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sexta-feira, 31 de julho de 2026

Galeria Contempo revisita a obra de Aldir Mendes de Souza em exposição que aproxima pintura, tecnologia e percepção


A Galeria Contempo apresenta "Aldir Mendes de Souza: Arteônica da Paisagem", exposição com curadoria de Fabrício Reiner que propõe uma nova leitura da trajetória de um dos grandes pintores brasileiros da cor e do espaço. Em cartaz de 15 de agosto a 19 de setembro, a mostra aproxima a produção de Aldir Mendes de Souza do conceito de Arteônica, formulado por Waldemar Cordeiro no início dos anos 1970, evidenciando a atualidade de uma obra que articula pintura, imagem técnica, percepção e construção espacial. 

Reunindo trabalhos que percorrem diferentes momentos da carreira do artista, a exposição revela como sua pesquisa transformou a paisagem em um campo de investigação visual, no qual cor, geometria, memória e tecnologia se entrelaçam. Entre referências ao cafezal, à cidade e às experiências com radiografias e termografias, Aldir construiu uma linguagem singular que continua dialogando com questões centrais da arte contemporânea. 

A exposição "Aldir Mendes de Souza: Arteônica da Paisagem" propõe uma nova leitura de um dos grandes pintores brasileiros da cor e do espaço. Em Aldir, a paisagem se organiza como campo de forças, como arquitetura cromática, como superfície mental em que terra, cidade, corpo e memória se transformam em planos, cortes, ritmos e estruturas. 

Desde os anos 1960, Aldir construiu uma trajetória singular entre pintura, imagem técnica e investigação espacial. Sua formação médica, sua experiência com radiografias e termografias, seu interesse pelo cafezal, pela cidade e pela geometria fizeram de sua obra um laboratório visual em que o mundo físico aparece atravessado por camadas de percepção. A cor, em sua pintura, não acompanha a forma: ela conduz o espaço, abre profundidades, tensiona superfícies e transforma a paisagem em pensamento. 

É nesse horizonte que a exposição aproxima Aldir da Arteônica, conceito formulado por Waldemar Cordeiro no início dos anos 1970. Para Cordeiro, a arte deveria ser pensada no campo da comunicação, da transmissão e do processamento da informação. A imagem deixava de ser apenas superfície de representação para tornar-se operação, circulação, sistema. Essa perspectiva permite reler Aldir como um artista que percebeu, pela pintura, uma condição hoje central: o espaço como campo de informação, memória e virtualidade. 

A presença de Aldir nesse debate tem também um dado histórico decisivo. Em 1971, a convite de Waldemar Cordeiro, o artista apresentou trabalhos em chapas radiográficas na mostra Arteônica – Exposição Internacional de Arte Eletrônica, realizada no Museu de Arte Brasileira da FAAP. Nos anos 1960 e 1970, Aldir também desenvolveu performances e trabalhos em técnica mista, incluindo radiografias e termografias. 

A exposição parte dessa história para observar como, em sua pintura posterior, Aldir continua a elaborar uma visão do espaço marcada por planos, camadas, repetições, cortes e estruturas cromáticas. O cafezal, a cidade, o horizonte e a geometria deixam de operar apenas como motivos visuais e passam a formar um campo mental e informacional. A paisagem surge como espaço em processamento. 

Essa leitura dialoga com a pesquisa de Priscila Arantes, que recoloca Waldemar Cordeiro e a Arteônica no centro de uma genealogia brasileira e latino-americana da arte digital, recusando uma história pensada apenas a partir de modelos europeus e norte-americanos. Nesse sentido, Aldir pode ser compreendido como parte de uma tradição brasileira em que cor, geometria, tecnologia e percepção constituem uma inteligência visual própria. 

A cor ocupa papel central nessa hipótese. Haroldo de Campos, em texto dedicado a Aldir, fala em "cor imaginante", "campos roteados de cor" e "fantasia estrutural". Para o poeta, a cor em Aldir comanda e modula o espaço, preservando o "resíduo do referente", a memória da terra arada e do cafezal. 

"Aldir Mendes de Souza: Arteônica da Paisagem" apresenta, assim, uma obra situada entre matéria e virtual, campo e interface, memória rural e imaginação técnica. Sua pintura pressente uma condição contemporânea: a de um mundo percebido por camadas, vibrações, códigos e presenças simultâneas.

 

Sobre o artista 

Aldir Mendes de Souza nasceu em São Paulo, em 1941, e morreu na mesma cidade, em 2007. Formado pela Escola Paulista de Medicina, construiu uma das trajetórias mais singulares da pintura brasileira da segunda metade do século XX, articulando arte, corpo, imagem técnica, paisagem e cor. Sua produção percorreu pintura, desenho, gravura, escultura, performance, cinema experimental e trabalhos em técnica mista, aproximando sua formação médica de uma investigação visual sobre transparência, interioridade e estrutura. 

Participou de importantes edições da Bienal Internacional de São Paulo entre 1967 e 1977 e integrou, em 1971, a histórica Arteônica – Exposição Internacional de Arte Eletrônica, a convite de Waldemar Cordeiro. Também realizou exposições individuais em instituições como o Museu de Arte Brasileira da FAAP, o Museu Nacional de Belas Artes, o MAC-USP, o Paço das Artes e a Pinacoteca do Estado de São Paulo. Sua presença em acervos como o MAM São Paulo confirma a relevância de uma produção que transformou a cor em pensamento espacial e a paisagem em um campo permanente de invenção. 

