Com direção de Verônica Gentilin, espetáculo propõe uma inversão do olhar para o que consideramos como fim e começo, em uma leitura sobre o tempo
O Grupo TESCOM convida o público
a pensar na questão do envelhecimento a partir das memórias compartilhadas
entre três amigos em 50+- O Game da Memória, com direção de Verônica
Gentilin. O espetáculo, estrelado por Karla Lacerda, Pedro Norato e Ronaldo
Fernandes, tem apresentações de 12 a 27 de setembro, na Sala Carlos
Miranda, do Complexo Cultural Funarte SP, aos sábados, às 19h30, e aos
domingos às 16h.
A montagem propõe uma inversão do olhar para com aquilo que consideramos “fim” e aquilo que consideramos “começo”, provocando uma releitura sobre o “tempo”. Ninguém nasce idoso, tudo é um tornar-se. É nessa fenda que entra a dramaturgia: no processo que cada coisa leva para florescer e acontecer nesse mundo. O envelhecer como verbo e não como substantivo.
Trata-se de um trabalho sobre caminhar
e rever esse caminho. A própria estrutura dramatúrgica e de encenação traz essa
espiral, que devolve ao final as inquietações do começo, ressignificadas.
“Estamos refletindo muito enquanto
sociedade sobre a ‘terceira idade’, sobre os ‘idosos’. Direitos, deveres,
políticas públicas. Inserção no mercado. Aposentadoria. Combate ao Etarismo. No
entanto, ninguém nasce idoso. Tudo é um tornar-se”, diz a diretora Verônica
Gentilin.
Na trama, três amigos, após tomarem um
banho de lama rejuvenescedora, veem-se devolvidos a cada ano de suas vidas. Se
não foi possível entender o destino vivido até agora, será preciso então,
voltar às suas origens. Essa é a dramaturgia de todo ser humano que passa pelo
processo de envelhecer. Ao longo da peça, os atores se apropriam aos poucos de
suas narrativas e mudam bruscamente suas perspectivas com relação à própria
história.
O espetáculo tem como relevância a
abordagem da leitura que os artistas fazem sobre o tempo em suas diferentes
dimensões — tempos subjetivos, tempos objetivos —, além da relação entre
passado, presente e futuro.
“Entre expectativas futuras e memórias
passadas. Sinto que sua grande potência é empoderar cada pessoa que assiste
apresentando pra ela uma nova perspectiva sobre sua própria trajetória. Como
pessoa, como indivíduo, como cidadão. E quem se apodera de seu próprio caminho
também compreende melhor o caminho do outro e consegue ‘dançar’ melhor na
vida”, reflete Gentilin.
O trabalho fala sobre cumplicidade,
culpa, perdão, possibilidades de renovação de um estado de espírito num momento
histórico em que estamos muito cansados e sem esperança. E busca tratar de
elementos inerentes à jornada humana: a amizade, o envelhecimento, os
arrependimentos, as conquistas, os fracassos, as incertezas e, acima de tudo, a
inevitabilidade de seguir sempre em frente.
A encenação se pauta na relação dos
três atores para dar vida às suas memórias e reflexões, unindo as linguagens do
teatro e do audiovisual, ou seja, palavra, imagem, música e vídeo. É uma
história tratada em cena com os questionamentos sobre envelhecimento e
etarismo, entrecortados com vídeos que agregam outras camadas ao enredo.
As referências que embasam o trabalho
vão de Lady Zu a Drauzio Varella, passando por ABBA, Eduardo Dussek, He-Man e
Dercy Gonçalves. A ideia é criar uma coletânea de referências e alusões sobre
como é envelhecer.
A atmosfera da encenação varia entre o
poético e o banal, o denso e o ridículo, o conceitual e o brega, como uma
verdadeira colcha de retalhos que costura diferentes facetas pertencentes
à mesma pessoa, tal qual uma história é formada de muitos capítulos que, se
analisados desconexamente, parecem aleatórios e sem sentido, mas ao serem
visualizados dentro do seu contexto, são reconhecidos como partes fundamentais
dentro da sequência de acontecimentos que nos guiou através do tempo até o
momento presente.
Ficha Técnica
Direção: Verônica Gentilin.
Elenco: Karla Lacerda, Pedro Norato e
Ronaldo Fernandes.
Dramaturgia: Verônica Gentilin, Ronaldo
Fernandes, Marcelo Marinho, Karla Lacerda e Pedro Norato.
Produção: Júlia Norato e Marcelo
Marinho.
Assistente de Produção: Manu Maracatu e
Juliana Cremoneze
Visagismo: Karla Lacerda e Júlia
Norato.
Coordenação Técnica e Iluminação: André
Cajaiba.
Operadores de luz: Acácio Alves e Marco
França.
Sonoplastia: Verônica Gentilin e
Marcelo Marinho.
Operadores de Som/Projeção: Luiza
Penellas.
Edição de Vídeo: Verônica Gentilin.
Captação de Vídeo: Rafael Branco.
Coreografia: Jackson França.
Realização: Grupo Tescom.
Gênero: Peça Teatral (comédia/drama)
Sinopse
Três amigos, após tomarem um banho de lama rejuvenescedora, veem-se devolvidos a cada ano de suas vidas. Se não foi possível entender o destino vivido até agora, será preciso então, voltar às suas origens. Essa é a dramaturgia de todo ser humano que passa pelo processo de envelhecer.
Serviço
50+- O Game da Memória, com Grupo
Tescom
Temporada: 12 a 27 de setembro de 2026
Aos sábados, às 19h30, e aos domingos,
às 16h
Complexo Cultural Funarte SP - Sala Carlos Miranda - Alameda Nothmann, 1058 – Campos
Elíseos, São Paulo – SP)
Ingressos: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia-entrada)
Vendas online em https://www.sympla.com.br/evento/espetaculo-50-o-game-da-memoria-com-o-grupo-tescom/3531883

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