ano, as marcas Coca-Cola Brasil, Ambev e PepsiCo Brasil não venderão seus refrigerantes em escolas cujos alunos, ou a maioria deles, tenham até 12 anos. Ação divulgada no último dia 22 de junho visa contribuir para uma alimentação equilibrada e de combate à obesidade infantil – estimativas globais da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que chega a 41 milhões o número de crianças com sobrepeso.

O principal refrigerante de cola do mercado contém, em 350 ml, duas colheres de sopa de açúcar e uma de sal, além de outros agentes químicos como ácido fosfórico. São componentes que corroem o esmalte dos dentes, facilitando o desenvolvimento de cárie, além de causador de gastrite.

“Estudos mostram que altas quantidades de ácido fosfórico elevam a reabsorção óssea, predispondo a osteoporose. Muito açúcar na dieta leva à obesidade e ao diabetes tipo 2. A combinação destes fatores, somados ao aumento da glicose e gordura no sangue, eleva o risco de hipertensão e doença cardiovascular, por exemplo, aterosclerose, acidente vascular cerebral e infarto. Para piorar, as altas doses de sódio também aumentam a pressão sanguínea. Não podemos esquecer que possuem também cafeína e esta pode gerar agitação e insônia, piorando a qualidade do sono e, consequentemente, diminuindo o desempenho escolar. Afinal, crianças precisam dormir bem para crescer”, alerta Lucio Colamarino Cury, Diretor da Clínica Pediátrica Santa Isabella.

Um vilão

Uma latinha de refrigerante pode conter até 40g de açúcar, quase a totalidade da ingestão diária recomendada pela OMS aos adultos - 50 gramas. A constante exposição a altas doses de açúcar podem levar a resistência insulina, que é uma condição pré-diabética, além de predispor cáries.
Porém, ao contrário do senso comum, a bebida não vicia; como explica Cury: “os refrigerantes, pela alta quantidade de açúcar, geram sensação de saciedade e prazer, pois liberam endorfinas”.

Alternativas

Com o fim das vendas de refrigerante nas escolas, é preciso ficar atento às alternativas adotadas, considerando que sucos de caixinha industrializados apresentam as mesmas quantidades de açúcar – 25g a cada 200 ml –, além de conservantes e corantes, utilizados para causar uma falsa impressão de alimentos naturais.

“Os pais devem optar, quando fizerem uso destes, pelos light, que possuem menos açúcar (em média, 10g a cada 200 ml, ainda muito!), ou lançar mão de bebidas lácteas, água de coco e chás, por exemplo”, sugere o especialista.

Quanto aos sucos, os naturais são a melhor opção; ainda que não seja indicado mantê-los armazenados em garrafinha por muito tempo na lancheira, podem ser oferecidos frescos nas lanchonetes das escolas. “A medida das grandes empresas pode ser considerada uma grande vitória para a saúde das crianças e adolescentes”, conclui o pediatra.

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