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quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Sal e sódio: saiba a diferença e aprenda como eles fazem parte de uma dieta equilibrada




O sódio é um componente do sal de cozinha e fundamental para o bom funcionamento do organismo, quando consumido de forma correta

Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, o sódio e o sal não são sinônimos. O sódio é um componente do sal de cozinha e é essencial para o bom funcionamento do organismo, devendo ser consumido de forma moderada. De acordo com a Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição (SBAN)1, a sua deficiência pode provocar fraqueza, apatia, cefaleia, hipotensão, taquicardia e alucinações. Por outro lado, o consumo abusivo de sódio pode ser prejudicial à saúde, pois aumenta o risco de doenças cardiovasculares, a exemplo do AVC (Acidente Vascular Cerebral), e elevação da pressão arterial.
A doutora Márcia Gowdak, diretora do Departamento de Nutrição da Sociedade de Cardiologia do estado de São Paulo (Socesp) e nutricionista responsável pelo Departamento de Nutrição da Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH), explica que a maior fonte de sódio na alimentação é o cloreto de sódio, mais conhecido como sal de mesa ou sal de cozinha. “Ele contribui para importantes funções do corpo, como manutenção da pressão arterial em níveis normais, por meio do balanceamento dos fluídos corporais.” E acrescenta: “o sal agrega sabor, textura e consistência aos alimentos. Porém, quando utilizado em excesso, pode aumentar a pressão arterial e sobrecarregar o sistema renal, que não foi preparado para processar grandes quantidades desse elemento”. 
A Organização Mundial da Saúde (OMS) e a SBH 5g de sal (aproximadamente 2g de sódio) como a quantidade máxima recomendada de ingestão diária. Porém, na maioria dos países, inclusive no Brasil, o consumo varia entre 9g e 12g por dia. “É importante ressaltar que para atingirmos a meta recomendada de consumo de 5g de sal por dia, devemos considerar que 2g de sal estão naturalmente presente nos alimentos e os 3g restantes devem ser consumidos por meio do sal que adicionamos em nossas refeições”, destaca a doutora. “Por isso, é importante ler as informações e instruções de uso dos produtos, contidas no rótulo. As informações nutricionais dizem respeito a uma porção do alimento, de acordo com a legislação. Alimentos com modo de preparo específico, por exemplo, necessitam ser observados com atenção para entendimento do valor nutricional, incluindo valores de sódio, que aquele alimento entregará quando preparado”, reforça.
Não menos importante é a quantidade de sal que adicionamos nas preparações. Para a nutricionista, “uma dieta equilibrada pode conter todos os tipos de alimentos, desde que consumidos em quantidade e frequência moderadas. Assim, o importante é estar sempre atento em variar o cardápio e às quantidades ingeridas, para manter uma alimentação balanceada”, explica. Ela lembra, ainda, que a indústria de alimentos tem percebido a preocupação de consumidores com itens como o sódio e também tem desenvolvido produtos que apresentam quantidade reduzida deste componente, no mercado. Já há, inclusive, linhas diferenciadas de produtos com estas características, para atender a esta demanda de redução de sódio. “Checar a melhor opção na gôndola do supermercado e ter atenção às informações nutricionais podem contribuir para um consumo mais consciente”, recomenda.

Referências Bibliográficas:
 1. Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição (SBAN). Sal e Sódio no Contexto Alimentar Contemporâneo: Sarno F. Estimativas de Consumo de sódio no Brasil, revisão dos benefícios relacionados à limitação doconsumo deste nutriente na Síndrome Metabólica e avaliação de impacto de intervenção no local de trabalho. 2010135 f. Tese (Doutorado) Curso de Nutrição, Faculdade de Saúde Pública da USP, São Paulo, 2010. 
Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição (SBAN). Sal e Sódio no Contexto Alimentar Contemporâneo:Cornelio M. Impacto de intervenção para fortalecimento da motivação para reduzir o consumo de sal entre mulheres com hipertensão arterial. 2012. 165f. Tese (Doutorado) – Curso de Enfermagem, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2012. 
Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição (SBAN). Sal e Sódio no Contexto Alimentar Contemporâneo: Silva SM, Chemin S. da, MJDP. Tratado de Alimentação, Nutrição e Dietoterapia. 2 ed.  São Paulo. Roca, 2011, 1256 p. 
Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição (SBAN). Sal e Sódio no Contexto Alimentar Contemporâneo:Galisa MS, Esperança LMB, Sá NG de. Nutrição, conceitos e aplicações. São Paulo: M. Books, 2008, 258 p. 
Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição (SBAN). Sal e Sódio no Contexto Alimentar Contemporâneo: Nobre F (Ed.).  VI diretrizes brasileiras de hipertensão. Revista Brasileira de Hipertensão, Rio de Janeiro, 2010; 17 (1): 1-69. 
Sociedade Brasileira de Cardiologia / Sociedade Brasileira de Hipertensão / Sociedade Brasileira de Nefrologia. VI Diretrizes Brasileiras de Hipertensão. ArqBrasCardiol 2010; 95(1 supl.1): 1-51

Disfunção erétil é ainda um tabu entre os homens, mas existe tratamento para a maioria dos casos



A disfunção erétil atinge aproximadamente 6 milhões de homens no Brasil, segundo levantamento da Sociedade Brasileira de Urologia