A partir de 1969, o cafeeiro e o cafezal tornaram-se elementos recorrentes de sua pesquisa, conduzindo sua pintura da observação da paisagem à construção geométrica e cromática. Aldir afirma-se, assim, como um dos grandes nomes da arte brasileira ao transformar a memória da terra em construção espacial.

 

Imagens em alta resolução: https://drive.google.com/drive/folders/1VdXjOiEkxYfk05xNhSLmbub5UxI1HbZp?usp=sharing

 

Sobre a Galeria Contempo 

A Galeria Contempo foi fundada em 2013 por Márcia, Mônica e Marina Felmanas como uma extensão da Pró-Arte voltada ao mercado primário. Atualmente dirigida por Márcia e Mônica, a galeria atua na valorização e projeção de artistas emergentes e consolidados, promovendo uma programação dinâmica baseada em pesquisa, rigor curatorial e relações duradouras com seus representados. Com foco na formação crítica, no diálogo entre arte moderna e contemporânea e no intercâmbio entre gerações, a Contempo busca ampliar sua atuação e fortalecer conexões com diferentes iniciativas do circuito artístico.

 

Sobre Fabrício Reiner (Campinas- SP, 1981) 

Curador, pesquisador e crítico de arte, é formado em História, mestre em Filosofia e doutorando pela USP, com especialização em Museologia na Itália. Atua desde 2005 na articulação entre pesquisa, curadoria e crítica, com foco em paisagens culturais, fotografia e narrativas contemporâneas, desenvolvendo projetos para importantes instituições culturais e exposições que revisitam os desdobramentos da modernidade.

 

Serviço:

Galeria Contempo

Al. Gabriel Monteiro da Silva, 1644 Jardim América São Paulo - SP

Site: www.galeriacontempo.com.br

E-mail:contato@galeriacontempo.com.br

Instagram:@galeriacontempo

Telefone: +55 11 3032-5795

Whatsapp: +55 11 97080-7273


Curitiba recebe exposição internacional "Sábia Madeira" na PUCPR


Mostra reúne projetos da Aalto University e integra as celebrações pelos 50 anos do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade; a entrada é gratuita

 

Arquitetura, inovação e sustentabilidade. Em comemoração aos 50 anos do curso de Arquitetura e Urbanismo da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), o Centro de Realidade Estendida (CRE) da Instituição recebe a exposição “Sábia Madeira: 30 Years of Visions and Innovations in Wood Architecture”. A mostra apresenta três décadas de pesquisa, experimentação e inovação na arquitetura em madeira, reunindo um acervo de obras desenvolvidas pelo Wood Program, da Aalto University (Finlândia). A iniciativa também conta com o apoio da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR). 

 

O conjunto de obras reunido na exposição apresenta projetos design-build que exploram soluções construtivas inovadoras e processos experimentais de concepção, fabricação e construção em madeira. “A exposição chega diretamente da Finlândia e já passou por cidades como Buenos Aires e São Paulo. Agora, temos a satisfação de recebê-la na PUCPR para compartilhar com a comunidade paranaense uma mostra de relevância internacional, que promove o diálogo sobre inovação, sustentabilidade e arquitetura contemporânea”, explica o professor Humberto Fogaça, coordenador do curso de Arquitetura e Urbanismo da PUCPR. 

 

A iniciativa tem como objetivo promover o intercâmbio acadêmico internacional e fortalecer o diálogo entre universidades, profissionais e a sociedade em torno de práticas sustentáveis e da inovação na arquitetura. “O curso de Arquitetura e Urbanismo da PUCPR consolidou-se como um espaço de produção de conhecimento, reflexão crítica e experimentação. Ao promover esta exposição, o curso reforça seu compromisso com a formação de excelência, a internacionalização e a promoção do debate contemporâneo sobre arquitetura, cidade, sustentabilidade e inovação tecnológica”, reforça o professor.  

 

O Wood Program, criado pela Aalto University, já apresentou seus projetos em instituições de prestígio nos Estados Unidos, Itália, Holanda, Japão, Coreia do Sul e outros países. Na América Latina, a exposição passou por Buenos Aires e São Paulo antes de chegar a Curitiba. Com entrada gratuita, o evento é aberto ao público e voltado a estudantes, arquitetos, urbanistas, profissionais das áreas criativas e à comunidade interessada em inovação e cultura urbana. 

