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Médico explica por que o emagrecimento não depende de um único fator e como o corpo utiliza energia
Você já teve a sensação de fazer tudo certo, manter
uma alimentação equilibrada, praticar atividade física e, ainda assim, o
peso não reduzir como esperado? Essa é uma das dúvidas mais comuns entre
pessoas que buscam emagrecer e, muitas vezes, a explicação recai sobre o
chamado “metabolismo lento”. O tema ganha ainda mais relevância diante do
avanço da obesidade no mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS,
2025), cerca de 2,3 bilhões de adultos estão acima do peso, sendo
aproximadamente 700 milhões com obesidade. Diante desse cenário, entender como
o corpo utiliza energia, e o que, de fato, interfere no acúmulo de gordura,
ganha importância.
O médico Edson Ramuth, fundador e CEO da rede
Emagrecentro, referência em emagrecimento saudável e estética corporal, o
metabolismo corresponde ao conjunto de reações bioquímicas responsáveis por
manter funções vitais, como respiração, circulação e produção de energia. “A
taxa metabólica basal representa o consumo energético necessário para manter o
organismo em funcionamento em repouso. Esse valor varia entre indivíduos e
sofre influência de composição corporal, sexo e regulação hormonal”, explica.
Metabolismo lento existe?
Segundo o médico especialista, não é o principal
responsável pelo ganho de peso. “Na prática clínica, observamos que o aumento
de gordura corporal está mais relacionado ao desequilíbrio entre ingestão e
gasto calórico ao longo do tempo. Essa variação existe entre indivíduos, mas
não explica sozinha a dificuldade no emagrecimento”, afirma.
O Dr. Ramuth destaca, ainda, que o corpo pode
passar por adaptações importantes. “Após períodos de restrição calórica ou
perda de peso significativa, o organismo reduz o consumo de energia como
mecanismo de defesa. Esse fenômeno, conhecido como adaptação metabólica,
dificulta a continuidade do emagrecimento e exige ajuste de estratégia”,
complementa.
O que realmente influencia o
gasto energético
O consumo de energia é determinado por uma
combinação de aspectos biológicos e comportamentais. “A quantidade de massa muscular
é um dos principais determinantes, já que se trata de um tecido metabolicamente
ativo. Além disso, fatores genéticos e alterações hormonais, como disfunções da
tireoide e resistência à insulina, interferem diretamente nesse equilíbrio”,
explica o médico. O estilo de vida também tem papel decisivo. “Alimentação
inadequada, sedentarismo, privação de sono e níveis elevados de estresse
impactam a regulação hormonal e favorecem o acúmulo de gordura. O resultado é
consequência da interação entre esses elementos ao longo do tempo”, completa.
Diante da complexidade desses fatores, a orientação
profissional é fundamental. “A avaliação clínica permite identificar alterações
hormonais, metabólicas e comportamentais que interferem no ganho de peso. A
partir disso, é possível estruturar uma estratégia individualizada, baseada em
evidências científicas”, afirma. O médico também destaca a importância do
acompanhamento contínuo. “O monitoramento ao longo do tempo permite ajustes
mais precisos nas condutas e favorece resultados mais consistentes”, conclui.

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