O objetivo da empresa é que cada pessoa cadastrada possa atuar como um sensor em campo, realizando, por exemplo a inspeção de recomposição de pavimento e vazamentos
Já imaginou realizar vistorias para a Sabesp só com o celular e garantir uma grana extra? A Sabesp convida os moradores da cidade de São Paulo para se tornarem parceiros em vistorias de possíveis irregularidades e melhorias da rede de saneamento. A ideia é que, em parceria com a Sabesp, os paulistanos reportem, via aplicativo, a necessidade de manutenção e de serviços que precisam ser executados pela empresa. Cada vistoria é paga pela empresa via Pix a partir de R$ 5 podendo chegar a até R$ 15 por vistoria.
Para participar da ação, é preciso fazer um cadastro no aplicativo
Wily, parceiro da Sabesp na iniciativa. Os interessados farão um treinamento
para aprender a realizar as vistorias com imagens de vídeo ou fotos feitas pelo
celular. Caso o material enviado esteja de acordo com as especificações
exigidas, o munícipe receberá uma recompensa pela contribuição, que é variável,
paga pelo aplicativo Wily.
O funcionamento assemelha-se ao de aplicativos de
transporte: o cidadão recebe uma demanda próxima à sua localização, aceita a
tarefa e realiza o registro via smartphone em cerca de 15 minutos. Antes de
qualquer deslocamento oficial, uma Inteligência Artificial valida as imagens em
tempo real para confirmar a urgência e, principalmente, se a responsabilidade
pelo reparo é de fato da Sabesp. Esse filtro digital evita que equipes sejam
enviadas para casos que não competem à Companhia e garantem mais objetividade
para a resolução do problema.
Por meio de uma plataforma digital, o morador atua como um sensor em campo, realizando o diagnóstico prévio da ocorrência. Atualmente, o sistema foca estrategicamente na inspeção de recomposição de pavimento e vazamentos na rede de esgoto. "A equipe técnica já sai da base sabendo exatamente o que vai encontrar. O registro feito pelo cidadão permite identificar antecipadamente a gravidade da situação e o material necessário, garantindo que o atendimento seja direto e eficaz", explica a diretora de Operação e Manutenção, Débora Pierini Longo.
![]() |
| Samuel Benjamin fez das vistorias sua principal fonte de renda |
Samuel Benjamin, morador de Ermelino Matarazzo, trocou as entregas pesadas de carga pelo monitoramento. Ele relata que, com o aperfeiçoamento nas vistorias e a disposição para cobrir diferentes perímetros, a atividade se tornou sua principal fonte de renda: “No começo eu fazia R$ 50, mas hoje, com foco nas fotos e disposição para pedalar, minha média diária fica entre R$ 250 e R$ 270 e já estou chegando a quase 10 mil vistorias. O próximo passo é comprar minha moto”, comemora.

Nenhum comentário:
Postar um comentário