Quem
nunca sentiu aquele cheiro de bolo no forno e imediatamente lembrou da casa da
avó? Ou entrou em um ambiente e foi transportado para a infância apenas com o
aroma do armário de madeira ou de uma colônia antiga? O Dia dos Avós, celebrado
em 26 de julho, traz a reflexão sobre como o afeto entre gerações é construído
– inclusive pelo nariz.
“Tudo
isso acontece porque o olfato é o único dos cinco sentidos que se conecta
diretamente ao sistema límbico, área do cérebro responsável pelas emoções e
memórias. Quando sentimos um cheiro, ele é processado pelo bulbo olfatório e
enviado diretamente para regiões como a amígdala e o hipocampo — que regulam o
afeto e a lembrança. É por isso que um aroma pode nos fazer chorar, sorrir ou
sentir saudade em questão de segundos”, explica a aromaterapeuta, perfumista botânica,
naturóloga, escritora e especialista em neurociência Daiana Petry.
Ela
conta que é por meio dos aromas que muitos dos nossos vínculos mais profundos
são criados e mantidos ao longo da vida. “Por isso que perfumes de avó, cheiros
de casa, plantas no quintal, comidas no fogão — todos esses elementos formam um
acervo sensorial único que permanece registrado na memória afetiva de netos e
netas por décadas”, finaliza.
Daiana Petry @daianagpetry - Aromaterapeuta, perfumista botânica, naturóloga e especialista em neurociência. Professora dos cursos de formação em aromaterapia, perfumaria botânica e psicoaromaterapia. Autora dos livros: Psicoaromaterapia, Cosméticos sólidos e Maquiagem ecoessencial. Fundadora da Harmonie Aromaterapia.
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