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sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Setembro Vermelho: cinco sinais de que a saúde do coração pode não estar bem

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Cardiologista alerta que falta de ar, palpitações, cansaço fora do habitual e outros sintomas não devem ser normalizados; prevenção e diagnóstico precoce ajudam a reduzir o risco de complicações cardiovasculares

 

As doenças cardiovasculares muitas vezes são associadas a sintomas intensos e repentinos, como uma forte dor no peito. Mas nem sempre os primeiros sinais de que algo não vai bem com o coração aparecem dessa forma. Durante o Setembro Vermelho, mês dedicado à conscientização sobre a saúde cardiovascular, especialistas reforçam a importância de observar alterações no organismo e, principalmente, manter o acompanhamento preventivo mesmo na ausência de sintomas. 

A cardiologista Dra. Flávia Verocai, da Clínica HeartWell, especializada em prevenção cardiovascular e longevidade, localizada no Barralife Medical Center, no Rio de Janeiro, aponta que um dos desafios é evitar a recorrência dos sintomas, analisando como rotina. “Cansaço excessivo, falta de ar ou palpitações, por exemplo, podem ter diversas causas e nem sempre significam uma doença cardíaca. Mas, quando surgem sem uma explicação clara, se repetem ou pioram com o esforço, precisam ser investigados", explica. 

A atenção deve ser ainda maior entre pessoas que apresentam fatores de risco cardiovascular, como hipertensão, diabetes, colesterol elevado, obesidade, tabagismo, sedentarismo e histórico familiar de doenças do coração. A idade também aumenta o risco. Por isso, a avaliação médica permite analisar não apenas sintomas isolados, mas o conjunto de fatores que pode elevar a probabilidade de infarto, AVC, insuficiência cardíaca e outras complicações. 

A prevenção, no entanto, não começa apenas quando alguma alteração aparece. A cardiologista destaca que controlar a pressão arterial, o colesterol e a glicemia, manter uma alimentação equilibrada, praticar atividade física regularmente, não fumar, cuidar do sono e realizar avaliações médicas de acordo com o perfil de risco são medidas importantes para preservar a saúde cardiovascular ao longo da vida. “Muitas alterações cardiovasculares podem evoluir silenciosamente. A prevenção permite identificar riscos antes que eles se transformem em eventos mais graves”, explica. 

Durante o período do Setembro Vermelho, a recomendação médica é que as pessoas aproveitem a campanha para olhar com mais atenção para o próprio coração. Além dos exames e do acompanhamento clínico, é fundamental reconhecer mudanças no funcionamento habitual do organismo que podem ajudar na busca precoce por avaliação. Deste modo, a Dra. Flávia lista cinco sinais que merecem atenção:
 

1. Dor, pressão ou desconforto no peito
Sensação de aperto, peso, queimação ou pressão no tórax, principalmente durante esforços, deve ser avaliada. Quando intensa, persistente ou acompanhada de outros sintomas, exige atendimento imediato.
 

2. Falta de ar fora do habitual
Ficar ofegante em atividades que antes eram realizadas normalmente ou apresentar falta de ar em repouso pode indicar alterações cardiovasculares e merece investigação.
 

3. Palpitações ou sensação de coração acelerado
Perceber o coração batendo muito rápido, de maneira irregular ou com “falhas”, especialmente quando os episódios são frequentes ou acompanhados de tontura, fraqueza ou desmaio, é um sinal de alerta.
 

4. Cansaço excessivo e redução da disposição
Uma queda importante e sem explicação na capacidade de realizar atividades cotidianas pode estar relacionada a diferentes condições de saúde, inclusive cardiovasculares.
 

5. Inchaço nas pernas, pés ou tornozelos
Quando persistente, principalmente se acompanhado de falta de ar, ganho rápido de peso ou cansaço, o edema pode estar relacionado à retenção de líquidos e precisa ser investigado.
 

Dito isto, para a especialista, a principal mensagem do Setembro Vermelho é reforçar que o cuidado com o coração deve fazer parte da rotina, e não começar apenas diante de sintomas. “Conhecer os próprios fatores de risco, manter hábitos saudáveis e realizar o acompanhamento médico adequado são medidas fundamentais para preservar a saúde cardiovascular. A prevenção nos permite agir no momento certo e reduzir o risco de eventos mais graves”, conclui a Dra. Flávia.


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