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Entre os dias 24 e 30 de abril, a Semana Mundial da Imunização chama a atenção
para o papel das vacinas na prevenção de doenças e na proteção da saúde
pública.
Nos
últimos 50 anos, os imunizantes ajudaram a salvar pelo menos 154 milhões de
vidas em todo o mundo, o equivalente a seis por minuto.
No
Brasil, segundados do Ministério da Saúde mostram que a cobertura vacinal segue
alta nas primeiras doses aplicadas logo após o nascimento. Em 2025, a BCG
atingiu 98,55% e a vacina contra hepatite B, 98,76%.
Com
o passar dos meses, porém, esse índice começa a cair. Entre as vacinas
aplicadas antes de 1 ano, a cobertura contra poliomielite ficou em 87,68% e a
vacina penta, que protege contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e
outras doenças, atingiu 88,12%. A vacina contra febre amarela segue com uma das
menores coberturas, com 73,82%.
O
mesmo padrão foi observado em 2024: a cobertura contra poliomielite ficou em
90,54%, a penta registrou 90,35%, enquanto a vacina contra febre amarela
manteve baixa adesão, com 73,54%.
A
queda é mais evidente após o primeiro ano de vida, quando entram as doses de
reforço. A tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola,
alcançou 92,66% na primeira dose, mas caiu para 78,02% na segunda. O mesmo
ocorre com os reforços contra poliomielite (85,42%) e contra difteria, tétano e
coqueluche (86,85%).
Em
2024, a tríplice viral registrou 95,84% na primeira dose e 80,53% na segunda.
Já o reforço da poliomielite ficou em 88,06% e o de difteria, tétano e
coqueluche, em 89,07%.
Para
a coordenadora da Pediatria do Complexo Hospitalar Santa Casa de Bragança
Paulista, Dra. Amanda Sereno Rahal, os
números mostram um padrão já conhecido: o início da vacinação costuma ter boa
adesão, mas a continuidade ainda é um desafio. “As vacinas são organizadas em
um calendário justamente porque o sistema imunológico precisa de estímulos em
momentos diferentes. Quando a criança não recebe todas as doses, ela pode ficar
parcialmente protegida”, explica.
A
vacina funciona como um estímulo controlado para o organismo. Ao entrar em
contato com uma versão segura do agente causador da doença, o corpo ativa o
sistema imunológico e cria uma memória de defesa. Isso permite que, em uma
exposição futura ao vírus ou à bactéria, a resposta seja mais rápida e eficaz,
reduzindo o risco de complicações e internações.
Quando
as doses são aplicadas no tempo correto, essa proteção se torna mais completa.
Além de proteger quem recebe a vacina, a imunização ajuda a reduzir a
circulação de doenças na comunidade, diminuindo o risco de transmissão. Esse
efeito coletivo é especialmente importante para quem não pode se vacinar, como
recém-nascidos, idosos e pessoas com a imunidade comprometida.
Apesar dos benefícios já comprovados, ainda há desinformação que interfere na adesão. “Muitos mitos ainda circulam, principalmente nas redes sociais, como a ideia de que vacinas não são seguras ou não são necessárias. Isso não se sustenta. As vacinas passam por testes rigorosos antes de serem aprovadas e continuam sendo monitoradas mesmo após a aplicação na população”, afirma.
Outro
ponto importante, segundo o pediatra, é a importância de manter o calendário
vacinal em dia. “As vacinas seguem um cronograma definido, com doses em
momentos específicos para garantir a proteção completa. Por isso, é fundamental
que pais e responsáveis acompanhem a caderneta e levem as crianças até uma Unidade
Básica de Saúde para receber as vacinas nas idades recomendadas”, reforça.
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