Com previsão de um período de altíssimas temperaturas, escolha do aparelho deve considerar mais do que a capacidade de resfriamento
O
verão ainda nem chegou, mas o calor já começa a entrar no radar dos
brasileiros. A previsão de um El Niño muito forte entre o fim de 2026 e o
início de 2027, com possibilidade de o fenômeno atingir intensidade histórica,
coloca o ar-condicionado quase como um item de primeira necessidade. Segundo
estimativas recentes da NOAA (sigla do órgão responsável por questões
atmosféricas nos Estados Unidos), há mais de 90% de probabilidade de um Super
El Niño no período e 70% de chance de que o evento alcance níveis históricos.
Mas
quando é a hora ideal para comprar?
“O
inverno é o período ideal, pois os preços costumam ficar mais baixos por conta
da menor demanda e é possível encontrar instaladores credenciados com agenda
disponível para esse serviço”, explica Álvaro Ruoso, Gerente de Produto da Área
de Ar-Condicionado da TCL. “Quando as temperaturas estiverem altas, certamente
os preços dos condicionadores de ar subirão e a chance de você encontrar um
instalador profissional com horários vagos no curto prazo é baixa”, completa o
executivo.
A
escolha não deve levar em conta apenas o preço ou a capacidade de refrigeração.
Eficiência energética, tamanho do ambiente, qualidade do ar, nível de ruído,
manutenção e recursos de inteligência artificial fazem diferença na experiência
de uso — principalmente quando o equipamento será utilizado por várias horas
por dia.
Há uma
variedade de modelos de ar-condicionado disponíveis no mercado, dos portáteis,
que não precisam de instalação, aos multi-split, que atendem a vários ambientes
com apenas uma unidade externa.
Conheça
10 pontos que merecem atenção antes de escolher um novo ar-condicionado.
1.
Quantos BTUs você realmente precisa?
A
capacidade de refrigeração é um dos primeiros fatores a serem avaliados. BTU é
a sigla de British Thermal Unit, uma unidade de medida de energia térmica. No
ar-condicionado, ela representa a capacidade de refrigeração. Quanto maior for
o valor dessa medida, mais potente é o aparelho. Ela relaciona a quantidade de calor
removida por hora. Esse dado consta nas especificações técnicas de todos os
modelos disponíveis no mercado.
Um
aparelho subdimensionado pode ter dificuldade em atingir a temperatura
desejada, especialmente em dias muito quentes. Já um equipamento com capacidade
muito superior à recomendada pode representar um investimento maior sem
necessariamente trazer benefícios proporcionais. Neste link você encontra uma calculadora de BTUs que torna a definição
mais fácil.
2.
Tecnologia Inverter faz diferença no consumo
Quem
pretende utilizar o ar-condicionado por muitas horas deve prestar atenção à
tecnologia do compressor. Nos modelos Inverter, a velocidade do compressor pode
ser ajustada conforme a necessidade de climatização, evitando os ciclos
constantes de ligar e desligar característicos dos equipamentos convencionais.
Isso pode contribuir para maior estabilidade da temperatura, além de favorecer
a eficiência energética.
Esse tipo de tecnologia representa uma das principais evoluções dos sistemas de climatização residencial.
3.
Eficiência energética deve entrar na conta
O
preço de compra é apenas uma parte do custo de um ar-condicionado. Como o
equipamento pode permanecer ligado por várias horas, principalmente nos
períodos mais quentes, o consumo de energia também deve ser considerado.
Além da classificação energética, vale observar recursos que ajudam o aparelho a adaptar seu funcionamento às condições do ambiente. É o caso da função AI Eco, presente em modelos mais modernos, que utilizam inteligência artificial, por exemplo, para analisar as condições de temperatura e ajustar o funcionamento do compressor, otimizando o consumo de energia.
4.
Ar gelado não significa, necessariamente, ar renovado
Esse é
um dos pontos que mais merecem atenção na hora da compra.
Muitos
aparelhos convencionais trabalham principalmente com a recirculação do ar já
presente no ambiente. Isso é diferente de promover a entrada de ar externo.
