Dermatologista explica como identificar, controlar e tratar essa condição que vai muito além de uma simples vermelhidão
Já parou para pensar que aquela sensação frequente de ardor, vermelhidão, repuxamento ou irritação na pele pode ser um sinal de sensibilidade? Muitas vezes, esses sintomas são confundidos com reações passageiras ao clima, ao estresse ou ao uso de determinados produtos. No entanto, para milhões de pessoas, eles fazem parte de uma condição cada vez mais comum: a sensibilidade cutânea.
Estudos indicam que até 70% da população mundial relata algum grau de sensibilidade na pele, caracterizada por vermelhidão, desconforto, coceira ou sensação de queimação diante de estímulos que normalmente não causariam irritação1. Apesar de comum, a condição nem sempre está associada a outras doenças dermatológicas: cerca de 40% das pessoas com sensibilidade não apresentam comorbidades cutâneas2.
Outro dado relevante é o aumento das autodeclarações: pesquisas apontam um crescimento de 55% na percepção de pele sensível nas últimas duas décadas3. No Brasil, levantamentos da Galderma indicam que até 84% da população afirma apresentar algum nível de sensibilidade cutânea, mostrando como a queixa se tornou cada vez mais frequente4.
Portanto, neste Mês da Pele Sensível, a médica dermatologista Dra.
Livia Kanayama (CRM-SP 192268 / RQE 101523) esclarece as principais dúvidas
sobre o assunto, explica por que a pele pode se tornar mais reativa e orienta
sobre os cuidados necessários para manter sua saúde e equilíbrio.

Divulgação: Cetaphil PRO AR Calm Control
Quais são os principais sinais da pele sensibilizada?
Segundo a dermatologista, a pele sensível costuma se manifestar por meio de reações exageradas a estímulos que normalmente seriam bem tolerados por ela. “O paciente percebe que a pele reage com facilidade, apresentando vermelhidão, ardor ou desconforto após mudanças de temperatura, uso de determinados produtos ou até situações de estresse”, explica a médica.
Entre os sintomas mais comuns estão sensação de queimação,
coceira, ressecamento, repuxamento e vermelhidão. Em alguns casos, a pele
também pode apresentar descamação leve e maior tendência à irritação após
exposição ao sol, poluição ou cosméticos inadequados.
O que pode desencadear as crises?
A pele sensível é considerada uma condição multifatorial, ou seja, pode estar associada a predisposição individual combinada a fatores ambientais e comportamentais.
Entre os principais gatilhos estão mudanças bruscas de temperatura, estresse, exposição solar sem proteção, poluição, banhos muito quentes e o uso de cosméticos inadequados. Fatores internos, como alterações hormonais, deficiências nutricionais e comprometimento da barreira cutânea, também podem aumentar a sensibilidade da pele.
“Identificar esses fatores e adaptar a rotina de cuidados é
fundamental para reduzir episódios de irritação e manter a pele mais
equilibrada”, reforça a especialista.
Como a menopausa pode influenciar?
Algumas fases da vida também influenciam nesse processo. Durante a menopausa, por exemplo, a queda progressiva do estrogênio pode comprometer diretamente a barreira cutânea, reduzindo componentes importantes como colágeno, ceramidas e ácido hialurônico5-6.
Como consequência, a pele tende a ficar mais seca, frágil e
reativa. Estima-se que até 82% das mulheres durante a transição da menopausa
apresentem disfunção da barreira cutânea, o que pode resultar em aumento da
perda de água transepidérmica, xerose e maior hipersensibilidade cutânea5-6.
Quais são os cuidados mais indicados?
A pele sensível, embora não seja uma doença, pode causar desconforto e afetar a qualidade de vida. O cuidado envolve identificar os gatilhos e adotar uma rotina de skincare delicada, com produtos que limpem sem agredir, hidratem e fortaleçam a barreira cutânea.
“A escolha correta dos dermocosméticos faz muita diferença.
