Com o crescimento da contratação de jovens, o
Instituto de Formação de Líderes investe em liderança e conexão com o mercado
para adolescentes de comunidades vulneráveis
No primeiro
semestre de 2025 o Brasil registrou um saldo positivo de 69.878 jovens
contratados por meio da aprendizagem profissional. De acordo com o Ministério
do Trabalho e Emprego (MTE), o número representa um crescimento de 18,6% em
relação ao mesmo período do ano anterior, quando foram registradas 58.919
admissões.
Em Belo
Horizonte, capital mineira, o Instituto de Formação de Líderes (IFL) tem atuado
fortemente no desenvolvimento de jovens que se preparam para conseguir o
primeiro emprego. Por meio do Fórum Líderes do Futuro, o instituto trabalha o
desenvolvimento pessoal de jovens de comunidades de baixa renda, mostrando que
melhorar de vida é possível e que essa transformação depende de cada um.
“Palestras
com empreendedores que vieram de realidades semelhantes, workshops práticos e
materiais de formação compõem uma experiência que abre horizontes e desperta o
protagonismo", afirma Eduardo Reuter, presidente do IFL BH.
O
público-alvo são jovens de 15 a 18 anos provenientes de comunidades de baixa
renda de Belo Horizonte e região metropolitana. Esses jovens são recrutados por
meio de parcerias com projetos sociais e instituições que já atuam nessas
comunidades. “A faixa etária é estratégica: a exposição desde cedo a princípios
de liderança, responsabilidade pessoal e empreendedorismo têm impacto duradouro
na trajetória de vida desses indivíduos”, detalha Eduardo Reuter.
Em duas
edições, o Fórum Líderes do Futuro impactou mais de 500 jovens de comunidades
de baixa renda de BH e região metropolitana, envolvendo 13 projetos sociais
parceiros, mais de 1.600 livros doados e centenas de acessos a cursos profissionalizantes.
A jovem Ana
Vitória participou do Líderes do Futuro. Para ela, não foi só mais um evento,
foi um momento que mudou a forma como pensa hoje. “A experiência me fez
entender que não preciso esperar o momento perfeito. Posso começar agora, com o
que eu tenho. Hoje, me sinto mais focada, intencional e com mais coragem para
construir minha própria trajetória”.
Para 2026, a
meta é reunir 400 jovens e encaminhar ao menos 40 deles a oportunidades
concretas de emprego ou estágio nos 90 dias seguintes ao fórum. “Neste ano o
instituto dá mais um passo concreto nessa direção: a criação de um banco de
dados dos participantes, disponibilizado à rede de patrocinadores e associados
do IFL-BH, conectando esses jovens a oportunidades reais no mercado de
trabalho”, relata Eduardo Reuter.
A
participação no Fórum Líderes do Futuro se dá por meio das instituições e
projetos sociais parceiros do IFL-BH. Os jovens são indicados pelas
organizações com as quais o Instituto mantém parceria, tais como associações
comunitárias e projetos sociais atuantes em Belo Horizonte e região
metropolitana.
De acordo
com o, na visão do IFL-BH, os jovens de comunidades vulneráveis enfrentam um
duplo desafio ao buscar o primeiro emprego. O primeiro é estrutural: falta de
acesso a redes de contato, a referências profissionais e aos meios financeiros
para investir em qualificação. O segundo é de mentalidade: um sistema
educacional que frequentemente condena o mercado e o empreendedorismo,
combinado com narrativas que reforçam uma postura passiva diante das próprias
circunstâncias.
“O IFL-BH
acredita que superar esses dois obstáculos exige mais do que qualificação
técnica. É necessário oferecer ao jovem modelos de referência com quem ele se
identifique, ferramentas práticas de desenvolvimento pessoal e acesso direto a
uma rede que o enxergue como talento, e não como beneficiário”, finaliza.

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