Para
quem passa muitas horas em ambientes fechados, recursos de renovação ativa do
ar podem ser um diferencial. A tecnologia FreshIN permite captar ar externo,
filtrá-lo e introduzi-lo no ambiente. A proposta é combinar a climatização com
a renovação do ar, sem depender da abertura de portas e janelas.
5. Observe o sistema de filtragem
Outro
fator importante é entender como o equipamento opera na filtragem do ar e,
principalmente, como é feita a manutenção dos filtros. O sistema de filtragem
QuadriPuri, por exemplo, é composto por quatro etapas: pré-filtro, filtro de
alta densidade, camada com íons de prata e filtro HEPA.
Além
da tecnologia utilizada, o consumidor deve verificar a facilidade de acesso aos
filtros e seguir as recomendações do fabricante para a limpeza e a manutenção.
Também
há modelos com filtros de vitamina C, que liberam antioxidantes no ambiente,
contribuindo para reduzir o ressecamento da pele, e o filtro de catequina, que
tem propriedades antibacterianas naturais, que auxiliam na proliferação de
bactérias e micro-organismos.
6. Controle de umidade também influencia o conforto
A
temperatura não é o único fator que determina a sensação de conforto em um
ambiente.
A
umidade também pode influenciar a experiência durante períodos de calor. Por
isso, recursos que ajudam a controlar as condições do ambiente podem ser
interessantes, principalmente em regiões onde as temperaturas elevadas são
acompanhadas de níveis mais altos de umidade.
7.
Silêncio no quarto
O
nível de ruído é outro item que muitas vezes só é notado depois da compra.
Para
equipamentos instalados em dormitórios, escritórios ou ambientes de estudo,
vale consultar o nível de ruído informado pelo fabricante e verificar os modos
de operação disponíveis.
Temperatura
estável, baixo nível de ruído e boa qualidade do ar contribuem para noites de
sono mais confortáveis.
8.
Inteligência artificial e acessibilidade são tendências em AC
Nos
modelos modernos, a IA não é apenas um termo de marketing; é o cérebro que
gerencia a economia. Sistemas avançados utilizam algoritmos para prever
variações de temperatura e ajustar dinamicamente a frequência do compressor.
O
algoritmo e o microprocessador que controlam o funcionamento do aparelho
ajustam de forma preditiva, com base nas leituras dos sensores presentes no
produto, a melhor faixa de rotação do compressor, o que resulta em menos
oscilação de temperatura, nível de umidade adequado e menor consumo de energia,
que, em alguns modelos, é superior a 35% em comparação com aqueles sem IA.
A IA também permite que você utilize sua voz para
controlar o produto, mantendo as mãos livres para outras tarefas. Microfones
embutidos no ar-condicionado conseguem, inclusive, captar a posição no ambiente
de onde partiu o comando, permitindo, por exemplo, que você direcione ou afaste
o fluxo de ar de acordo com a sua localização; todas essas funções operam sem a
necessidade de conexão Wi-Fi nem de comprar outros dispositivos de automação. O
comando de voz offline também aumenta a acessibilidade no uso do
ar-condicionado para pessoas com necessidades especiais e limitações físicas.
9. Não esqueça a manutenção
Um bom
condicionador de ar também requer cuidados adequados para manter seu desempenho
ao longo do tempo.
A
limpeza dos filtros deve seguir as orientações do fabricante e a manutenção
periódica deve ser realizada conforme as recomendações do produto. Filtros
sujos podem prejudicar a passagem do ar e fazer com que o equipamento trabalhe
de forma menos eficiente. Recursos como lembretes de limpeza e sistemas de
autolimpeza podem facilitar essa rotina.
10.
Pense na instalação antes de comprar
Por
fim, não adianta escolher o aparelho ideal se o ambiente não dispõe de
infraestrutura adequada para recebê-lo.
Antes
da compra, é importante verificar o espaço para as unidades interna e externa,
a instalação elétrica com disjuntor exclusivo, o ponto de drenagem para o
escoamento da água condensada, a distância e o desnível entre as unidades e os
demais requisitos específicos do modelo.
No
caso de equipamentos com renovação ativa do ar, também é necessário considerar
a infraestrutura necessária à captação do ar externo.
Contar
com um instalador credenciado (que realmente conhece o equipamento) é a melhor
escolha.
TCL SEMP
Para mais informações, acesse o site TCL SEMP

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