 


Serviço: 


Exposição Internacional "Sábia Madeira" - PUCPR 

Data: de 28 de julho a 17 de setembro de 2026 

Horário: das 8h às 20h, de segunda a sexta-feira 

Local: Centro de Realidade Estendida (CRE) da PUCPR (Bloco Amarelo) 

Endereço: Rua Imaculada Conceição, 1155, Prado Velho, Curitiba (PR) 

Entrada gratuita 

 

Teatro Amazonas vira Patrimônio Mundial da Unesco em meio à alta de 49% nas reservas de atividades em Manaus



Reconhecida pela Unesco ao lado do Theatro da Paz, a casa de ópera de Manaus torna-se o primeiro bem cultural do Norte brasileiro na lista; segundo dados da Civitatis, as reservas de atividades em Manaus já cresceram cerca de 49% no primeiro semestre de 2026 na comparação ano a ano

 

Inaugurado em 1896, no auge do ciclo da borracha, o Teatro Amazonas passa a integrar a lista de Patrimônio Mundial da Unesco sob a denominação “Teatros da Amazônia”
 

O cartão-postal mais conhecido de Manaus acaba de ganhar um novo status. Na madrugada de segunda-feira (27), durante a 48ª sessão do Comitê do Patrimônio Mundial, realizada em Busan, na Coreia do Sul, o Teatro Amazonas foi reconhecido como Patrimônio Mundial Cultural pela Unesco, em candidatura conjunta com o Theatro da Paz, de Belém. Sob a denominação “Teatros da Amazônia”, os dois edifícios se tornam o primeiro bem cultural da Região Norte a integrar a lista e a 26ª inscrição brasileira. 

Para Alexandre Oliveira, Country Manager da Civitatis, plataforma de reserva de atividades e experiências presente em mais de 160 países, o título deve acelerar um movimento que já aparece nos próprios dados da empresa: a projeção da capital amazonense como destino de turismo cultural, e não apenas como porta de entrada para a floresta.

O reconhecimento chega em um momento de expansão do turismo no estado. Em janeiro de 2026, dados da Pesquisa Mensal de Serviços do IBGE apontaram avanço de 4,7% na atividade turística estadual ante dezembro. 

O ritmo se reflete na própria demanda registrada pela Civitatis em Manaus. No primeiro semestre de 2026, o número de reservas de atividades na cidade avançou cerca de 49% na comparação ano a ano, segundo dados internos da plataforma. E, embora a floresta ainda concentre a maior parte da procura, os passeios pelo centro histórico já aparecem entre os mais reservados: nos primeiros seis meses do ano, os tours urbanos com foco no Teatro Amazonas responderam por quase um em cada cinco reservas na cidade (18%), incluindo a visita guiada por Manaus e ao Teatro Amazonas, ficando atrás apenas das experiências na selva e dos passeios pelos rios Negro e Amazonas. 

“Já vínhamos observando um interesse crescente por Manaus, e o centro histórico ganhava espaço mesmo antes do anúncio. O Teatro Amazonas sempre foi um ícone, mas para muitos viajantes ele era um detalhe dentro de uma viagem cuja motivação principal era a floresta. O selo da Unesco muda essa hierarquia: ele transforma o próprio centro histórico da cidade em um motivo de viagem, e é uma referência que o turista internacional reconhece na hora de escolher um destino”, afirma Alexandre Oliveira. 

Inaugurado em 1896, em Manaus, o teatro nasceu como símbolo do ciclo da borracha, período em que o látex amazônico financiou uma súbita modernização urbana no fim do século XIX. A arquitetura inspirada na Belle Époque europeia, com mármore de Carrara, ferro forjado e uma cúpula de telhas coloridas nas cores da bandeira brasileira, convivia com materiais e referências da própria floresta, o que a Unesco reconheceu como uma identidade cultural singular. Tanto o Teatro Amazonas quanto o Theatro da Paz, eBelém, já eram tombados pelo Iphan desde a década de 1960.
 

Por que o título da Unesco importa para o turista? 

Ao contrário de um monumento isolado, o Teatro Amazonas está inserido em um centro histórico que concentra boa parte da memória do ciclo da borracha. A poucos passos do teatro ficam o Largo de São Sebastião, com seu calçamento ondulado, a igreja de mesmo nome, o porto de Manaus, um dos maiores portos fluviais do mundo, e o mercado municipal Adolpho Lisboa, de 1883, cuja estrutura de ferro remete aos projetos de Gustave Eiffel. É esse conjunto, e não apenas a casa de ópera, que passa a contar com o reconhecimento internacional. 

Na prática, quem visita a cidade encontra esses pontos reunidos em um mesmo roteiro a pé, modelo que já é o terceiro tipo de experiência mais reservado pelos clientes da Civitatis em Manaus. A visita guiada por Manaus e ao Teatro Amazonas, oferecida pela Civitatis com guia em português, parte justamente do Largo de São Sebastião e inclui a entrada no teatro, onde o visitante conhece o interior revestido de mármore italiano e a história da construção, antes de seguir pelo porto, pelo mercado Adolpho Lisboa e pelo mirante Lúcia Almeida, de onde cidade e floresta parecem se fundir no horizonte. O percurso dura de três horas e meia a quatro horas.
 

Um cartão de visitas para o Norte do país 

A entrada do Teatro Amazonas na lista da Unesco também ajuda a reposicionar Manaus como um centro cultural no Norte. Para o viajante que quer entender a região além da floresta, o teatro passa a funcionar como âncora de itinerários urbanos, que costumam ser combinados com clássicos amazônicos como a excursão ao Encontro das Águas e tribo indígena, fenômeno em que as águas escuras do Rio Negro correm lado a lado com as barrentas do Solimões sem se misturar, e a excursão às cataratas de Presidente Figueiredo, a cerca de 100 km ao norte da capital, onde a floresta se abre em quedas d’água e igarapés. 

