Especialistas e profissionais tiram dúvidas e
alertam sobre o uso desses remédios
Com
a chegada do frio, aumentam as mudanças na rotina, variações climáticas e maior
exposição a fatores ambientais costumam favorecer o surgimento de alergias,
gripes e resfriados. Consequentemente, é comum o aumento da procura por
medicamentos isentos de prescrição (MIPs), categoria que inclui analgésicos,
antigripais, antialérgicos, antiácidos, antitérmicos, entre outros.
Os
MIPs são fundamentais para o cuidado cotidiano da saúde e, quando utilizados
corretamente, ajudam a aliviar sintomas comuns e evitam idas desnecessárias a
emergências, especialmente em épocas em que hospitais costumam estar mais
cheios. Porém, justamente pela praticidade, muitos consumidores ainda fazem uso
inadequado desses produtos, o que pode gerar riscos.
Especialistas
farmacêuticos reforçam que automedicação responsável não significa ausência de
orientação, mas sim informação correta e uso consciente. Confira os cuidados
essenciais para utilizar MIPs com segurança durante o fim de ano.
1. Leia a bula, mesmo nos medicamentos conhecidos
O
fato de um medicamento ser de venda livre não significa que ele é livre de
riscos. A bula traz informações importantes sobre dosagem, contraindicações,
efeitos colaterais e interações com outros remédios.
2. Nunca ultrapasse a dose recomendada
A
tentação de “reforçar” a dose para acelerar o alívio pode causar intoxicação,
sobrecarga no fígado, nos rins e no estômago. A dose indicada é sempre a mais
segura.
3. Atenção às combinações
Antigripais
e medicamentos "multissintomas" podem conter substâncias duplicadas,
como analgésicos e cafeína. Misturar com outros remédios semelhantes pode
aumentar o risco de efeitos adversos.
4. Evite misturar medicamento e álcool
Durante
festas, é comum o consumo de bebida alcoólica, mas álcool potencializa efeitos
colaterais e reduz a eficácia de vários MIPs.
5. Crianças não são “mini-adultos”
A
dosagem pediátrica segue critérios diferentes, muitas vezes calculados por
peso. Nunca ofereça um medicamento adulto “pela metade”.
6. Respeite o tempo de uso
MIPs
são indicados para sintomas passageiros. Se a dor ou febre persistir por mais
de 48 horas, é sinal de que o corpo precisa de avaliação médica.
7. Verifique validade e armazenamento
Férias
envolvem malas, praias, sol, viagens longas: ambientes que podem comprometer a
composição do medicamento. Nunca utilize comprimidos que mudaram de cor,
textura ou cheiro.
A
Mariana Castro, Gerente de Qualidade da MedQuímica, reforça que automedicação
responsável não substitui diagnóstico. “A ampliação do acesso a MIPs é positiva
para o sistema de saúde, desde que acompanhada de educação. O uso seguro inclui
informação, leitura atenta da bula e respeito às orientações oficiais”.
Quando NÃO usar um MIP e procurar ajuda médica?
- Dor intensa que impede atividades básicas
- Febre persistente acima de 48 horas
- Falta de ar
- Reação alérgica com inchaço ou coceira generalizada
- Náuseas e vômitos contínuos
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