Fórmulas suaves, com ativos hidratantes e reparadores da barreira da pele,
ajudam a reduzir a reatividade e a melhorar o conforto cutâneo”, destaca Dra.
Livia.
A alimentação pode influenciar?
Além da rotina de cuidados, a nutrição também influencia a saúde
da pele. Nutrientes como lipídios essenciais, vitaminas C, D e E, zinco, além
de fibras e prebióticos, ajudam a fortalecer a barreira cutânea e modular
processos inflamatórios. Já deficiências nutricionais podem aumentar a perda de
água e favorecer quadros de sensibilidade7-9.
Por que a informação é fundamental?
Durante o Mês da Pele Sensível, o alerta é claro: desconfortos recorrentes como ardor, vermelhidão ou irritação não devem ser ignorados. Observar os sinais da pele e buscar orientação dermatológica pode fazer toda a diferença para identificar as causas da sensibilidade e adotar cuidados mais adequados.
A influenciadora de beleza Alana Marins ( alanamarins), que possui pele sensível, também reforça a importância de prestar atenção aos sinais do próprio corpo. “A informação e o acompanhamento adequado são fundamentais para evitar crises e manter a saúde cutânea em equilíbrio. Desde que comecei a usar os produtos da marca Cetaphil específicos para o meu tipo de pele, percebi uma mudança incrível”, afirma.
Cuidar da pele é também cuidar da autoestima. Com a rotina de cuidados correta e produtos adequados, é possível reduzir a sensibilidade, fortalecer a barreira cutânea e manter a pele mais saudável e confortável no dia a dia.
Confira abaixo alguns produtos que podem auxiliar na rotina de
cuidados para esse tipo de pele:
Galderma
Para mais informações: Link
Referências:
A. Relacionada à pele propensa à rosácea;
B. Estudo de percepção realizado com 40 participantes
C. Relacionado ao ressecamento da pele
D. Estudo realizado com 41 participantes durante 28 dias
E. Estudo realizado com 54 participantes
F. Estudo in vitro
1. RICHTERS, R. J. H. et al. Sensitive Skin: Assessment
of the Skin Barrier Using Confocal Raman Microspectroscopy. Skin Pharmacology
and Physiology, v. 30, n. 1, p. 1–12, 2017. doi:10.1159/000452152. PMID:
28122376
2. FARAGE, M. A. Sensitive skin: what is it and how is it
measured? 2019
3. CHEN, W. et al. Sensitive skin: current status and
future perspectives. Dermatologic Therapy, 2020
4. GALDERMA. How sensitive is the skin on your face and
on your body? Sensitive & very sensitive skin (face n=8143; body n=6647).
Data on file
5. VISCOMI et al. Sensitive skin research update. 2025
6. HAMPTON et al. Sensitive skin clinical insights. 2025
7. PARKE, A. et al. Clinical understanding of sensitive
skin. 2021
8. RYCZAJ. Dermatological perspectives on skin
sensitivity. 2025
9. JIANG, Y. et al. Advances in sensitive skin mechanisms
and treatment. 2025
10. GLI.04.SPR.US10402
11. RD.03.SPR.105337
12. RD.03.SPR.105653
13. OPEN Morgado-Carrasco D, Granger C, Trullas C,
Piquero-Casals J. J Cosmet Dermatol. 2021 Feb 24.
14. RD.03.SPR.105649
15. RD.03.SRE.40065
16. RD.06.SPR.18151
17. GLI.04.SRE.US10154
18. Tolerability and cosmetic acceptability of a body
wash in atopic dermatitis-prone subjects
19. Efficacy of a MoistUI-izing Foam im Skin Barrier.
Regeneration and Itch Relief in Subjects Prone to
20. RD.03.SPR. 108812
21. RD.03.SPR.104187/P614
22-23. GLI.04.SPR.US10402
24. RD.27.SPR.204764 (FIL 2653)
25. RD.27.SPR.204768 (FIL 2653)
26. RD.53.SPR.118777
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