Modelo de cozinha
sem salão ganha força no Brasil e exige planejamento estratégico para quem
busca empreender com mais eficiência no food service
Imagem de stockking no Freepik
A transformação do comportamento de consumo no
setor alimentício, impulsionada pelo crescimento das plataformas digitais e
pela busca por conveniência, tem remodelado o food service no Brasil. Segundo
dados da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), mais de 80%
dos estabelecimentos de alimentação já trabalham com delivery no país. O número
acompanha o avanço do mercado global do serviço de entrega, que deve
ultrapassar US$ 466 bilhões até 2027, de acordo com projeção da Statista.
Um dos formatos que mais despertam o interesse de
quem deseja empreender na área é a dark kitchen — modelo de negócio que
opera exclusivamente com entregas, sem salão para atendimento ao público. Nesse
cenário, destacam-se marcas com modelos operacionais mais ágeis, enxutos e com
estrutura otimizada, caso do Grupo Harõ, uma holding de franquias detentora das
marcas Harõ Sushi, Hapoke, The Roll, Redwok, Mango Salad e Tio Parma. A rede
oferece um modelo de negócio 6 em 1 que permite operar até seis marcas em uma
mesma estrutura tanto em dark kitchens quanto em pontos de take away
(pegar e levar).
Para Fernando Andrade, sócio-fundador e Diretor
Comercial do Grupo Harõ, o modelo tem potencial competitivo, mas exige
planejamento. “O sucesso nesse formato passa por entender que, apesar de menos
custoso do que um restaurante tradicional, o delivery exige excelência
operacional, identidade de marca e tecnologia para garantir a fidelização do
cliente”, explica.
Com base em sua expertise no segmento, Andrade
lista cinco orientações essenciais para quem está considerando ingressar nesse
segmento:
1. Escolha bem a localização,
mesmo sem salão
Apesar de não receber clientes presencialmente, a
localização de uma dark kitchen impacta diretamente no raio de entrega e no
tempo de deslocamento. “Estar próximo a grandes centros comerciais ou áreas
residenciais densas pode melhorar a performance logística”, explica.
2. Aposte em múltiplas
marcas e cardápios complementares
Operar mais de uma marca em uma mesma estrutura
ajuda a diversificar o público-alvo, otimizar a produção e elevar o ticket
médio. “Formatos multimarcas são tendência porque ampliam o alcance do negócio
com mais eficiência”, afirma Andrade.
3. Tecnologia e padronização são essenciais
“Ferramentas de gestão, app próprio e processos
padronizados são diferenciais competitivos. Eles reduzem erros, otimizam o
atendimento e mantêm a qualidade da entrega. No modelo delivery, a experiência
começa na tela e termina na embalagem”, compartilha.
4. Invista em identidade e
boas fotos de produto
“No delivery, o cliente “come com os olhos”. Ter
uma identidade visual clara, embalagens funcionais e imagens de produto
profissionais são fatores que influenciam diretamente na decisão de compra”,
orienta o empresário.
5. Planeje o fluxo financeiro
com base em recorrência e sazonalidade
“Por operar com tíquete médio mais acessível e alta
rotatividade, o empreendedor deve planejar o caixa considerando o ritmo
constante de pedidos e os períodos de sazonalidade, como datas comemorativas e
promoções estratégicas”, aconselha.
Modelo validado e em ascensão
Com presença em 15 estados brasileiros e planos de
expansão nacional, o investimento inicial do modelo de dark
kitchen do Grupo Harõ parte de R$ 217 mil, com fornecimento
homologado e aplicativo próprio para franqueados. “Nossa experiência está na
consolidação de um modelo que une eficiência operacional, portfólio inteligente
e uma jornada digital bem estruturada. Mais do que um negócio de cozinha, é uma
operação de experiência e conveniência”, conclui Andrade.
Grupo Harō
Nenhum comentário:
Postar um comentário