Muita gente que começou a correr nos últimos meses provavelmente já se pegou olhando a sola do tênis velho ou pisando molhado no piso do banheiro para descobrir se tem pisada pronada, supinada ou neutra.
Com cerca de 15 milhões de praticantes no
Brasil (segundo levantamento da Olympikus em parceria com a Box1824), a corrida
de rua vive o seu maior boom no país. Junto com o entusiasmo pelos primeiros
quilômetros, veio também a obsessão pelo equipamento ideal. Termos como
"pisada pronada" e "supinada" caíram no gosto popular, e
não faltam corredores tentando adivinhar a própria anatomia.
A verdade é que essa divisão tradicional
das caixas de tênis diz muito pouco sobre a saúde das articulações.
A pisada nada mais é do que a forma como o
pé toca o solo e distribui o peso do corpo a cada passada:
Pronar
e supinar nada mais são do que fases normais do passo. O pé toca o chão, roda
ligeiramente para dentro, na pronação, para absorver o
impacto, ou mantém o peso na borda externa, na supinação. Quem tem a
chamada pisada neutra equilibra melhor essa transição.
“A pronação e a supinação fazem parte da
biomecânica normal de qualquer ser humano. O que muitos ignoram é que dois
corredores com a mesma 'pisada pronada' podem ter estruturas ósseas, pesos e
forças musculares completamente diferentes”, explica Mateus
Martinez, fisioterapeuta formado pela USP, mestre pela University of Queensland
(Austrália) e maratonista qualificado para a Maratona de Boston. O especialista
reforça a necessidade de olhar além do rótulo. “Quando o atleta escolhe um
tênis apenas pela categoria que viu na caixa, ele tenta encaixar o próprio pé
em um molde padrão. O caminho deveria ser exatamente o oposto.”
A preocupação com o movimento correto não é
exagero. Uma revisão sistemática publicada no Journal of Sport and Health
Science apontou que cerca de 40% dos corredores sofrem algum tipo
de lesão musculoesquelética ao longo da rotina de treinos.
Por outro lado, dados do British
Journal of Sports Medicine indicam que o uso de órteses plantares
personalizadas pode reduzir em até 28% o risco geral de lesões, justamente por
respeitarem a anatomia real do atleta, em vez de tentarem corrigi-la à força.
Foi olhando para essa realidade que a Pés
Sem Dor desenvolveu a Pés Sem Dor CORRE, uma solução
sob medida voltada às exigências do asfalto. Em vez de partir de palpites, a
tecnologia mapeia as necessidades do corredor em etapas: histórico de treinos,
baropodometria (exame que mede a pressão exata sob a sola do pé em movimento) e
um escaneamento 3D duplo, que registra tanto a parte superior quanto a inferior
dos pés, formato exclusivo da marca no Brasil.
A partir desse teste de biomecânica, a
palmilha é produzida combinando duas tecnologias de ponta: uma base em TPU
impressa em 3D (para estabilidade e alinhamento) e blocos de E-TPU (a mesma
espuma responsiva presente nos tênis de corrida mais avançados do mundo).
O resultado é um acessório que oferece
amortecimento, retorno de energia na passada e proteção extra no calcanhar,
ajudando a prevenir e tratar queixas frequentes, como canelite, esporão e a
incômoda fascite plantar.
“Os tênis de hoje contam com tecnologias
incríveis, mas nenhum modelo de prateleira conhece a anatomia exata de quem
está correndo”, resume Martinez. “O corredor não precisa
decorar termos técnicos. Ele precisa de uma solução feita sob medida para o pé
dele, que funcione em conjunto com o tênis. A tecnologia ajuda, mas só entrega
resultado de verdade quando nasce de uma avaliação real, e não de um
palpite.”
No fim das contas, nenhum tênis de
prateleira conhece as diferenças naturais entre o pé direito e o esquerdo de
quem corre. A tecnologia do calçado funciona bem na absorção de impacto, mas o
alinhamento da estrutura exige precisão milimétrica.
Pés Sem Dor

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