Tendinites, lombalgias e dores
musculares respondem por 17,3% das licenças médicas. Doenças respiratórias
ocupam a segunda posição com 15,2%, de acordo com levantamento da consultoria
Mercer Marsh Benefícios que analisou 185 mil casos de afastamentos de
funcionários.
Doenças osteomusculares (tendinites, lombalgias, dores musculares), respiratórias, infecciosas, transtornos mentais e do aparelho digestivo são as cinco principais causas de afastamentos dos funcionários das empresas no Brasil.
Os dados são da 2ª Pesquisa de Saúde Ocupacional, da consultoria de gestão de saúde Mercer Marsh Benefícios, com base em entrevistas com 208 empresas no Brasil de 29 setores, como tecnologia, bens de consumo, químico, energia, automobilístico, transporte e logística. O estudo foi concluído no terceiro trimestre de 2024.
A consultoria também avaliou 185 mil atestados médicos para
monitorar os impactos dos afastamentos na produtividade, na sinistralidade
médica dos planos de saúde empresarial, e concluiu que:
- Doenças Osteomusculares: Os afastamentos por essas doenças têm a maior
representatividade consolidada nos custos do sinistro médico cujo a origem
são os afastamentos. Esses afastamentos representam 18,8% do sinistro
total com origem nos afastamentos. Essas doenças também têm a maior representatividade
em quantidade de atestados (17,3%) e possuem 2,4 dias como tempo médio de
afastamento.
- Doenças respiratórias: Ocupam a 2ª posição em número de atestados (15,2% do total)
- Saúde Mental: Ocupam a segunda posição no tempo médio de afastamentos (8,1
dias)
- Oncologia: Ocupam a primeira posição no tempo médio de afastamentos
(37,4 dias).
Ao avaliar os resultados da pesquisa de Saúde Ocupacional, foi identificado também que muitas empresas estão relegando etapas fundamentais para uma gestão efetiva dos afastados. Por exemplo, apenas 44% delas realizam o planejamento de ações para evitar os afastamentos, o que representa uma redução de 7 pontos percentuais em relação aos resultados da 1ª Pesquisa de Saúde Ocupacional realizada pela Mercer Marsh Benefícios, em 2022.
Como o absenteísmo e a emissão de atestados médicos são fatores críticos que influenciam a produtividade e a saúde financeira das organizações, as empresas precisam adotar estratégias de gestão focadas na melhora desses aspectos, diz Luiz Rafael Bezerra, consultor sênior da Mercer Marsh Benefícios.
“Isso pode resultar em melhorias substanciais no ambiente de
trabalho e na sustentabilidade financeira das organizações. É necessária a
utilização de ferramentas eficazes no controle e acompanhamento dos
afastamentos. Elas trarão resultados que permitam aos gestores e organizações a
adoção de medidas preventivas e melhor jornada do cuidado”, sugere.
Outros pontos a serem melhorados na Saúde Ocupacional
Ainda segundo a pesquisa, atualmente, apenas 59% das empresas têm o departamento de saúde ocupacional como um dos responsáveis pela gestão dos atestados médicos, incluindo pedidos de afastamentos. Porém, o ideal seria que este índice estivesse em 81%, conforme relataram os gestores de saúde e RH que participaram da pesquisa.
Entre aquelas que já investem em ações preventivas, mais de 50% fizeram adaptação laboral e oferecem exercícios/ginásticas.
Um grupo menor (27%) faz cruzamento de dados ocupacionais com dados médicos e têm laboratório no ambiente de trabalho, disponibilizando fisioterapeutas/quiropraxistas.
Do total de empresas participantes, 61% estão instaladas em São Paulo, 18% no Rio de Janeiro, 5% em Minas Gerais, 3% na Bahia e Paraná.
76% das empresas empregam mais de 500 funcionários.
Amostra da pesquisa
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