“Quando um destino ganha um reconhecimento desse porte, o interesse não se limita ao monumento em si. Ele se espalha pela cidade e pela região no entorno. Nossa expectativa é que Manaus e Belém passem a aparecer com mais força nos planejamentos de viagem, inclusive de estrangeiros, e que o turismo cultural caminhe lado a lado com o turismo de natureza que já é forte no Norte”, conclui Alexandre Oliveira.


Depois do enorme sucesso, solo A Última Cova, com Marco França, ganha nova temporada no Teatro Cia. da Revista em agosto

 fotos - créd. Caio Oviedo


Com texto de Newton Moreno e direção de Ana Rosa Genari Tezza, espetáculo com música ao vivo narra jornada de um coveiro nordestino que veio a São Paulo em busca de sua mãe


 

A vontade de discutir questões relacionadas à morte como forma de nos alertar para a urgência da vida instigou o ator, músico e diretor musical Marco França a idealizar o solo A Última Cova, com texto inédito de Newton Moreno e direção de Ana Rosa Genari Tezza. O espetáculo, com produção da Morente e Forte, estreou com grande sucesso no Sesc Pompeia em julho, com direito a temporada totalmente esgotada.


E agora, a peça segue para mais uma temporada, desta vez no Teatro Cia. da Revista, de 8 a 31 de agosto, com sessões aos sábados e às segundas-feiras, às 20h, e aos domingos, às 18h. Em cena, além de França, ainda estão os músicos Bruno Menegatti e Juliano Veríssimo.


A trama acompanha a história de Djalma, um coveiro nordestino que veio à capital paulistana à procura da mãe e munido de sua pá. Ele nunca aceitou que a mãe o tivesse deixado para se aventurar pelo mundo, busca nos olhos das mães enlutadas os olhos da sua mãe, e trabalha atento às ‘injustezas’ que sofrem muitos de seus clientes e parentes deles, como se sua pá pudesse consertar um pouquinho das mazelas do mundo.


Djalma burla a estrutura para cumprir com os pedidos e situações mais esdrúxulas de vários sepultamentos dos quais participou, até que desrespeita uma nova ordem e terá que sofrer as consequências deste ato, o que o faz cavar sua última cova. 


Desde o começo da elaboração do texto até a estreia foram 2 anos de trabalho, a peça traz na sua equipe artistas que elaboram o teatro com tempo, escuta, e muita troca, isso porque todos têm intimidade com processos de grupo, que costumam ter no Tempo um grande aliado para o aprofundamento da pesquisa. Marco França integrou o grupo potiguar Os Clowns de Shakespeare por 15 anos, Ana Tezza é diretora artística da Trupe Ave Lola de Teatro e a Ave Lola Espaço de Criação, e Newton Moreno integrou a Cia Os Fofos Encenam.


A ideia de encomendar a peça, segundo França, surgiu depois que ele assistiu a um espetáculo em Santiago, no Chile, em 2024. “Foi de maneira distraída, mas com o radar sempre atento às poesias do mundo que, ao assistir um espetáculo que contava a vida de Leoncio Badía Navarro, um coveiro que viveu a ditadura franquista em Paterna (Espanha), me transportei aos canteiros de minha terra, pensando quantas histórias incríveis um cemitério coleciona: lugar de memórias. Ali eu soube por onde começar”, conta o idealizador do trabalho.


Sobre essa figura tão emblemática, Newton Moreno diz: “Esse cabra tinhoso retrata a resiliência e inconformidade do homem nordestino. Talvez não exista prova maior de resistência que não morrer; nisso o povo nordestino é mestre. Djalma está aí para provar. Mas nosso Djalma quer justiça e os que lutam por ela sempre são os primeiros alvos da ganância do mundo. Ele é um dos tantos que se faz a pergunta: “Justiça é mesmo coisa desse mundo?”.


Marco França ainda revela que se interessa pelo invisível e os invisibilizados nessa história. “É na figura do coveiro Djalma que dou voz aos que lutam diariamente contra o dragão da mentira, contra as ‘injustezas’ do mundo. ‘Porque a coisa mais perigosa pra esse mundo enganoso e feio é um cabra que restou no silêncio!’”, cita.


Para contar essa história, a diretora Ana Rosa Tezza revela ter escolhido uma linguagem necessariamente popular. “Uma linguagem que bebe da palhaçaria, da clássica oralidade dos repentes e da infinita capacidade comunicativa da canção brasileira. Neste trabalho, a busca constante foi explicitar o jogo teatral para a audiência, ao mesmo tempo em que lhes oferecemos uma viagem para dentro deste país que tinge, borda e tece, em sua fábula, as raízes de um Brasil ao mesmo tempo vivido e sonhado”, explica.


Já o cenógrafo e figurinista Kleber Montanheiro diz que fugiu do realismo para criar esses elementos já que a peça trata da lembrança. “A partir das ideias trazidas por Marco França, fui somando camadas, imagens e materialidades até chegarmos a uma forma que não ilustra as histórias, mas as faz emergir como memória viva. Não lidamos apenas com personagens — lidamos com vestígios, com ecos de vidas que já passaram, mas que insistem em permanecer”.


E o desenho de luz de Gabriele Souza “embaralha os limites entre palco e plateia, aproximando corpos, covas, sombras, presenças e ausências”, antecipa. “Confundir os tempos, os humores e as nuances desse território tão concreto, frio — mas que também guarda suas cores, temperaturas e encantamentos, de histórias que foram e seguem sendo. Sempre serão”, acrescenta.


