Roteirização, escolha de
transportadoras e rastreamento em tempo real ajudam supermercados a lidar com
pedidos, produtos perecíveis e janelas de entrega cada vez mais curtas
Quando um consumidor escolhe receber uma compra do supermercado
entre 14h e 16h, existe uma operação inteira trabalhando para que o pedido
chegue dentro dessa janela. Por trás de uma entrega aparentemente simples estão
decisões sobre qual veículo utilizar, qual rota seguir, qual transportadora
será responsável pelo pedido e como reagir caso alguma etapa saia do planejado.
Diferentemente de outros tipos de comércio, o delivery de supermercados ganha uma
complexidade adicional, a operação envolve produtos perecíveis, como frutas,
verduras, carnes e congelados, que não podem passar longos períodos em
trânsito. Ao mesmo tempo, o consumidor está mais acostumado a escolher horários
específicos para receber suas compras e acompanhar o pedido até a chegada.
“Quando você olha apenas para uma entrega, parece uma decisão simples. Mas uma operação de supermercado certamente tem centenas de pedidos acontecendo ao mesmo tempo, cada um com uma região, um horário e uma volumetria de itens diferentes. O desafio é conseguir tomar todas essas decisões rapidamente e manter a operação funcionando mesmo quando alguma variável muda”, explica André Mortari, CEO da LET’S.
Sistemas de roteirização conseguem cruzar informações como
distância, trânsito, clima local, capacidade dos veículos e horário escolhido
pelo consumidor para definir os caminhos das entregas. Em vez de depender
apenas de decisões feitas manualmente, a operação passa a trabalhar com dados
para organizar diferentes pedidos ao mesmo tempo.
A escolha de quem fará a entrega também pode ser automatizada.
Supermercados que trabalham com diferentes transportadoras precisam considerar
que cada parceiro tem custos, áreas de atendimento e níveis de desempenho
distintos. Um sistema pode cruzar essas informações e definir, para cada
pedido, qual opção atende melhor aos critérios estabelecidos pela operação.
Outro recurso que vem ganhando espaço é o rastreamento em tempo
real, porque o consumidor pode receber atualizações sobre o andamento do
pedido, enquanto a equipe responsável pela operação consegue acompanhar as
entregas e identificar problemas antes que eles se transformem em reclamações.
De acordo com a LET’S, empresas que utilizam esse tipo de acompanhamento
relatam redução de 40% a 60% nas ligações ao SAC relacionadas às entregas.
“A necessidade de integrar informações aumentou com a
multiplicação dos canais de compra. Um mesmo supermercado pode receber pedidos
pelo site próprio, aplicativo, marketplaces e WhatsApp. Centralizar essas
informações permite que os pedidos sigam para a mesma estrutura operacional,
sem que as equipes precisem alternar entre diferentes sistemas ou transferir
manualmente os dados de uma plataforma para outra. Além de consumir tempo das
equipes, esse processo manual pode ser oneroso para a operação e aumentar o
risco de erros”, afirma André.
Para o consumidor, toda essa estrutura aparece de uma maneira
bastante simples: o pedido chega na porta de casa. Mas, para que isso aconteça
dentro do horário prometido, a última milha, trecho entre a loja ou centro de
distribuição e a casa do cliente, precisa ser cuidadosamente planejada e bem
executada. Essa é considerada uma das etapas mais complexas da cadeia logística
e segundo a LET’S, pode representar 53% dos custos totais de envio.
Indicadores como tempo médio de entrega, taxa de sucesso na
primeira tentativa, custo por pedido e número de ocorrências ajudam as empresas
a entender onde estão os principais gargalos e quais etapas precisam ser
ajustadas.
A tecnologia que aparece pouco para quem está do outro lado da
tela é justamente uma das responsáveis por fazer com que a entrega no horário
combinado possa ser cumprida.
LET’S
Para saber mais, clique aqui.
Nenhum comentário:
Postar um comentário