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sábado, 11 de abril de 2026

Treinos flexíveis melhoram desempenho na musculação

 Adaptar o treino de acordo com a disposição física e mental do momento contribui com a consistência e evolução no ganho de força


Noites mal dormidas, dias estressantes e falta de energia fazem parte da rotina da maioria das pessoas, mas a maioria dos treinos de musculação não leva isso em consideração. Um estudo realizado por pesquisadores da Leeds Beckett University, no Reino Unido, e publicado no Journal of Strength and Conditioning Research indica que ajustar a intensidade do exercício pode ser tão eficaz quanto seguir programas rígidos. Esse modelo é conhecido como autorregulação. O American College of Sports Medicine também reconhece que fatores como sono, estresse, alimentação e recuperação muscular influenciam diretamente o desempenho em cada sessão.

Segundo o treinador da Smart Fit Lucas Florêncio, esses fatores afetam diretamente a capacidade de gerar força. "Quando o corpo está mais cansado, a força diminui mesmo que a pessoa esteja motivada. Isso não significa regressão, mas uma variação natural", explica.

Em dias de maior disposição, é possível aumentar a carga. Já em momentos de fadiga, reduzir o peso ou o volume ajuda a manter a constância sem sobrecarregar o corpo.

Um dos métodos mais simples para aplicar essa ideia é a RPE (escala de percepção de esforço), em que o praticante avalia o quão difícil foi a série numa escala de zero a dez.

Observar a execução também serve como guia: movimentos lentos no aquecimento, dificuldade para manter a técnica ou necessidade de "roubar" nas repetições são sinais de que o treino pode precisar ser mais leve.

"Se o peso habitual parecer pesado demais no aquecimento, reduzir entre 10% e 20% da carga já permite manter a qualidade do exercício", orienta Florêncio.

Modelos flexíveis de treinamento geram ganhos de força e massa muscular semelhantes aos programas rígidos. A diferença aparece principalmente na adesão. Quando o aluno entende que ajustar o treino não é falhar, mas respeitar o próprio corpo, a chance de abandono diminui.

 Esse olhar mais flexível também reduz o risco de lesões por sobrecarga, comuns quando a pessoa tenta manter a mesma intensidade mesmo em períodos de cansaço acumulado.

Sugestão de treino abaixo e no link,  montado por Lucas Florêncio, treinador da Smart Fit: 


Ordem

Exercício

Padrão de Movimento

Séries

Repetições

RPE Alvo (Esforço)

Descanso

Observação de Autorregulação

1

Agachamento Articulao

Dominante de Joelho

3

8 a 10

8 (Deixe 2 na reserva)

2 min

Se o aquecimento parecer pesado, reduza 10% da carga.

2

Supino Reto Halteres

Empurrar Horizontal

3

10 a 12

8 (Deixe 2 na reserva)

90 seg

Priorize a amplitude se a articulação estiver rígida.

3

Puxada Aberta articulada

Puxar Vertical

3

10 a 12

9 (Deixe 1 na reserva)

90 seg

Se estiver exausto, troque a Barra Fixa pela Puxada no Pulley.

4

Mesa Flexora

Dominante de Quadril

3

12 a 15

7 (Foco técnico)

90 seg

Ênfase no alongamento controlado, não na carga máxima.

5

Desenvolvimento articulado

Empurrar Vertical

2

12 a 15

8 (Deixe 2 na reserva)

60 seg

Se sentir desconforto no ombro, reduza a amplitude.

6

Remada Curvada supinada

Puxar Horizontal

2

12 a 15

9 (Perto da falha)

60 seg

Foque na adução das escápulas.

7

Abdominal Prancha ou Supra

Core

3

45 seg ou 20 rep

8 (Esforço moderado)

45 seg

Finalize com foco na respiração e controle.




Grupo Smart Fit


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