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quarta-feira, 4 de novembro de 2026

Além da pisada: o detalhe que a maioria dos corredores ignora na hora de proteger as articulações

Muita gente que começou a correr nos últimos meses provavelmente já se pegou olhando a sola do tênis velho ou pisando molhado no piso do banheiro para descobrir se tem pisada pronada, supinada ou neutra.  

 

Com cerca de 15 milhões de praticantes no Brasil (segundo levantamento da Olympikus em parceria com a Box1824), a corrida de rua vive o seu maior boom no país. Junto com o entusiasmo pelos primeiros quilômetros, veio também a obsessão pelo equipamento ideal. Termos como "pisada pronada" e "supinada" caíram no gosto popular, e não faltam corredores tentando adivinhar a própria anatomia.


A verdade é que essa divisão tradicional das caixas de tênis diz muito pouco sobre a saúde das articulações. 


A pisada nada mais é do que a forma como o pé toca o solo e distribui o peso do corpo a cada passada:


Pronar e supinar nada mais são do que fases normais do passo. O pé toca o chão, roda ligeiramente para dentro, na pronação, para absorver o impacto, ou mantém o peso na borda externa, na supinação. Quem tem a chamada pisada neutra equilibra melhor essa transição. 

 

“A pronação e a supinação fazem parte da biomecânica normal de qualquer ser humano. O que muitos ignoram é que dois corredores com a mesma 'pisada pronada' podem ter estruturas ósseas, pesos e forças musculares completamente diferentes”, explica Mateus Martinez, fisioterapeuta formado pela USP, mestre pela University of Queensland (Austrália) e maratonista qualificado para a Maratona de Boston. O especialista reforça a necessidade de olhar além do rótulo. “Quando o atleta escolhe um tênis apenas pela categoria que viu na caixa, ele tenta encaixar o próprio pé em um molde padrão. O caminho deveria ser exatamente o oposto.” 

 

A preocupação com o movimento correto não é exagero. Uma revisão sistemática publicada no Journal of Sport and Health Science apontou que cerca de 40% dos corredores sofrem algum tipo de lesão musculoesquelética ao longo da rotina de treinos.


Por outro lado, dados do British Journal of Sports Medicine indicam que o uso de órteses plantares personalizadas pode reduzir em até 28% o risco geral de lesões, justamente por respeitarem a anatomia real do atleta, em vez de tentarem corrigi-la à força.


Foi olhando para essa realidade que a Pés Sem Dor desenvolveu a Pés Sem Dor CORRE, uma solução sob medida voltada às exigências do asfalto. Em vez de partir de palpites, a tecnologia mapeia as necessidades do corredor em etapas: histórico de treinos, baropodometria (exame que mede a pressão exata sob a sola do pé em movimento) e um escaneamento 3D duplo, que registra tanto a parte superior quanto a inferior dos pés, formato exclusivo da marca no Brasil.


A partir desse teste de biomecânica, a palmilha é produzida combinando duas tecnologias de ponta: uma base em TPU impressa em 3D (para estabilidade e alinhamento) e blocos de E-TPU (a mesma espuma responsiva presente nos tênis de corrida mais avançados do mundo).


O resultado é um acessório que oferece amortecimento, retorno de energia na passada e proteção extra no calcanhar, ajudando a prevenir e tratar queixas frequentes, como canelite, esporão e a incômoda fascite plantar.

 

“Os tênis de hoje contam com tecnologias incríveis, mas nenhum modelo de prateleira conhece a anatomia exata de quem está correndo”, resume Martinez. “O corredor não precisa decorar termos técnicos. Ele precisa de uma solução feita sob medida para o pé dele, que funcione em conjunto com o tênis. A tecnologia ajuda, mas só entrega resultado de verdade quando nasce de uma avaliação real, e não de um palpite.” 

 

No fim das contas, nenhum tênis de prateleira conhece as diferenças naturais entre o pé direito e o esquerdo de quem corre. A tecnologia do calçado funciona bem na absorção de impacto, mas o alinhamento da estrutura exige precisão milimétrica. 

  



Pés Sem Dor

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