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sábado, 12 de setembro de 2026

Pele ressecada no frio? 6 dicas de dermatologista para recuperar a hidratação

 Queda das temperaturas, e mudanças na rotina podem aumentar o ressecamento e favorecer crises de dermatite


Com a queda nas temperaturas em diferentes regiões do país, os cuidados com a pele merecem atenção. O frio, a baixa umidade do ar e alguns hábitos comuns nessa época aumentam a perda de água e podem comprometer a barreira natural de proteção da pele.

Segundo Dra. Rafaella Caruso Dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia, o problema pode ir além da sensação de pele seca. “Em pessoas que não apresentam doenças dermatológicas, isso pode causar sensação de pele repuxando, aspereza e aquele aspecto craquelado. Já nos pacientes com dermatite atópica, o ressecamento pode dar início a um processo inflamatório mais intenso, com coceira, vermelhidão e lesões”, explica.

Para evitar que o ressecamento evolua para um quadro de dermatite, a especialista indica seis cuidados que podem ser incorporados à rotina:


1. Prefira banhos mornos e rápidos

A água muito quente remove parte da camada de gordura que protege a pele e facilita a perda de água. Mesmo nos dias mais frios, o ideal é controlar a temperatura e reduzir o tempo debaixo do chuveiro.


2. Deixe a bucha de lado

O atrito pode agredir uma pele que já está mais sensível. “Esfregar a pele não significa higienizá-la melhor. Nos dias frios, esse hábito pode fragilizar ainda mais a barreira cutânea”, alerta a dermatologista.


3. Não exagere no sabonete

Não é necessário ensaboar intensamente o corpo inteiro em todos os banhos. Uma pequena quantidade de sabonete, aplicada principalmente nas regiões que mais precisam de higiene, costuma ser suficiente.


4. Passe o hidratante logo após o banho

Um dos melhores momentos para hidratar a pele é logo depois do banho, quando ela ainda está levemente úmida. A aplicação ajuda a reter a água presente na superfície e reduz sua evaporação.


5. Observe a composição do produto

Glicerina, ácido hialurônico e ureia ajudam a atrair e reter água. Ceramidas e outros lipídios contribuem para restaurar a barreira da pele. Já o petrolato, alguns óleos e silicones formam uma película que diminui a perda de água para o ambiente.

“Os melhores hidratantes costumam combinar esses mecanismos. Hidratar não é apenas colocar água na pele, mas ajudá-la a permanecer ali e reconstruir uma barreira capaz de evitar que seja perdida rapidamente”, esclarece a médica.


6. Não ignore coceira, vermelhidão ou lesões

Quando o ressecamento vem acompanhado de coceira persistente, vermelhidão, descamação intensa, feridas ou ardência, é importante procurar avaliação médica. Esses sinais podem indicar uma dermatite ou outra alteração que exige tratamento específico.

Para a Dra. Rafaella, o hidratante deve ser visto como parte do cuidado com a saúde da pele, não apenas como um produto cosmético.

“Em algumas pessoas, uma rotina correta de hidratação pode representar a diferença entre uma pele apenas ressecada e uma pele inflamada, com coceira e lesões. São cuidados simples que fazem muita diferença nos dias frios”, conclui.

 

Dra. Rafaella Caruso | CRM 168983 RQE 71707 @dra.rafacaruso - Formada pela Escola Paulista de Medicina - Universidade Federal de SP. Residência médica pela mesma instituição - UNIFESP/EPM. Título de especialista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia – SBD. Membro da SBD e SBCD (sociedade brasileira de cirurgia dermatológica). Atual Médica voluntária do setor de cirurgia dermatológica da Escola Paulista de Medicina.


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