Peças que exigem
cuidados especiais, como ternos, paletós, edredons e cobertores, estão entre as
mais procuradas pelos consumidores; especialista explica por que determinados
tecidos e itens pedem tratamento profissional
Nem toda peça de roupa foi feita para passar pela
máquina de lavar de casa. Ternos, vestidos, edredons, cobertores e outros itens
que exigem cuidados específicos fazem parte da rotina das lavanderias
profissionais, onde lavagem, produtos, temperatura e secagem são definidas de
acordo com as características de cada material.
Uma pesquisa divulgada pelo Sindicato
Intermunicipal de Lavanderias no Estado de São Paulo (Sindilav) aponta que ternos,
paletós, edredons e cobertores estão entre os itens mais procurados pelos
consumidores em lavanderias. Calças, vestidos e camisas também
aparecem entre as peças encaminhadas para limpeza profissional.
Na Super Branco Lavanderia, esse tipo
de demanda faz parte da rotina. A empresa atende desde roupas sociais e peças
delicadas até itens maiores, como edredons e cobertores, utilizando processos
profissionais de higienização e secagem de acordo com a necessidade de cada
produto.
“Cada peça chega com uma necessidade diferente. Uma
roupa social, por exemplo, exige atenção ao tecido, ao forro e ao acabamento.
Já um edredom precisa de uma estrutura adequada para que seja lavado e,
principalmente, seco completamente. Por isso, não existe um único processo que
sirva para tudo”, explica Fernando Martins, fundador da Super Branco
Lavanderia.
Nas roupas sociais, o cuidado está relacionado
principalmente à preservação da estrutura e do acabamento. Ternos e paletós
podem reunir diferentes materiais em uma mesma peça, o que exige atenção para
evitar alterações no caimento, encolhimento ou danos aos tecidos.
“Um dos principais erros é pensar que limpeza e
conservação são a mesma coisa. Não adianta retirar a sujeira se o processo
comprometer o tecido ou a estrutura da roupa. O objetivo de uma lavanderia profissional
é justamente encontrar o tratamento adequado para cada peça”, afirma Martins.
Nos edredons e cobertores, o tamanho e o volume
tornam o processo ainda mais complexo. Quando entram em contato com a água,
essas peças ficam mais pesadas e precisam de equipamentos capazes de realizar a
lavagem e a centrifugação adequadamente. A etapa de secagem também exige
atenção para evitar que a umidade fique retida no interior do material.
“Edredons são peças que muitas pessoas tentam lavar
em casa e acabam enfrentando problemas justamente por causa do volume. A
máquina pode não ter capacidade suficiente e a peça pode não secar corretamente.
Na lavanderia, conseguimos trabalhar com equipamentos e processos adequados
para esse tipo de item”, explica o fundador da Super Branco.
A busca por esse tipo de serviço não está
relacionada apenas à praticidade. Segundo pesquisa divulgada pela Fecomércio
MG, 34,4% dos consumidores recorrem às lavanderias pela necessidade de cuidados
especiais com determinadas peças. A falta de estrutura para
realizar a limpeza em casa aparece como outro motivo, citado por 26,6% dos
entrevistados.
Para a Super Branco, esse comportamento reforça uma
das principais funções do serviço profissional: tratar peças que exigem mais do
que uma lavagem convencional.
“Quando o cliente procura uma lavanderia, muitas
vezes ele não está apenas terceirizando uma tarefa. Ele está buscando uma forma
de cuidar melhor de uma peça que tem um valor financeiro, afetivo ou
simplesmente não pode ser substituída com facilidade”, diz Martins.
Além das roupas, a Super Branco também trabalha com
itens domésticos que demandam higienização profissional, ampliando o
atendimento para diferentes necessidades de limpeza. A proposta é avaliar cada
peça antes do processo e definir a combinação adequada de lavagem e secagem.
A diferença está justamente nos detalhes: enquanto
a lavagem doméstica costuma seguir um ciclo padrão, o tratamento profissional
permite considerar características específicas do tecido, nível de sujeira,
tamanho da peça e orientações de conservação.
“Nosso trabalho é entender o que cada peça precisa
antes de colocá-la no processo. Quando existe esse cuidado, conseguimos não
apenas limpar, mas também contribuir para a conservação e para o aumento da
vida útil dos itens”, finaliza Martins.
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