Dr.
Rafael De Fina, cirurgião plástico da Clínica De Fina, esclarece as indicações,
etapas cirúrgicas e cuidados no pós-operatório de cada técnica
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Conviver
com excesso de pele ou flacidez na região abdominal pode impactar diretamente a
autoestima e a qualidade de vida. Muitos pacientes recorrem à cirurgia plástica
para melhorar o contorno abdominal. Duas das alternativas mais conhecidas são a
abdominoplastia e a mini abdominoplastia. Embora os nomes sejam parecidos, as
técnicas atendem perfis de pacientes bastante distintos e não devem ser
confundidas.
"São
procedimentos com objetivos semelhantes, mas com abrangências muito diferentes.
Por isso, a escolha entre um e outro precisa partir de uma avaliação médica
criteriosa, que leve em conta o histórico do paciente, a quantidade de pele a
ser removida e a condição dos músculos abdominais", afirma o Dr.
Rafael De Fina, cirurgião plástico da Clínica De Fina.
Quando
cada procedimento é indicado?
A
abdominoplastia é recomendada para pacientes que apresentam flacidez mais
acentuada e excesso de pele em toda a extensão do abdômen — situação comum após
gestações ou emagrecimentos expressivos. O procedimento atua tanto acima quanto
abaixo do umbigo, corrige o afastamento entre os músculos abdominais, conhecido
como diástase, e exige o reposicionamento do umbigo durante a cirurgia. A
cicatriz resultante é mais extensa, posicionada na região inferior do abdômen,
e o período de convalescença tende a ser mais prolongado.
A mini
abdominoplastia, por sua vez, é voltada para quem tem alterações menores e
circunscritas à porção inferior do abdômen. Nesse cenário, a quantidade de
tecido removido é reduzida, o umbigo permanece em sua posição original, a
cicatriz é menor e a recuperação acontece de forma mais rápida.
"A
paciente ideal para a versão mini está próxima do peso adequado e tem uma
queixa localizada, sem necessidade de intervenção em toda a parede abdominal.
Já para casos mais complexos, com excesso de pele significativo e
comprometimento muscular, a abdominoplastia completa é a mais indicada",
detalha o Dr. Rafael De Fina.
Ambas
as técnicas utilizam anestesia geral ou peridural com sedação. Na
abdominoplastia, que tem duração média de 2 a 4 horas, o cirurgião realiza uma
incisão ao longo da parte inferior do abdômen, próxima à linha do biquíni,
eleva a pele para acessar a musculatura, aproxima os músculos separados, retira
o excesso de tecido, reposiciona o umbigo e fecha a incisão.
Na
mini abdominoplastia, o trajeto cirúrgico é mais curto e restrito à região
infraumbilical. O umbigo não é deslocado, a quantidade de tecido retirado é
menor e o tempo de sala costuma ficar entre 1 e 2 horas.
Há
riscos envolvidos?
Sim,
como em qualquer procedimento cirúrgico. Entre as intercorrências possíveis
estão hematomas, infecções, acúmulo de líquido sob a pele e possíveis rupturas
dos pontos.
"Esses
riscos existem, mas podem ser amplamente minimizados quando a cirurgia é
realizada por um profissional experiente, em ambiente adequado, e quando o
paciente segue corretamente as orientações do pós-operatório", ressalta o
cirurgião plástico.
O que
esperar na recuperação?
Após a
abdominoplastia, o uso de cinta abdominal é recomendado por 30 a 60 dias. Nos
primeiros dias, o repouso é essencial, mas caminhadas curtas são incentivadas
para favorecer a circulação. A drenagem linfática costuma ser indicada para
controlar o inchaço. O retorno às atividades do dia a dia ocorre entre 2 e 4
semanas, enquanto exercícios de maior intensidade só são liberados após 6 a 8
semanas.
Na
mini abdominoplastia, o quadro pós-operatório é mais brando. O desconforto e o
edema tendem a ser menores, e a retomada das atividades leves pode acontecer já
na primeira ou segunda semana, com progressão gradual para a prática de
exercícios.
"Um
bom resultado começa na escolha correta do procedimento e segue com um
pós-operatório bem assistido. O acompanhamento médico em todas as etapas é o
que ajuda a ter um resultado seguro para o paciente", conclui o Dr.
Rafael De Fina.
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