Ficha Técnica

Idealização, direção musical, visagismo e atuação: Marco França

Dramaturgia: Newton Moreno

Direção: Ana Rosa Genari Tezza

Núcleo de criação musical: Marco França, Arthur Jaime, Breno Mont Serrat

Músicos: Bruno Menegatti e Juliano Veríssimo

Assistência de Direção: Ana Elisa Mattos

Cenários e Figurinos: Kleber Montanheiro

Desenho de Luz: Gabriele Souza

Criação e confecção de boneco e assessoria de manipulação: Fernando Gomes

Designer Gráfico: Vicka Suarez

Fotografia: Caio Oviedo

Captação audiovisual: gatú filmes

Assessoria de Imprensa: Pombo Correio

Social Média: Isabella Pacetti

Assistência de Produção: Carol Ariza

Coordenação de Projetos: Egberto Simões

Produtores Associados: Selma Morente, Célia Forte e Marco França

Produção: Morente Forte Produções Teatrais e Galado Recordis

Realização Sesc SP


Sinopse

Munido de sua pá, a ‘potiguar’, Djalma é um coveiro nordestino que veio trabalhar em São Paulo para procurar sua mãe. Nunca aceitou que a mãe o tivesse deixado para se aventurar pelo mundo, atento às ‘injustezas’ que sofrem muitos de seus clientes. Djalma burla a estrutura para cumprir com os pedidos e situações mais esdrúxulas de vários sepultamentos que participou. Até que desrespeita uma nova ordem e terá que sofrer as consequências deste ato, o que o faz cavar sua última cova. Nesta noite, ele dividirá conosco sua história e sua narrativa embaralhando a busca pela mãe e os mistérios em torno desta última cova.


Serviço


A Última Cova, de Newton Moreno, com Marco França

Temporada: 8 a 31 de agosto de 2026

Aos sábados e às segundas, às 20h; e aos domingos, às 18h

(Não haverá sessão no dia 16 de Agosto)

Teatro Cia. da Revista -  Alameda Nothmann, 1135 - Campos Elíseos, São Paulo 

Ingressos: R$90 (inteira) e R$45 (meia-entrada) 

Vendas online em https://www.eventim.com.br/artist/teatro-cia-da-revista/

Duração: 80 minutos

Classificação: 12 anos

Capacidade:  82 lugares

Gênero: Narrativa folhetinesca-melofantástica-cordelística

Acessibilidade: sala acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida



Mudanças no Galinheiro Mudam as Coisas por Inteiro faz temporada aos domingos de agosto no Sesc Pinheiros

Crédito: Grupo Folias Foto: Mariana Chama


Montagem do Grupo Folias utiliza teatro de animação, palhaçaria e música ao vivo para refletir, com humor, sobre como pequenas mudanças podem transformar o cotidiano 

 

O espetáculo infantil Mudanças no Galinheiro Mudam as Coisas por Inteiro, do Grupo Folias, com direção de Maristela Chelala, chega ao Sesc Pinheiros para uma temporada de 2 a 30 de agosto de 2026, com sessões aos domingos, às 15h e às 17h, no Auditório. Livremente inspirada na obra de Sylvia Orthof, a montagem acompanha a rotina de um galinheiro em que tudo parece seguir sempre igual, até que pequenas transformações abrem espaço para novas formas de convivência e convidam o público a refletir sobre as mudanças que fazem parte da vida. 

A narrativa parte de um cotidiano marcado por ciclos repetidos para questionar o que acontece quando essa ordem é alterada: o leiteiro passa, o jornal chega, o Sol nasce, o galo canta e os pintinhos vão para a escola. Com humor e linguagem acessível, a montagem convida crianças e adultos a pensar sobre a importância das transformações, mostrando como elas podem abrir espaço para novos olhares e possibilidades. 

O espetáculo tem como ponto de partida os livros Pomba Colomba, Cabidelim e Mudanças no Galinheiro Mudam as Coisas por Inteiro, de Sylvia Orthof (1932–1997), uma das principais autoras da literatura infantil brasileira. Com mais de 120 obras publicadas, Orthof construiu uma produção marcada pelo humor, pela imaginação e pelo questionamento de estereótipos e convenções sociais. 

Em cena, o Grupo Folias combina palhaçaria, teatro de animação e música ao vivo para criar uma encenação que dialoga com temas contemporâneos relacionados às relações de gênero e à convivência coletiva. A montagem também se inspira nas reflexões da escritora e intelectual bell hooks, que defende o feminismo como um movimento capaz de ampliar direitos e promover benefícios para toda a sociedade, reforçando a importância de compartilhar práticas e pensamentos que contribuam para relações mais igualitárias. 

Ao reunir literatura, teatro e música, Mudanças no Galinheiro Mudam as Coisas por Inteiro propõe uma experiência sensível e divertida, convidando o público a refletir sobre como pequenas mudanças podem transformar a maneira de viver, conviver e imaginar o mundo. 

Ingressos à venda em sescsp.org.br, no aplicativo Credencial Sesc e nas bilheterias das unidades do Sesc São Paulo. 

