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quarta-feira, 7 de outubro de 2026

União tem 742 mil imóveis e gasta R$ 62 milhões por ano com prédios que poderiam virar moradia

Patrimônio federal é avaliado em R$ 1,35 trilhão; cerca de 2,5 mil imóveis estão vagos, e o setor privado defende convênios de avaliação para destravar o estoque

 


O governo federal administra cerca de 742,3 mil imóveis, avaliados em aproximadamente R$ 1,35 trilhão. São 56,4 mil imóveis de uso especial, destinados a serviços públicos e administrativos, que somam R$ 1,1 trilhão, e 686 mil imóveis dominiais, sem destinação específica, estimados em R$ 250 bilhões. A manutenção desse patrimônio custa R$ 62 milhões por ano.

Os números constam do Panorama de Mercado do CIMI Invest, vertical de inteligência do CIMI360, o maior congresso imobiliário da América Latina. Segundo o levantamento, cerca de 2,5 mil imóveis estão vagos, 112 deles há mais de 30 anos, 720 estão em utilização irregular e 342 foram invadidos.

Outros 17,6 mil imóveis especiais seguem em regularização. A Secretaria do Patrimônio da União arrecada R$ 1,2 bilhão por ano com a gestão desses bens, o equivalente a 5% da arrecadação total do órgão.

O quadro se repete nas outras esferas. Os dados do painel estimam o patrimônio imobiliário de estados em R$ 800 bilhões e o de municípios em R$ 2 trilhões. Somando as três esferas e aplicando valores de 
mercado, o CIMI360 e o INDIP projetam um patrimônio público próximo de R$ 12 trilhões, estimativa própria das entidades, e não um número oficial.

O tema já entrou na pauta de habitação. O Ministério das Cidades mapeou 89 imóveis da União com  potencial para mais de 11 mil unidades do Minha Casa, Minha Vida em centros urbanos, e a destinação de prédios ociosos entrou na pauta do debate sobre habitação.

“O país paga para não usar o que já é seu. Cada prédio parado é uma oportunidade urbanística perdida: poderia ser moradia, poderia ser escola, poderia ser hospital”, afirma Heitor Kuser, CEO e fundador do CIMI360 (Congresso Internacional do Mercado Imobiliário) e do CIMI Invest, presidente do 
INDIP, idealizador do Feirão dos Corretores, vice-presidente sul da Confederação Imobiliária Latinoamericana (CILA) e associado da FIABCI-Brasil.

Para ele, o caminho passa pela avaliação: “Ninguém avalia o valor real de um imóvel melhor do que um corretor. Com convênios de avaliação e parcerias com o setor privado, o poder público destrava esse estoque e transforma custo em receita.”


CIMI360 - Congresso Internacional do Mercado Imobiliário
Saiba mais: cimi360.com.br | @cimi360_



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