Residentes do Distrito Federal lideraram as pesquisas pelo tópico,
revela o novo estudo do Olá Doutor, plataforma de consultas via chat
A cena é mais comum do que parece: ao perceber um sintoma diferente no próprio corpo, o brasileiro, em vez de procurar um médico, recorre primeiro ao celular. Em poucos segundos, abre o Google e digita o que está sentindo, na tentativa de entender — ou até antecipar — um possível diagnóstico. Esse comportamento lhe parece familiar?
Pois saiba que você não está sozinho. Um levantamento do Olá Doutor, plataforma de consultas online via chat, revela que, apenas nos últimos 12 meses, o Google Brasil registrou mais de 26 milhões de buscas relacionadas a sintomas de doenças. Entre os destaques, termos associados a condições como pneumonia e hepatite A apresentaram um crescimento superior a 50% no número de pesquisas no período.
Embora funcionem como um termômetro importante para profissionais da saúde, os números não chegam a surpreender. Segundo dados do Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade (ICTQ), cerca de 40% dos brasileiros utilizam a internet para realizar autodiagnósticos, prática frequentemente acompanhada pela automedicação. O comportamento é mais comum entre jovens de 16 a 34 anos, pessoas com ensino superior e indivíduos das classes A e B.
Mas, afinal, quais sintomas levam os
brasileiros ao Google constantemente quando o assunto é saúde? O que mais
desperta preocupação a ponto de motivar essas buscas e em quais regiões do país
esse comportamento se destaca? Você confere respostas para essas perguntas
no conteúdo a seguir, que também destaca os perigos de se substituir uma
avaliação médica por informações rápidas da Web. Leia mais:
Sintomas de infarto são os mais pesquisados pelos brasileiros
Da virose ao diabetes, o levantamento
do Olá Doutor mostra que, para além dos altos volumes de busca por sintomas, o
que não faltam na Web são dúvidas sobre diferentes problemas e condições de
saúde — que se dividem entre doenças agudas (de início súbito e curta
duração) e aquelas do tipo crônico, que exigem acompanhamento contínuo
ao longo do tempo.
Entre as condições agudas, chamam atenção termos relacionados a quadros como pancreatite, apendicite, viroses e labirintite, que demandam atenção imediata e geraram, juntas, mais de 2,7 milhões de buscas no último ano. Ainda assim, o grande destaque são os sinais de infarto, líder no ranking nacional de buscas por sintomas.
Para o Olá Doutor, o interesse elevado, responsável por 970.500 pesquisas na internet, pode ser explicado por dois fatores principais. De um lado, há a gravidade da condição: segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no Brasil, gerando cerca de 400 mil óbitos anuais.
“De outro”, completa Anderson Zilli, CEO da plataforma, “persiste a dificuldade em identificar seus sinais, muitas vezes confundidos com quadros menos graves, como crises de ansiedade, o que leva muitos brasileiros a recorrerem à internet em busca de esclarecimentos rápidos”.
Já entre as doenças crônicas, aparecem
condições como diabetes (940500 buscas) e lúpus (744500 buscas), que
também somaram um volume expressivo de idas ao Google ao longo dos últimos 12
meses. Diferentemente dos quadros agudos, trata-se de enfermidades que exigem
acompanhamento médico constante, o que reforça a importância de informações
confiáveis… e do cuidado ao interpretar conteúdos encontrados online.
Onde estão os brasileiros mais preocupados com sintomas de doenças?
Embora a busca por sintomas de doenças
seja um hábito disseminado em todo o país, o levantamento também revela como os
moradores de certos estados se destacam quando o assunto é recorrer ao Google para
obter informações de saúde mensalmente.
Internet e saúde: quando recorrer à Web se torna um problema
Durante o evento FUTR Health '26, realizado no último mês pelo Olá Doutor, em São Paulo, o médico Jairo Bouer chamou atenção para o impacto da relação com a internet no comportamento dos pacientes, especialmente no modo como diferentes gerações consomem e confiam em orientações sobre saúde.
Segundo ele, esse novo cenário, onde canais como Google e ChatGPT atuam como fontes primárias de informação, exige adaptação por parte dos profissionais e das formas de atendimento.
“Entre os mais jovens, há uma relação mais horizontal com a informação, o que pode gerar maior questionamento da autoridade médica tradicional. Já entre as gerações mais antigas, ainda existe uma resistência maior ao uso da tecnologia para acessar serviços de saúde. Estamos vivendo um momento de transição, em que é preciso adaptar a comunicação e fortalecer o vínculo com o paciente”, destacou.
Já Zilli, CEO do Olá Doutor,
complementa com alguns pontos de atenção para os pacientes conectados. “Não é
preciso ignorar a internet, mas é fundamental evitar que ela se torne um
substituto da consulta médica. A informação pode ajudar, mas não deve ser o
ponto de partida para autodiagnósticos sem orientação profissional — algo que
hoje pode ser resolvido com poucos cliques, por meio de consultas
online”.
Metodologia
Para compreender as buscas por sintomas
no Brasil, foram consideradas pesquisas no Google realizadas por internautas
durante os últimos doze meses. A investigação foi pautada por expressões como
“sintoma”, “sintomas de” e suas variações, abrangendo todas as buscas sobre o
tópico nas cinco regiões nacionais. Em seguida, doenças e questões de saúde
foram dispostas em um ranking baseado no volume de buscas ao longo do
ano.
Olá Doutor - aplicativo de consultas médicas via chat do Brasil.
https://oladoutor.app/



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