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terça-feira, 6 de outubro de 2026

Feriado de outubro: passou pelo Free Flow, mas a cobrança não apareceu? Saiba o que fazer

Com o aumento das viagens no feriado de 12 de outubro, especialista explica como motorista deve agir quando não encontra a passagem para pagamento


O feriado de Nossa Senhora Aparecida, celebrado em 12 de outubro, cai em uma segunda-feira em 2026 e forma um fim de semana prolongado. A data tradicionalmente movimenta as estradas e destinos religiosos do país. No ano passado, 152 mil pessoas estiveram em Aparecida somente no dia 12 de outubro, o maior movimento registrado pelo Santuário Nacional em todo o ano. Para quem pegar a estrada neste ano e passar por trechos que já operam com o sistema Free Flow, uma dúvida pode surgir depois da viagem: o que fazer quando o veículo passa pelo pórtico, mas a cobrança não aparece para pagamento? 

Diferentemente das praças convencionais, o Free Flow não possui cancelas. Câmeras, sensores e antenas instalados nos pórticos identificam automaticamente os veículos por meio da TAG ou da placa. Quando não há um meio de pagamento automático vinculado ao veículo, o motorista precisa consultar a passagem e realizar o pagamento pelos canais disponibilizados pela concessionária responsável. 

Segundo Pedro Hermano, CEO do Pedágio Eletrônico, a ausência imediata de uma cobrança não significa necessariamente que a passagem deixou de existir. “Entre a passagem do veículo pelo pórtico e a disponibilização da cobrança existe um processamento das informações. Por isso, se o motorista acabou de passar e ainda não encontrou aquele registro, o primeiro cuidado é não presumir que não haverá cobrança. O ideal é continuar acompanhando os canais oficiais e verificar novamente nos dias seguintes”, explica Hermano. 

Desde agosto, o aplicativo CNH do Brasil também permite consultar passagens registradas nos sistemas de Free Flow integrados às bases nacionais. O aplicativo mostra informações como data da passagem, concessionária responsável e situação da tarifa e, quando há valor a pagar, direciona o motorista para o canal oficial da concessionária.
 

Onde consultar a passagem? 

Além dos canais das próprias concessionárias e do aplicativo CNH do Brasil, motoristas que trafegam por rodovias integradas ao Pedágio Eletrônico podem consultar suas passagens diretamente pelo portal da plataforma, utilizando a placa do veículo. 

O Pedágio Eletrônico é uma plataforma de tecnologia e pagamentos voltada ao ecossistema de Free Flow. Atualmente, o portal informa que permite a consulta e o pagamento de passagens da CSG (Caminhos da Serra Gaúcha), responsável por trechos das ERS-122, ERS-240 e ERS-446, no Rio Grande do Sul, e da CNL (Concessionária Novo Litoral), que administra trechos das SP-088, SP-098 e SP-055, em São Paulo. A plataforma reúne os registros das concessionárias integradas em um único ambiente e permite que o usuário consulte as passagens pela placa. Para quem utiliza trechos que ainda não estão integrados à plataforma, a orientação é procurar diretamente os canais oficiais da concessionária responsável pela rodovia. 

A empresa também possui atuação junto à Via Campo, concessionária responsável pelo Lote 5 das Rodovias Integradas do Paraná. No entanto, como a página de suporte do Pedágio Eletrônico que lista especificamente as concessionárias disponíveis para consulta e pagamento pelo portal apresenta atualmente CSG e CNL, a disponibilidade da Via Campo nessa funcionalidade deve ser confirmada antes da publicação do material. 

Para Hermano, ter clareza sobre os canais de consulta se torna ainda mais importante após viagens mais longas: “Depois de uma viagem, principalmente quando o motorista passou por diferentes rodovias, vale criar o hábito de conferir as passagens registradas em vez de esperar algum tipo de cobrança chegar. O Free Flow transfere parte dessa jornada para o ambiente digital e, para quem não utiliza TAG, acompanhar os registros passa a fazer parte da organização da própria viagem”, diz Hermano.
 

E se a passagem continuar sem aparecer? 

Nesse cenário, a orientação é identificar qual concessionária administra o trecho percorrido e procurar seus canais oficiais de atendimento. Guardar informações básicas sobre a viagem, como rodovia utilizada, horário aproximado da passagem e placa do veículo, também pode facilitar a consulta. “Se a passagem continuar sem aparecer, é importante que o motorista saiba por qual rodovia trafegou, aproximadamente em qual horário e qual veículo estava utilizando. Essas informações ajudam a identificar a concessionária responsável e permitem que o usuário procure o atendimento para verificar se existe algum registro pendente relacionado àquela passagem”, afirma Hermano. 

Para usuários sem TAG, a regulamentação estabelece prazo de 30 dias para o pagamento da tarifa. No aplicativo CNH do Brasil, a ANTT esclarece que a contagem começa quando a passagem é apresentada ao usuário com a situação “Pendente de Pagamento”. Por isso, o fato de a passagem não aparecer imediatamente após o veículo cruzar o pórtico não deve ser interpretado como ausência de cobrança. O motorista deve continuar acompanhando os canais oficiais e, caso o registro permaneça indisponível, procurar a concessionária responsável pelo trecho.
 

Não encontrou a cobrança? Cuidado ao procurar na internet 

A situação também exige atenção porque a busca por uma passagem que ainda não apareceu pode levar o motorista a páginas que não pertencem à concessionária ou a uma plataforma oficialmente integrada. A orientação é evitar clicar indiscriminadamente em anúncios ou links encontrados em mecanismos de busca e priorizar os canais oficiais. 

O cuidado ganhou relevância com o crescimento de páginas falsas que simulam sistemas de consulta de Free Flow. Nesses golpes, o motorista pode inserir a placa em um site fraudulento, visualizar um suposto débito e realizar um pagamento que não é destinado à concessionária responsável pela passagem. 

No Pedágio Eletrônico, a consulta pela placa está vinculada aos registros recebidos das concessionárias integradas. Dessa forma, o usuário visualiza as passagens efetivamente registradas nos trechos atendidos pela plataforma. “O motorista não precisa entender toda a tecnologia que existe por trás de um pórtico, mas precisa conseguir saber se possui uma passagem pendente, quem é responsável por aquela cobrança e onde pode pagá-la com segurança. Quanto mais clara for essa jornada, menor é o risco de esquecimento, confusão entre diferentes concessionárias ou acesso a canais que não são legítimos”, conclui Hermano.


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