Especialista aponta fatores climáticos
como gatilhos e destaca avanços no tratamento da doença
Caracterizado por ser uma estação de transição com tempo mais seco em grande parte do país, o Outono coloca pessoas que sofrem de enxaqueca, mais de 15% da população brasileira de acordo com a OMS, em alerta. Isso porque o clima seco pode funcionar como um gatilho para crises, segundo explica a neurologista Thais Villa, médica especialista no diagnóstico e tratamento da enxaqueca.
“O ar seco acelera a perda de líquidos pelo corpo, mesmo uma leve desidratação pode afetar o cérebro, especialmente de quem sofre de enxaqueca que tem um cérebro mais hipersensível a esses estímulos, e desencadear uma crise”, ressalta a especialista.
Pessoas com enxaqueca têm, naturalmente, um sistema nervoso mais sensível a estímulos ambientais, incluindo clima, luz, sons, cheiros e até qualidade do ar. Thais é fundadora do Headache Center Brasil, clínica pioneira no país no tratamento da doença, e há mais de 20 anos dedica-se ao estudo e atendimento de pacientes com enxaqueca no Brasil e no exterior.
Ela explica que o tempo seco, na maioria das vezes, vem acompanhado de alterações na pressão atmosférica e que essas variações podem afetar pessoas mais sensíveis e provocar crises. São gatilhos inevitáveis, que fogem ao alcance.
“Evitar a exposição prolongada aos ambientes muito secos, manter a hidratação em dia e identificar outros gatilhos associados, como o estresse, por exemplo, podem ajudar a prevenir novas crises. A boa notícia é que, apesar de não ter cura por ser uma doença genética, a enxaqueca tem controle por meio de acompanhamento especializado e tratamento adequado”, orienta Thais.
O Tratamento 360º é o mais indicado e consiste em uma abordagem multidisciplinar e individualizada. Os protocolos respeitam as particularidades de cada paciente e utilizam recursos modernos, como a toxina botulínica. A aplicação da substância nos nervos envolvidos bloqueia a liberação de mediadores químicos responsáveis pela transmissão da dor e da inflamação, reduzindo a excitabilidade cerebral. Outro recurso são os anti-CGRP, medicamentos injetáveis com anticorpos monoclonais que têm se mostrado altamente eficazes no controle da doença.
Dra Thaís Villa (CRM 110217) - Médica neurologista especialista no diagnóstico e tratamento da enxaqueca. Doutorado pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e Pós-Doutorado pela Universidade da Califórnia (UCLA) nos Estados Unidos. Idealizadora do Headache Center Brasil, clínica multiprofissional pioneira e única no país no diagnóstico e tratamento integrado das dores de cabeça e da enxaqueca. Professora de Neurologia e Chefe do Setor de Cefaleias na UNIFESP (2015 a 2022). Membro Titular da Academia Brasileira de Neurologia. Membro da Sociedade Brasileira de Cefaleia. Membro do Conselho Consultivo do Comitê de Cefaleias na Infância e Adolescência da International Headache Society. Atua exclusivamente na pesquisa e atendimento de pacientes com dor de cabeça, no diagnóstico e tratamento da enxaqueca, enxaqueca crônica, cefaleia em salvas e outras cefaleias. Palestrante convidada em congressos nacionais e internacionais.
Site do Headache Center Brasil: www.headachecenterbrasil.com.br Instagram: @headache_center_brasil
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