 

Ficha Técnica 

Direção e Dramaturgia: Maristela Chelala

Elenco: Alex Rocha, Carla Massa, Clarissa Moser, Marina Esteves e Marcella Vicentini

Desenho de Luz: Gabriele Souza

Direção Musical: Beatriz Kovacsik

Direção de Arte: Christiane Galvan

Direção de Movimento: Dinho Hortêncio

Elaboração do Teatro de Sombras: Matias Ivan Arce

Cenotecnia: Bira Nogueira

Cenotécnico: Matias Ivan Arce

Costureiras: Mariluce Constantino da Costa e Ana Carolina Botelho Pires

Técnico Operador de Som: Jo Coutinho

Técnico Operador de Luz: Finnick Fernandes

Design Gráfico: Renan Marcondes

Fotos: Mariana Chama

Filmagem: Bruta Flor Filmes

Produção: Tati Mayumi

 

Serviço: 
Mudanças no Galinheiro Mudam as Coisas Por Inteiro  
Com Grupo Folias 
Teatro infantil 
Dias: 2, 9, 16, 23 e 30 de agosto de 2026
Horários: domingos, às 15h e às 17h
Local: Sesc Pinheiros - Auditório - R. Paes Leme, 195 - Pinheiros - São Paulo, SP

Ingressos: R$ 40 (inteira), R$ 20 (meia entrada) e R$ 12 (credencial plena). Crianças de até 12 anos não pagam. Vendas em sescsp.org.br, pelo app Credencial Sesc SP ou nas bilheterias de todas as unidades do Sesc SP.
Duração: 60 minutos
Classificação: Livre
Acessibilidade: o Auditório é acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida. Sessões com recursos de acessibilidade: 23 de agosto

 
Sesc Pinheiros  

Rua Paes Leme, 195, Pinheiros - São Paulo, SP.

Horário de funcionamento: Terça a sexta: 10h às 22h. Sábados: 10h às 21h. Domingos e feriados: 10h às 18h30

Estacionamento com manobrista  

Como Chegar de Transporte Público: 350m a pé da Estação Faria Lima (metrô | linha amarela), 350m a pé da Estação Pinheiros (CPTM | Linha Esmeralda) e do Terminal Municipal Pinheiros (ônibus).  

Acessibilidade: A unidade possui rampas de acesso e elevadores, além de banheiros e vestiários acessíveis para pessoas com mobilidade reduzida. Também conta com espaços reservados para cadeirantes.

 

Teatro YouTube apresenta programação de agosto com estreias de "Autobiografia do Vermelho" e "Gui e Seus Demônios"

Humorista Gui Santos estreia o solo Gui e Seus Demônios.
Foto Celina Barbi

Agenda reúne teatro contemporâneo, humor, fenômenos da internet, podcasts ao vivo e programação infantil, reforçando o espaço como referência no encontro entre as artes cênicas e a cultura digital


Agosto chega ao Teatro YouTube com uma agenda que passeia pelo teatro, humor, atrações infantis, podcasts e fenômenos digitais. A programação evidencia a diversidade do espaço e sua missão de conectar diferentes formas de produção cultural, aproximando artistas, criadores e público em experiências presenciais.

O grande destaque do mês é a estreia nacional de "Autobiografia do Vermelho", em cartaz de 14 de agosto a 27 de setembro. Estrelado por Bianca Comparato e dirigido por Daniela Thomas, o espetáculo leva aos palcos uma adaptação do premiado romance em versos da escritora canadense Anne Carson, considerado uma de suas obras mais importantes.

Inspirada no mito de Gerião, a montagem apresenta uma releitura contemporânea sobre identidade, pertencimento, amor e desejo. Com dramaturgia assinada por Gabi Costa, Daniela Thomas e Bianca Comparato, a peça combina teatro, poesia e uma potente linguagem visual para acompanhar a trajetória de um jovem que busca compreender quem é enquanto enfrenta conflitos familiares e uma intensa paixão por Hércules. A temporada reafirma o Teatro YouTube como espaço também dedicado à produção teatral contemporânea de grande relevância artística.

Outra estreia acontece no fim do mês com "Gui e Seus Demônios", primeira temporada do novo espetáculo do humorista e roteirista Gui Sousa, em cartaz de 27 de agosto a 24 de setembro, às quintas-feiras.

Conhecido pelos vídeos de ritmo acelerado e pelo humor afiado nas plataformas digitais, Gui transporta para o palco a linguagem que o tornou um dos principais criadores da internet. Fugindo do formato tradicional do stand-up, o espetáculo mistura música, performance, recursos audiovisuais e interações digitais para criar uma experiência imersiva baseada no conceito de "traumédia": transformar traumas, inseguranças e memórias em matéria-prima para o riso.

Abrindo a programação do mês, a atriz, improvisadora e comediante Marianna Armellini apresenta o solo "Ninguém Tá Bem!", nos dias 3, 10 e 17 de agosto. Em formato de stand-up comedy, o espetáculo parte de uma pergunta cada vez mais atual: afinal, quem está realmente bem hoje em dia? Com humor afiado, Marianna transforma ansiedade, excesso de informação, redes sociais e a busca incessante por felicidade em situações cômicas nas quais o público facilmente se reconhece.

A programação infantil ganha reforço no dia 8 de agosto com a chegada do fenômeno Hora do Mostarda. Sucesso entre crianças e famílias, o canal soma mais de 3 milhões de inscritos no YouTube e mais de 200 milhões de visualizações mensais. Agora, o carismático cãozinho amarelo de orelhas azuis leva ao palco toda a energia que conquistou a internet, em uma apresentação repleta de músicas, histórias, brincadeiras e atividades educativas, mantendo o compromisso do projeto com inclusão, acessibilidade e aprendizado por meio da diversão.

