Estudo da Worldpanel by Numerator revela que consumo de última hora e adoção do digital transformam a experiência dos jogos em casa; 90% do público assistirá às partidas em domicílio
Com a Copa do Mundo de 2026 se aproximando — entre 11 de junho e 19 de julho, nos Estados Unidos, Canadá e México — o consumo durante os jogos deve acontecer, majoritariamente, dentro de casa e cada vez mais orientado pela conveniência. Dados de novo levantamento da Worldpanel by Numerator mostram que o delivery se consolida como um dos principais canais dessa jornada.
A análise, baseada em mais de 2 mil entrevistas realizadas no Brasil no período entre fevereiro e março, revela que 90% dos brasileiros pretendem assistir aos jogos em casa — reforçando a demanda por soluções que economizem tempo e evitem deslocamentos.
Nesse contexto, o delivery deixa de ser alternativa e passa a ocupar papel central na experiência. No Brasil, 21% pretendem pedir pizza durante os jogos, evidenciando a força do canal em ocasiões de consumo coletivo, imediato e compartilhado.
Esse comportamento está diretamente ligado à presença relevante dos perfis classificados como Eventuais (29%) e Desinteressados (28%), que se ativam apenas quando o evento começa — concentrando decisões no calor do momento. Dentro deste último grupo, 26% afirmam que não pretendem assistir aos jogos, mas esse cenário se transforma ao longo do campeonato: mesmo entre os menos engajados, há aumento da intenção de consumo, ampliando o espaço para decisões impulsivas — e, consequentemente, para o delivery como solução imediata.
Mais do que conveniência, o delivery responde a um traço estrutural do consumo durante a Copa: a decisão em tempo real. Segundo o estudo, 49% dos brasileiros não se organizam com antecedência para as compras relacionadas aos jogos, evidenciando um padrão marcado pela improvisação. Na prática, a dinâmica das partidas reduz o espaço para planejamento e preparo de refeições, impulsionando a busca por soluções rápidas, prontas e facilmente compartilháveis — especialmente em um contexto em que assistir em casa é dominante.
A TV ao vivo segue como principal meio (84,8%), mas o avanço do digital redefine a experiência. Entre os apaixonados por futebol, o consumo via streaming na TV já atinge 23,1% — mais do que o dobro dos eventuais —, além de maior presença de dispositivos móveis e redes sociais. Mais do que substituição, o que se observa é uma sobreposição de telas: assistir aos jogos se torna uma experiência simultânea, interativa e distribuída.
Esse movimento reforça o principal insight do estudo:
quanto maior o engajamento com o futebol, mais digital é o consumidor. Entre os
apaixonados, 44,7% realizam compras via e-commerce — patamar significativamente
superior ao dos eventuais (36,4%) e dos desinteressados (18,9%). Trata-se de um
público mais conectado, inserido em dinâmicas de consumo compartilhado e com
maior propensão ao uso de aplicativos — cenário que favorece diretamente o
crescimento do delivery.
“Os dados mostram que o engajamento com o futebol vai muito além do
entretenimento — ele está diretamente ligado a um comportamento de consumo mais
digital. O torcedor apaixonado é mais conectado, mais ativo em aplicativos e
mais propenso a comprar online, o que cria um ambiente especialmente favorável
para o avanço do e-commerce e do delivery”, afirma Rafael Couto, Diretor da
Worldpanel by Numerator Brasil.
Entre as preferências, 38% dos brasileiros devem optar por carnes (churrasco) e 30% por snacks, reforçando o caráter informal e coletivo das ocasiões. Isso se reflete nas categorias mais consumidas durante os jogos, com destaque para bebidas como água (62,2%), cerveja (48,3%) e refrigerantes (46,5%), além de itens típicos de consumo compartilhado, como pipoca, churrasco (38,3%) e salgadinhos (29,9%). O conjunto aponta para uma oportunidade que vai além das refeições prontas, incluindo também missões de reposição rápida ao longo das partidas.
Para marcas e varejo, o desafio vai além da presença: passa por capturar o momento. Em um ambiente de consumo imediato e multiplataforma, o delivery se consolida como canal estratégico para ativar demanda em tempo real.
Ganham relevância iniciativas como combos prontos para ocasiões, ofertas acionadas durante os jogos — especialmente em intervalos e momentos decisivos —, integração com redes sociais e comércio conversacional, como o WhatsApp, e parcerias com plataformas digitais.
“Mais do que estar disponível, será essencial ser
acionável: com rapidez, relevância e conveniência no exato momento em que o
jogo — e o consumo — acontecem”, completa o executivo.
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