Com apoio do The Brando a associação Te mana o te moana, desde 2006, realiza o monitoramento desses animais fascinantes
Há duas décadas a Te mana o te moana (associação de
proteção das tartarugas marinhas), com o apoio do The Brando,
da Tetiaroa Society e da Direção do Meio Ambiente da Polinésia (DIREN), realiza
o monitoramento das tartarugas-verdes em Tetiaroa, registrando cada ninho, cada
rastro e cada filhote.
Tudo começou em fevereiro de 2006 nas praias quase
desertas de Tetiaroa, onde uma equipe científica testemunhou pela primeira vez
o nascimento de uma tartaruga-verde. Frágeis e fascinantes, os filhotes
seguiram em direção ao oceano, deixando rastros que se tornaram dados
científicos preciosos. Foi nesse momento que, com o apoio da DIREN, a Te mana o
te moana lançou o primeiro programa científico de monitoramento e conservação
do atol: o Monitoramento de Nidificação de Tartarugas-Verdes de Tetiaroa.
Na época, Tetiaroa era praticamente desabitada. As
equipes percorriam as praias dia e noite, observando e registrando cada sinal
de atividade. Um trabalho paciente e rigoroso, ainda em estágio inicial, mas
guiado por uma visão clara: compreender para proteger.
A criação da Tetiaroa Society, em 2010, fortaleceu
essa ambição. Já em 2014, a presença contínua proporcionada pelo eco-resort The
Brando marcou um ponto de virada decisivo. O monitoramento tornou-se mais
abrangente, os dados mais precisos e as ações de conservação mais eficazes. O
que começou como uma série de observações transformou-se, ao longo dos anos, em
um pilar essencial para a conservação das tartarugas-verdes no atol. De apenas
10 a 15 ninhos registrados nos primeiros anos, Tetiaroa já contabilizou mais de
1.400 rastros de tartarugas desde 2007.
Dados da temporada de
tartarugas
Todos os anos, entre outubro e abril, as praias de
Tetiaroa tornam-se palco de um dos ciclos mais incríveis da natureza, a
nidificação das tartarugas-verdes. Nesse período, as fêmeas retornam para
depositar seus ovos nas mesmas praias onde nasceram, guiadas pelo instinto e
pelos ritmos do oceano.
A Te mana o te moana, com o apoio da Tetiaroa
Society e parceiros locais, monitora cuidadosamente esses eventos. Desde a
identificação das fêmeas e o registro dos ninhos até a proteção dos ovos e o
acompanhamento dos filhotes, cada etapa é documentada com precisão. Cada ninho
conta uma história, contribuindo para quase duas décadas de dados científicos
essenciais para a proteção dessa espécie ameaçada e dos ecossistemas frágeis do
atol.
Alguns dados e principais
números da temporada 2024–2025
430 rastros observados;
161 ninhos confirmados;
15.614 filhotes estimados;
113 avistamentos de fêmeas, incluindo 19 indivíduos
identificados;
10 novas fêmeas registradas e 9 retornando após 4 a
8 anos;
227 filhotes resgatados e soltos, sendo 17
encaminhados ao centro de reabilitação para cuidados especializados.
Graças ao empenho das equipes da Te mana o te
moana, da Tetiaroa Society, dos colaboradores do The Brando e de voluntários
treinados, essas criaturas frágeis são monitoradas e protegidas em todas as
etapas, garantindo sua sobrevivência e a preservação deste santuário único.
Vídeo sobre essa linda
história
Em um vídeo, a Dra. Cécile Gaspar, fundadora da Te
mana o te moana, compartilha a história do programa de monitoramento, sua
paixão pelas tartarugas e a urgência de sua proteção. “Se a temperatura
continuar subindo, não haverá mais filhotes. Estamos avançando rapidamente para
uma fase de extinção se não agirmos”, declara a Dra Cécile.
Como boa notícia desta temporada, sensores de
temperatura instalados nos ninhos revelaram um resultado promissor: 54% dos
filhotes são machos. Esse dado é especialmente relevante, já que o aumento da
temperatura da areia tende a gerar predominantemente fêmeas, tornando esse
equilíbrio essencial para o futuro da espécie. Link do video aqui: https://app.air.inc/a/ccd014f26

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