Entre os afetados, 26% tiveram prejuízo financeiro; links suspeitos, golpes em grupos de estudo e ofertas de cursos falsos estão entre as principais iscas usadas pelos cibercriminosos, segundo pesquisa da Kaspersky
O Brasil lidera a preferência global pelo
estudo online (46%), porém essa rápida digitalização também atraiu a atenção
dos cibercriminosos. Uma nova pesquisa da Kaspersky mostra que 30% dos
estudantes brasileiros no formato online ou híbrido foram alvo de ataques
digitais nos últimos 12 meses. Aproveitando-se de redes de contato e grupos de
estudo, golpistas usam táticas como venda de certificados falsos e links
maliciosos para roubar dados e dinheiro das vítimas. Veja abaixo alguns
insights da pesquisa e como se proteger.
O impacto dessas fraudes vai muito além da sala de
aula virtual. O levantamento mostra que 94% dos alunos atacados no Brasil
relatam consequências negativas após o golpe. Entre os brasileiros afetados
pelos golpes, 26% sofreram prejuízos financeiros diretos (o equivalente a uma
em cada quatro vítimas). Além do dinheiro, o estudo mostra que 45% passaram a
receber propagandas indesejadas e maliciosas, 35% perderam tempo útil de estudo
tentando resolver o problema, 29% perderam a confiança nas plataformas
educacionais e 26% relataram danos ou mau funcionamento de seus dispositivos
(computadores ou celulares) após o ataque.
O levantamento detalha as táticas mais usadas pelos
fraudadores contra os estudantes no país. A armadilha mais comum no Brasil é o
envio de mensagens ou links suspeitos (16%), seguida por golpes aplicados
dentro de comunidades e grupos de estudo online (11%) e pela venda de falsos
cursos ou instituições de ensino "fantasmas" (11%). Outros problemas graves
incluíram a infecção por malware em arquivos educacionais, aplicativos e
softwares (8%) e certificados falsos ou não reconhecidos (5%).
Spam e engenharia social direcionada
Especialistas da Kaspersky também analisaram
campanhas globais de envio de mensagens em massa (spam) que anunciam falsos
serviços educacionais. A análise revelou que os golpistas adaptam suas iscas de
acordo com o público-alvo. Ao mirarem nos pais, por exemplo, os criminosos
utilizam campanhas agressivas que criticam as escolas tradicionais, com frases
como "notas ruins" e "professores que só gritam", para
incentivar a matrícula dos filhos em supostos serviços de tutoria online,
induzindo as vítimas a preencher formulários e entregar dados pessoais.
Já as investidas focadas em adultos e profissionais
estimulam a pessoa a "voltar a estudar sem largar o emprego". No
entanto, os links dessas mensagens direcionam as vítimas para páginas perigosas
ou lojas terceirizadas, e não para instituições reais. A pesquisa detectou
ainda outra isca voltada ao aspecto financeiro, com o disparo de dezenas de
e-mails oferecendo contratos fraudulentos de empréstimos estudantis.
"Vemos uma demanda crescente por cursos de
capacitação e programas universitários oferecidos de forma online. Essa
digitalização rápida, aliada a cibercriminosos cada vez mais organizados, cria
uma necessidade clara de proteção. Perder uma tese inteira porque um ataque de
extorsão (ransomware) bloqueou o computador, pagar por um curso falso ou ter
uma conta roubada após clicar em um link malicioso no grupo da turma são riscos
sérios que qualquer pessoa que estude online pode enfrentar hoje", comenta Fabio Marenghi, pesquisador líder de segurança da
Kaspersky.
O estudo foi conduzido pelo centro de pesquisa de
mercado da Kaspersky em agosto de 2026. Participaram da pesquisa 1.864 pessoas,
com idades entre 18 e 65 anos, em 18 países, incluindo o Brasil. Todos os
entrevistados realizaram algum tipo de educação online ou híbrida nos últimos
12 meses.Para se manter protegido durante o aprendizado online, a Kaspersky
recomenda:
- Cuidado com as senhas acadêmicas: Crie uma senha diferente para a plataforma de ensino, para o
seu e-mail e para outros serviços. Para gerar e guardar senhas complexas
com segurança, utilize ferramentas como o Kaspersky Password Manager.
- Ative a verificação em duas etapas (MFA): Sempre que o portal do aluno oferecer essa opção, ative-a.
Mesmo que um cibercriminoso descubra sua senha, a etapa extra (como um
código no celular) bloqueará o acesso indevido.
- Use proteção avançada: Utilize uma
solução de segurança inteligente, como o Kaspersky Premium.
A ferramenta combina algoritmos de inteligência artificial para bloquear
tentativas de golpes (anti-phishing) e vírus escondidos, além de monitorar
vazamentos de dados em tempo real.
- Não confie no Wi-Fi de cafés e bibliotecas: Evite enviar trabalhos importantes ou transferir dados
sensíveis usando redes públicas. Se precisar usar o Wi-Fi público, proteja
sua conexão com uma VPN (rede privada virtual) confiável, como a Kaspersky VPN.
- Faça backup dos seus trabalhos: Salve cópias de suas tarefas, anotações e pesquisas em um
serviço em nuvem seguro (que mantenha o histórico de versões) ou em um
HD/pendrive externo criptografado.
Kaspersky
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