Especialista da MSD Saúde Animal alerta sobre a importância da vacinação anual de cães e gatos contra a zoonose; iniciativa destaca ainda parcerias globais e doações de vacinas pelo Programa Afya e projeto Bravecto do Bem
Nesta
semana, celebrou-se o Dia Mundial Contra a Raiva, uma
data de conscientização sobre uma das zoonoses mais antigas, graves e letais do
mundo. Causada por um vírus da família Rhabdoviridae, a raiva afeta o
sistema nervoso central de mamíferos, incluindo seres humanos, e apresenta
letalidade próxima de 100%. A principal via de transmissão é a saliva do animal
infectado, introduzida por mordeduras, arranhões ou lambidas em mucosas e peles
lesionadas.
Apesar
de sua gravidade, a raiva é uma doença que pode ser prevenida, e a vacinação
regular de cães e gatos tem papel fundamental nesse cenário. De acordo com
dados do Ministério da Saúde divulgados em 2026, o Brasil completa 10 anos sem
registros de raiva humana transmitida pelas variantes virais tipicamente
caninas (AgV1 e AgV2), um marco importante alcançado por meio dos esforços
contínuos de vacinação, vigilância e controle da doença ao longo das últimas
décadas.
Apesar
do avanço histórico, a vigilância precisa ser constante e o cenário recente
exige atenção redobrada. Casos pontuais registrados no país — com alertas e
monitoramentos intensificados no Rio de Janeiro e em outras regiões — acendem o
sinal de alerta sobre a circulação do vírus. Atualmente, as ocorrências e
riscos de infecção estão predominantemente associados ao contato com animais silvestres,
como morcegos e primatas, ou a animais de companhia que contraíram o vírus por
meio dessas espécies.
Como
cães e gatos em áreas rurais e urbanas podem caçar ou ter contato com morcegos
que entram em residências ou quintais, a vacinação desses animais contribui
para criar uma importante barreira de proteção para toda a família. “A
vacinação antirrábica não é apenas uma medida de proteção para cães e gatos,
mas uma ferramenta indispensável de saúde pública. Quando mantemos a vacina do
animal em dia, reduzimos o risco de que ele contraia o vírus do ciclo silvestre
e que ocorra a transmissão às pessoas”, alerta Kathia Soares,
médica-veterinária e coordenadora técnica da MSD Saúde Animal.
Para
esclarecer as principais dúvidas da população sobre a raiva, a especialista
reuniu informações essenciais:
1. Animais que vivem dentro de apartamento não precisam ser vacinados?
MITO. Mesmo pets que vivem exclusivamente dentro de casa
e sem acesso à rua devem receber a vacina antirrábica anualmente. Morcegos insetívoros
e frugívoros frequentemente entram em imóveis urbanos e sacadas de
apartamentos. Caso o animal tente interagir ou caçar o morcego infectado, pode
haver a transmissão do vírus.
2. Cães e gatos vacinados protegem também a saúde dos responsáveis?
VERDADE. Cães e gatos atuam como "barreira
epidemiológica". Como o convívio diário entre pets e humanos é muito
próximo, ter a população animal 100% vacinada é o principal fator para prevenir
que o vírus chegue até os humanos em áreas urbanas.
3. Todo animal com raiva fica agressivo e salivando?
MITO. A raiva pode se manifestar de diferentes formas, e
nem todo animal infectado apresenta agressividade e salivação intensa. Na
chamada forma furiosa, podem ocorrer alterações de comportamento, agitação,
agressividade e dificuldade para engolir, que pode estar associada à salivação
excessiva. Já na forma paralítica, predominam sinais neurológicos, como
fraqueza, dificuldade de locomoção e deglutição e paralisia progressiva. Por
isso, mudanças repentinas de comportamento e sinais neurológicos também merecem
atenção.
4. A raiva tem cura depois do aparecimento dos sinais?
MITO. Após o surgimento das manifestações clínicas, a
raiva apresenta letalidade próxima de 100%, tanto em animais quanto em seres
humanos. Por isso, em caso de mordida, arranhão ou outro contato de risco com
um animal suspeito ou morcego, o local deve ser lavado imediatamente com água e
sabão, e a pessoa deve procurar um serviço de saúde o mais rápido possível para
avaliação e, quando indicada, realização da profilaxia pós-exposição.
5. A vacinação deve ser feita todos os anos?
VERDADE. Desde o estabelecimento de diretrizes de saúde
pública no Brasil, a vacinação de cães e gatos contra a raiva é recomendada e
obrigatória anualmente a partir dos três meses de idade.
Como prevenir
e proteger seu pet
A
vacinação pode ser feita tanto por meio das campanhas públicas quanto em
clínicas e estabelecimentos médico-veterinários. No portfólio da MSD Saúde Animal,
a Nobivac® Raiva destaca-se como uma vacina inativada
elaborada com a cepa Pasteur — a mesma referência utilizada nas vacinas
humanas. Indicada para cães, gatos e ferrets a partir de 3 meses, o biológico
oferece proteção robusta e segura mesmo em áreas com desafio epidemiológico.
Doações e iniciativas
sociais
Com
o objetivo de unir a prevenção e o impacto social, a MSD Saúde Animal também
atua ativamente por meio de programas nacionais e globais. No Brasil, o projeto
Bravecto do Bem apoia diversas ONGs, incentiva a adoção responsável e realiza a
doação de insumos essenciais para a causa animal. Desde 2024, a iniciativa
destina mais de 100 mil doses de vacinas contra a raiva para instituições
sérias como AMPARA Animal, Instituto Caramelo, Cão sem Dono, Instituto Reddogs
e a Escola de Cães Guias Helen Keller.
Em
âmbito internacional, a companhia reforça seu apoio ao Programa Afya (Link), uma iniciativa sem fins lucrativos que há 30
anos já doou mais de 8 milhões de doses de vacinas Nobivac®Raiva
em regiões em desenvolvimento e conscientizou mais de 12 milhões de pessoas,
trabalhando de forma contínua para erradicar a raiva transmitida por cães e
gatos em todo o mundo.
“Trabalhamos ao lado de parceiros, ONGs e da comunidade médico-veterinária para demonstrar como o acesso à vacina e à informação correta transforma realidades e salva vidas diária e continuamente”, conclui Kathia.
MSD Saúde Animal
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