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domingo, 4 de outubro de 2026

Por que o básico masculino ficou tão difícil de acertar?

Camiseta, polo, camisa e calça seguem essenciais no guarda-roupa masculino, mas caimento, matéria-prima, textura e acabamento ganharam peso na percepção de valor das peças

 

A escolha por uma peça aparentemente simples passou a envolver critérios que vão além da cor e da modelagem. Conforto, qualidade percebida e versatilidade também entram nessa equação, especialmente em um momento em que o guarda-roupa masculino precisa acompanhar uma rotina cada vez mais diversa.

Para Fabiano Monteiro, Head de Moda da AKR Brands, essa mudança está relacionada à evolução da percepção do consumidor sobre aquilo que veste.

“O básico ficou mais sofisticado porque o consumidor passou a perceber melhor aquilo que está por trás de uma peça. Não é necessariamente sobre ter mais informação visual, mas sobre entregar uma experiência melhor de uso. O tecido, o caimento, a construção e o acabamento fazem diferença, mesmo quando não são os primeiros elementos que aparecem aos olhos.”

Na prática, categorias tradicionais passam a ser revisitadas a partir de novos critérios. Uma camiseta pode ganhar outra leitura pelo peso e toque do tecido; uma camisa, pela construção e caimento; uma polo, pela textura e acabamento. São mudanças sutis, mas que interferem diretamente na maneira como a peça é percebida e incorporada ao guarda-roupa.

Essa leitura está presente na coleção “Verão 2027 Paradise, da King&Joe”, que revisita categorias essenciais da moda masculina a partir de uma proposta mais natural. A coleção combina tons neutros e terrosos com materiais como linho e piquet e texturas de inspiração mais rústica.

Para Fabiano, as escolhas da coleção também refletem a busca por peças que façam sentido para diferentes momentos da rotina.

“Na Paradise, buscamos justamente trabalhar essas categorias essenciais a partir de uma nova perspectiva. A escolha dos tecidos, das cores e das texturas foi pensada para criar peças que tenham presença, mas que continuem fáceis de incorporar ao guarda-roupa. A ideia é que uma camisa, uma polo ou uma calça possa acompanhar diferentes momentos sem perder identidade.”

Essa busca por versatilidade ajuda a explicar por que peças tradicionais continuam relevantes mesmo quando os códigos da moda mudam. Em vez de depender de logos, estampas ou elementos ostensivos para comunicar valor, o produto pode construir sua identidade por meio de proporção, textura, matéria-prima e acabamento.

No verão, essa percepção ganha ainda mais importância. O clima coloca conforto e leveza no centro da escolha, enquanto uma rotina que mistura trabalho, lazer, viagens e compromissos sociais favorece peças capazes de transitar entre diferentes contextos.

No fim, talvez o novo básico masculino não seja aquele que chama mais atenção, mas aquele em que os detalhes fazem diferença.

  

AKR Brands


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