Também em agosto, o Desce a Letra Show segue sua programação ao Teatro YouTube para duas apresentações, nos dias 1º e 8. Liderado por Cauê Moura e Load Comics, o projeto transforma discussões sobre política, comportamento, cultura pop e cotidiano em um espetáculo ao vivo que combina humor ácido, participação do público e convidados especiais, ampliando a experiência que consagrou o programa na internet.

  

SERVIÇO

DESCE A LETRA SHOW
01 e 08 de agosto
sáb às 15h e às 19h30


MARIANNA ARMELLINI - NINGUÉM TÁ BEM!
03, 10 e 17 de agosto
seg às 20h


HORA DO MOSTARDA
08 de agosto
Sáb às 11h


AUTOBIOGRAFIA DO VERMELHO
14 de agosto a 27 de setembro
Sex e sáb às 20, dom às 18h


GUI E SEUS DEMÔNIOS
27 de agosto a 24 de setembro
Qui às 20h

Ingressos:
https://www.eventim.com.br/artist/teatro-youtube/

 

Agosto Indígena tem programação gratuita no Sesc Pinheiros com roda de conversa, oficinas, cinema, cursos e vivências sobre os conceitos de tecnologia dos povos originários



 Com o tema Tecnologias Indígenas, a programação convida o público a descobrir saberes ancestrais e contemporâneos que expressam diferentes formas de viver, criar e se relacionar com o mundo. 


Entre os dias 6 e 16 de agosto de 2026, diversas unidades do Sesc em todo o estado de São Paulo realizam ações voltadas ao Agosto Indígena com o tema Tecnologias Indígenas. A iniciativa tem como objetivo criar espaços de visibilidade para as práticas e conhecimentos de diversas etnias, propondo reflexões sobre o conceito de tecnologia que engloba tanto o universo digital quanto os métodos tradicionais e contemporâneos de manejo, subsistência, arte e ativismo político.

O projeto baseia-se nos saberes-fazeres dos mais de 300 povos originários do território hoje conhecido como Brasil. É o caso de diversos conhecimentos ancestrais, como aqueles conectados aos sistemas agrícolas tradicionais, que fazem das roças indígenas verdadeiros repositórios de biodiversidade, cultivadas com técnicas atualmente difundidas pelo termo “agrofloresta”. Além disso, as ações demonstram o mapeamento e o uso de ferramentas contemporâneas, como o audiovisual e as redes sociais, em iniciativas de valorização cultural e na defesa territorial dessas comunidades. 

Toda a programação do Agosto Indígena no Sesc Pinheiros é gratuita e reúne rodas de conversa, oficinas, cursos, exibições de filmes e vivências que apresentam diferentes perspectivas sobre os saberes indígenas. Confira os destaques da unidade nesta edição.

No dia 7 de agosto, às 19h30, acontece, na Praça, a roda de conversa Kunhangue Nhemboaty: Encontro de Mulheres Guarani e Partilha de Narrativas, realizada pela Comissão Guarani Yvyrupa. O encontro reúne mulheres Guarani de diferentes regiões para compartilhar experiências, fortalecer redes de apoio e discutir o protagonismo feminino indígena.

Nos dias 8 e 9 de agosto, às 11h, a oficina Pulseiras e Colares: Miçangas Xinguanas, com Kalühi Matipu e Koti Kalapalo, apresenta técnicas tradicionais utilizadas pelo povo Kalapalo, do Território Indígena do Xingu. Os participantes aprendem a confeccionar colares e pulseiras de miçangas, conhecendo também aspectos da cultura e dos modos de fazer dos povos originários.

Ainda no dia 8, às 15h, a fotógrafa Priscila Tapajowara participa do encontro VinhETA, espaço dedicado ao compartilhamento de processos criativos nas artes e tecnologias. A artista apresenta sua produção e dialoga sobre fotografia e ativismo indígena, tema que será aprofundado no minicurso online Fotografia e Ativismo Indígena, realizado nos dias 11 e 12 de agosto, às 19h. A atividade aborda o uso da fotografia como ferramenta de autonomia, comunicação e fortalecimento do protagonismo dos povos indígenas.

Nos dias 11, 18 e 25 de agosto, sempre às terças-feiras, às 19h, acontece o curso Culinária Guarani: Saberes e Tradições Indígenas, com Jerá Guarani. Em três encontros, a atividade apresenta conhecimentos ancestrais relacionados à alimentação indígena, valorizando práticas culinárias tradicionais e sua relação com o território, a coletividade e os modos de vida Guarani.

O cinema também integra a programação. No dia 13 de agosto, às 19h30, na Praça, acontece a exibição do curta-metragem Replikka (Brasil/EUA, 2025), seguida de bate-papo com a diretora Heloisa Passos e o professor, fotógrafo e cineasta Piratá Waurá. O documentário aborda memória, identidade, perda e renascimento a partir dos saberes do povo Wauja, do Xingu, evidenciando a força da ancestralidade diante da destruição de patrimônios materiais e culturais. 