Disfunção erétil é um tema tabu! Pouco se fala a respeito e quando o assunto vem à tona, dependo do lugar e ocasião, morre ainda no nascedouro. Dificilmente alguém “estica” a conversa. Infelizmente, este quadro se observa em todos os estratos da sociedade. E a razão para este “silêncio” pode ser atribuído basicamente a quatro fatores: medo, vergonha, desinformação e erro de percepção. Individualmente ou somados, estes fatores formam uma barreira que, não raro, impede o homem de buscar logo no aparecimento dos primeiros sintomas o tratamento adequado para conhecer a existência, a causa e a extensão do problema e, da mesma forma, saber das suas possíveis soluções. 
É um equivoco pensar que a disfunção erétil é apenas uma questão psicológica ou que afeta somente os homens em idade avançada. Não! O problema pode ter um componente físico e também atingir os jovens. As causas vão muito além das psicológicas. “São várias as causas que levam à disfunção erétil e cada uma pode exigir um tipo específico de tratamento”, explica o urologista Wagner Raiter José, membro titular da Sociedade Brasileira de Urologia e especialista no tratamento da disfunção erétil. “O tratamento da disfunção erétil avançou muito nos últimos anos, não apenas com a chegada ao mercado de novos fármacos, mas, sobretudo, com o surgimento de novas tecnologias”, acrescenta.
O médico usa dados da Sociedade Brasileira de Urologia para enfatizar as dificuldades dos homens em lidar com o problema. Segundo ele, 95% dos indivíduos com disfunção erétil demoram até 3,5 anos para buscar ajuda médica “São anos de sofrimento desnecessários, pois hoje existe tratamento médico para a maioria dos casos”, afirma. “Quanto mais cedo o homem detectar o problema e buscar ajuda médica especializada, mais rápido vai encontrar a solução”, assegura.
Além da origem psicológica, a disfunção erétil pode também ser causada por doenças como o diabetes, queda dos níveis de  testosterona, doenças vasculares com entupimento das artérias  (aterosclerose), doenças neurológicas como Parkinson, Esclerose Múltipla, Esclerose Lateral Amiotrófica, AVC, lesões traumáticas da medula, além de uso de medicamentos para tratamento de enfermidades como os anti-hipertensivos, antidepressivos, anticonvulsivantes , antipsicóticos, antiandrogênicos, e claro, alcoolismo, tabagismo e drogas. Outras causas também devem ser levadas em consideração, como tratamentos de câncer de próstata em que se pode ter lesão da inervação do pênis ou decorrente de fratura de pênis, ou até doença de Peyronie, uma curvatura acentuada do membro.   “Como se observa, são várias as causas que podem levar à disfunção erétil e para cada uma delas há um tratamento específico para sanar ou pelo menos contornar o problema”, afirma o urologista.  
De acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia, existe hoje no País aproximadamente 6 milhões de homens com disfunção erétil. No mundo, o número pode chegar a 300 milhões. “Os homens precisam superar os obstáculos e buscar ajuda médica para fazerem o tratamento adequado. Não há razão para sofrimento e nem demora. Os tratamentos disponíveis são verdadeiramente eficazes”, enfatiza o urologista.

Gripe e Hepatite A merecem atenção especial nas Olimpíadas”, alerta infectologista





A pouco menos de um ano do evento, especialista recomenda atualização da carteira de vacinação

A medicina do viajante é um tema em ascensão no Brasil nos últimos anos, principalmente pelo fato do país receber os dois maiores eventos esportivos do planeta: a Copa do Mundo, no ano passado, e as Olimpíadas, em 2016. Com essas duas atrações, o assunto se torna prioritário e cada vez mais presente na pauta de discussões das autoridades em saúde. Afinal, quais são os cuidados preventivos que os brasileiros deverão ter com a realização dos jogos olímpicos no Rio de Janeiro, em 2016?  
Uma das respostas mais importantes para esta pergunta é a necessidade de todos os envolvidos na realização dos jogos – atletas, público e profissionais, atualizarem a carteira de vacinação antes do evento. Atenção especial para alguns grupos que terão contato com os estrangeiros antes, durante e depois das Olimpíadas - comissários de bordo, taxistas, guias turísticos, garçons etc.
Pela época e localização do evento, as pessoas precisam estar imunizadas para prevenir, principalmente, a transmissão de doenças respiratórias, como a gripe, e as que podem ser disseminadas pela água, como a hepatite A, uma vez que nem sempre as condições sanitárias estarão ideais, entre outras doenças preveniveis por meio das vacinas  A vacinação em dia, incluindo as doses de reforço, mesmo contra doenças erradicadas aqui no Brasil, como o sarampo, por exemplo, também é muito importante. Isso porque, em outros lugares do mundo, não há essa erradicação” alerta o infectologista Jessé Reis, coordenador do Ambulatório de Medicina do Viajante do Instituto de Infectologia Emílio Ribas (SP).

Orientação sobre as principais vacinas recomendadas  antes das Olimpíadas

Doença
Público-alvo para vacinação
Gripe Sazonal (vírus influenza A e B) )
Todos os públicos. A vacinação é anual, principalmente para profissionais de saúde, crianças com menos de 5 anos, crianças ou adultos com doenças que afetem o sistema imunológico, doenças cardíacas ou pulmonares crônicas e pessoas acima dos 60 anos.
Hepatites A e B
A hepatite A pode afetar todos os públicos. A imunização ocorre a partir de um ano, com duas vacinas, sendo a primeira aplicada em duas doses com intervalo de seis meses, e a outra em três doses administradas durante o mesmo período.
A hepatite B também impacta todas as faixas etárias. Três doses, começando pelo recém-nascido, sendo duas em um intervalo de 30 dias e a última, seis meses depois.
Sarampo
Todos os públicos. A vacinação deve ser feita a partir dos 12 meses e em adultos que não foram imunizados. Na infância e não tiveram sarampo.

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