Dados
da Softtek revelam como engenharia assistida por IA acelera a modernização de
aplicações e gera ganhos mensuráveis de eficiência
A aceleração dos
investimentos em Inteligência Artificial Generativa (GenAI) e automação esbarra
na dependência de sistemas legados, um desafio estrutural complexo dentro das
grandes organizações. À medida que o mercado corporativo avança em sua agenda
de inovação digital, operar sobre arquiteturas antigas e aplicações monolíticas
tem se tornado um dos principais obstáculos à evolução tecnológica sustentável.
De acordo com
especialistas da Softtek, multinacional líder no setor de TI na América Latina,
a presença de regras de negócio dispersas, a falta de documentação e o alto
acoplamento de códigos antigos exigem uma mudança profunda na forma como as
empresas encaram a transformação de seus ambientes tecnológicos.
A transição para
modelos baseados em Engenharia Assistida por IA e no conceito de AI First
tem gerado ganhos expressivos e mensuráveis de eficiência operacional. Esse
impacto já pode ser observado em monitoramentos estatísticos realizados pela
Softtek, que apontam um aumento médio consolidado de 35% na produtividade das
frentes de engenharia.
Ao analisar as
tarefas específicas de backlog, o impacto se mostra ainda mais significativo,
com cerca de 56% das atividades monitoradas registrando ganhos de produtividade
entre 40% e 80%. Além disso, 95% das operações de TI apresentam algum nível de
melhoria prática.
Ao contrário do
ciclo anterior de transformação digital, marcado por grandes projetos de
migração para ambientes cloud, a conversa atual gira em torno da modernização
contínua e incremental das aplicações. Embora a infraestrutura em nuvem
permaneça um pilar fundamental, ela agora recebe o reforço estratégico dos
agentes de IA.
Essa abordagem
permite que as empresas realizem adequações graduais no ciclo de vida de seus
produtos e experimentem novas tecnologias em períodos mais curtos, capturando
inovação de forma ágil, sem a necessidade de reestruturações completas,
disruptivas e de alto risco para operações críticas.
Modernização
gradual de aplicações
Apesar dos
avanços proporcionados pela IA, muitas organizações ainda precisam lidar com
aplicações críticas construídas sobre arquiteturas legadas. Nesses cenários, a
modernização exige abordagens que conciliem inovação e continuidade
operacional.
"Estratégias
como o Strangler Pattern permitem modernizar sistemas de forma
gradual, sem comprometer operações críticas, enquanto a IA acelera atividades
como migração de aplicações, documentação técnica e redução da complexidade de
código, reduzindo processos que antes levavam horas para poucos minutos",
explica Eduardo Augusto Ferreira D’Avo, Practice Manager de Application
Development da Softtek.
Engenharia
Assistida e impacto real em produtividade
É justamente
nesse contexto que a Engenharia Assistida por IA ganha protagonismo, acelerando
processos tradicionalmente demorados e reduzindo barreiras operacionais.
A tecnologia
está transformando a própria essência do desenvolvimento de software e atua de
duas maneiras complementares. A primeira é como um acelerador das etapas
tradicionais, otimizando a escrita de histórias de usuários, a criação de
protótipos visuais e funcionais, a codificação, a execução de testes
automatizados e a publicação das soluções. Já a segunda representa uma quebra
de paradigma para a indústria, o chamado Spec-Driven Development (SDD –
Desenvolvimento Guiado por Engenharia de Especificação).
"Mais do
que ferramentas isoladas, o que acelera o mercado hoje é uma nova engenharia
assistida por IA. Estamos vivenciando a era do Vibe Coding, em que descrevemos
requisitos de negócio em linguagem natural e a tecnologia gera o código
correspondente, permitindo, por exemplo, reduzir o tempo de busca e resolução
de erros complexos de dias para poucas horas", destaca D’Avo.
Nesse cenário, o
SDD estrutura especificações rigorosas desenhadas para serem executadas por
agentes digitais, garantindo maior rastreabilidade, qualidade e consistência ao
longo do processo. No modelo AI First, a IA deixa de ser apenas uma
ferramenta de apoio e passa a integrar a arquitetura, os processos e até mesmo
as equipes de desenvolvimento por meio de agentes especializados.
Resposta
de ponta a ponta
Para viabilizar
essa nova era, a Softtek oferece uma abordagem integrada baseada em duas
plataformas proprietárias e complementares: FRIDA e SALMA. Enquanto a
plataforma FRIDA apoia a aceleração da construção e modernização de software,
com ferramentas que atuam desde a ideação e o design de telas até os testes
automatizados, a SALMA (Suite for Agent Lifecycle Management and Automation)
entra em cena para orquestrar e gerenciar o ciclo de vida dos agentes de IA em
nível corporativo.
"Essa
combinação garante governança, segurança e mitigação de riscos, assegurando que
os times de tecnologia consigam acelerar a modernização de aplicações e
direcionem seus esforços para iniciativas que realmente gerem valor estratégico
e inovação contínua para o negócio", conclui D’Avo.
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