Já no dia 14 de agosto, às 19h, será exibido o documentário Raízes Indígenas da Favela (Brasil, 2024), seguido de conversa com a diretora Naia Vitória Kariri e Jennyffer Evellys. O filme retrata a trajetória de famílias indígenas nordestinas que migraram para São Paulo, refletindo sobre identidade, ancestralidade e os processos de diáspora vividos por diferentes povos originários. 

No dia 15 de agosto, das 10h às 15h, o historiador e liderança indígena Casé Angatu conduz a vivência e caminhada Îe’engara Guatá Toré: Pinheiros é Terra Indígena e Ribeirinha. O percurso parte do Sesc Pinheiros, passa pelo centro histórico e termina no Largo da Batata, destacando a história do antigo Aldeamento de Pinheiros e a presença indígena na formação da cidade.

Encerrando a programação, nos dias 15 e 16 de agosto acontece um intercâmbio cultural com mestres dos povos Kalapalo e Matipu, do Alto Xingu. As atividades incluem as oficinas Grafismos Kalapalo, dedicada aos desenhos, histórias e mitologias que inspiram a pintura tradicional desse povo, e Mini Rede de Buriti, que apresenta técnicas artesanais de trançado com fibra de buriti, valorizando conhecimentos ancestrais transmitidos entre gerações.

 

Acesso à programação  

As atividades são gratuitas. A participação varia de acordo com o formato da atividade e o local de realização na unidade.
Para verificar a programação completa, acesse: sescsp.org.br/agosto-indigena 

 
Serviço: 
Agosto Indígena | Sesc Pinheiros 
Tecnologias Indígenas 
 
Kunhangue Nhemboaty: Encontro de Mulheres Guarani e Partilha de Narrativas 
Dia 7 de agosto, sexta-feira, às 19h30
Local: Praça
Livre
Grátis. Sem retirada de ingressos
 

Pulseiras e Colares: Miçangas Xinguanas 
Dias 8 e 9 de agosto, sábado e domingo, das 11h às 13h
Livre
Grátis. Inscrições no local, com 30 minutos de antecedência
 

VinhETA: Fotografia e Ativismo Indígena 
Com Priscila Tapajowara
Dia 8 de agosto, sábado, às 15h
Local: Sala de Oficinas 2
Livre
Grátis. Inscrições no local, com 30 minutos de antecedência
 

Fotografia e Ativismo Indígena 
Minicurso on-line com Priscila Tapajowara
Dias 11 e 12 de agosto, terça e quarta-feira, às 19h
A partir de 16 anos. Grátis. Lugares limitados
Inscrições pela Central de Relacionamento Digital, de 4 de agosto, às 14h, até 11 de agosto, às 18h
 

Culinária Guarani: Saberes e Tradições Indígenas 
Dias 11, 18 e 25 de agosto, terças-feiras, às 19h
A partir de 12 anos
Grátis. Inscrições no local, com 30 minutos de antecedência
 

Replikka 
Exibição do curta-metragem seguida de bate-papo com Heloisa Passos e Piratá Waurá
Dia 13 de agosto, quinta-feira, às 19h30
Local: Praça
Livre
Grátis. Sem retirada de ingressos
 

Raízes Indígenas da Favela 
Exibição do documentário seguida de bate-papo com Naia Vitória Kariri e Jennyffer Evellys
Dia 14 de agosto, sexta-feira, às 19h
Local: Praça
Livre
Grátis. Sem retirada de ingressos
 

Îe’engara Guatá Toré: Pinheiros é Terra Indígena e Ribeirinha 
Vivência e caminhada com Casé Angatu
Dia 15 de agosto, sábado, das 10h às 15h
Grátis. Inscrições aqui a partir de 29 de julho, às 14h
Classificação: 18 anos

Roteiro 
10h - Saída do Sesc Pinheiros, em ônibus de turismo, com acompanhamento de guia credenciado pelo Ministério do Turismo, com destino ao Pateo do Collegio.
Visita ao Museu Anchieta, com explanação apoiada por mapas, maquetes e textos do acervo, indicando o caminho até o antigo Aldeamento de Pinheiros.
O percurso inclui passagens pela Praça da Sé, pelo Largo da Misericórdia e pelo Largo São Francisco, com chegada ao Largo da Batata.
15h - Encerramento
 

Grafismos Kalapalo 
Dia 15 de agosto, sábado, às 15h
Livre
Grátis. Inscrições no local, com 30 minutos de antecedência
 

Mini Rede de Buriti 
Dia 16 de agosto, domingo, às 15h
Livre
Lugares limitados
Grátis. Inscrições no local, com 30 minutos de antecedência
 

Sesc Pinheiros  

Rua Paes Leme, 195, Pinheiros - São Paulo, SP.
Horário de funcionamento: Terça a sexta: 10h às 22h. Sábados: 10h às 21h. Domingos e feriados: 10h às 18h30  

Estacionamento com manobrista 
Como Chegar de Transporte Público: 350m a pé da Estação Faria Lima (metrô | linha amarela), 350m a pé da Estação Pinheiros (CPTM | Linha Esmeralda) e do Terminal Municipal Pinheiros (ônibus).

Acessibilidade: A unidade possui rampas de acesso e elevadores, além de banheiros e vestiários acessíveis para pessoas com mobilidade reduzida. Também conta com espaços reservados para cadeirantes.

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