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segunda-feira, 20 de abril de 2026

Dados do Ministério da Saúde apontam queda na cobertura vacinal infantil entre 2024 e 2025

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Especialista do Complexo Hospitalar Santa Casa de Bragança Paulista reforça importância de seguir o calendário vacinal 


Entre os dias 24 e 30 de abril, a Semana Mundial da Imunização chama a atenção para o papel das vacinas na prevenção de doenças e na proteção da saúde pública. 

Nos últimos 50 anos, os imunizantes ajudaram a salvar pelo menos 154 milhões de vidas em todo o mundo, o equivalente a seis por minuto. 

No Brasil, segundados do Ministério da Saúde mostram que a cobertura vacinal segue alta nas primeiras doses aplicadas logo após o nascimento. Em 2025, a BCG atingiu 98,55% e a vacina contra hepatite B, 98,76%. 

Com o passar dos meses, porém, esse índice começa a cair. Entre as vacinas aplicadas antes de 1 ano, a cobertura contra poliomielite ficou em 87,68% e a vacina penta, que protege contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e outras doenças, atingiu 88,12%. A vacina contra febre amarela segue com uma das menores coberturas, com 73,82%. 

O mesmo padrão foi observado em 2024: a cobertura contra poliomielite ficou em 90,54%, a penta registrou 90,35%, enquanto a vacina contra febre amarela manteve baixa adesão, com 73,54%. 

A queda é mais evidente após o primeiro ano de vida, quando entram as doses de reforço. A tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, alcançou 92,66% na primeira dose, mas caiu para 78,02% na segunda. O mesmo ocorre com os reforços contra poliomielite (85,42%) e contra difteria, tétano e coqueluche (86,85%). 

Em 2024, a tríplice viral registrou 95,84% na primeira dose e 80,53% na segunda. Já o reforço da poliomielite ficou em 88,06% e o de difteria, tétano e coqueluche, em 89,07%. 

Para a coordenadora da Pediatria do Complexo Hospitalar Santa Casa de Bragança Paulista, Dra. Amanda Sereno Rahal, os números mostram um padrão já conhecido: o início da vacinação costuma ter boa adesão, mas a continuidade ainda é um desafio. “As vacinas são organizadas em um calendário justamente porque o sistema imunológico precisa de estímulos em momentos diferentes. Quando a criança não recebe todas as doses, ela pode ficar parcialmente protegida”, explica. 

A vacina funciona como um estímulo controlado para o organismo. Ao entrar em contato com uma versão segura do agente causador da doença, o corpo ativa o sistema imunológico e cria uma memória de defesa. Isso permite que, em uma exposição futura ao vírus ou à bactéria, a resposta seja mais rápida e eficaz, reduzindo o risco de complicações e internações. 

Quando as doses são aplicadas no tempo correto, essa proteção se torna mais completa. Além de proteger quem recebe a vacina, a imunização ajuda a reduzir a circulação de doenças na comunidade, diminuindo o risco de transmissão. Esse efeito coletivo é especialmente importante para quem não pode se vacinar, como recém-nascidos, idosos e pessoas com a imunidade comprometida. 

Apesar dos benefícios já comprovados, ainda há desinformação que interfere na adesão. “Muitos mitos ainda circulam, principalmente nas redes sociais, como a ideia de que vacinas não são seguras ou não são necessárias. Isso não se sustenta. As vacinas passam por testes rigorosos antes de serem aprovadas e continuam sendo monitoradas mesmo após a aplicação na população”, afirma. 

Outro ponto importante, segundo o pediatra, é a importância de manter o calendário vacinal em dia. “As vacinas seguem um cronograma definido, com doses em momentos específicos para garantir a proteção completa. Por isso, é fundamental que pais e responsáveis acompanhem a caderneta e levem as crianças até uma Unidade Básica de Saúde para receber as vacinas nas idades recomendadas”, reforça.

Dados:Link

 

Complexo Hospitalar Santa Casa de Bragança Paulista


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