A celebração do Dia Mundial da Paz foi iniciada na década de 1960, sendo originalmente proposta pelo pontífice Paulo VI, em 1967. Com a aprovação da ideia, sua primeira celebração se deu em 1º de janeiro de 1968. Desde então, todo primeiro dia do ano, o Papa traz uma mensagem de reflexão sobre o tema.
Para
compor a 58ª mensagem para o dia mundial da paz, papa Francisco tomou como
referência as encíclicas Laudato Si e Fratelli Tutti, conclamando
a igreja e o mundo inteiro para construir a paz. Este Dia Mundial da Paz está
dentro do Ano Santo - Peregrinos de esperança -, de forma que o tema acima
proposto está no sentido do perdão e da reconciliação para se chegar à paz.
Vamos
procurar entender o que é o perdão, a ofensa e a paz de Deus! A história humana
traz um problema que o homem, em todos os tempos, busca solucionar e não
consegue sozinho: o pecado, que quer dizer erro de objetivo.
Desde
que o pecado entrou no mundo, o homem vive numa ambiguidade entre o certo e o
errado, tanto que hoje, ignora-se o pecado e se considera tudo como normal. É o
pior desvio de conduta da humanidade. A indiferença para com o bem e a dignidade
da pessoa humana. Só Deus pode perdoar o homem e capacitá-lo para o bem. Mas se
o homem despreza a Deus e Sua proposta de vida e salvação, o homem jamais será
salvo. Nós, homens, frágeis mortais, ofendemos a Deus com nosso orgulho e
prepotência. A ofensa é atribuir a Deus a causa do meu pecado, fui eu que
pequei, não foi Deus, portanto quem precisa pedir perdão somos eu e você, como dizemos
na oração do Pai Nosso: “Perdoai-nos as nossas ofensas”.
Entre
os homens há ofensas e essas podem culminar na morte e destruição do outro, por
isso que a segunda parte da oração é: “assim como nós perdoamos a quem nos tem
ofendido”. A proposta dentro deste ano jubilar é oferecer aos fiéis e a todos
os homens de boa vontade uma grande reconciliação. Não é simplesmente assinar
um compromisso de perdão, mas torná-lo efetivo do fundo do nosso coração.
Precisamos
ser luz de vida para os nossos irmãos! Por isso que Jesus não se cansava de
anunciar a boa nova aos pecadores, porque mesmo que eles não a acolham, pelo
menos ficam sabendo da proposta de salvação que Deus tem para eles.
Quando
pedimos a Deus: “Dai-nos a vossa paz”, queremos dizer: assim como Deus é paz e
nada o perturba, pois Ele é Santo, Verdadeiro, pleno de glória, em paz consigo
e com toda criação, assim nós também queremos estar em paz: feridas curadas,
mágoas perdoadas, reconciliados com os outros e com Deus. Essa é a paz que vem
de Deus, quando eu estou vazio de pecados, feridas, ressentimentos, e fico de
bem comigo mesmo, com Deus e a sua criação. Essa é a paz que gostaríamos de
ter, a plenitude de vida.
A
paz é precedida pela virtude da esperança. Nós queremos paz, mas o mundo quer
guerra e, muitas vezes, nos sentimos impotentes diante dessas coisas todas que
nos envolvem. Podemos cair no desânimo, mas a esperança nos dá a certeza da
superação, pois Deus nunca desamparou seu povo e Ele é nossa justiça, confiemos
em Sua Palavra, esperemos Nele, o nosso libertador. Na vivência da esperança,
pratiquemos o perdão, pois o perdão tem o poder de tudo transformar, é o
“objeto” de nossa esperança.
Caros
leitores, o ano novo é uma folha em branco, nele podemos corrigir nossos erros
passados, superar nossas dificuldades, escrever uma nova vida e ter esperança
em Jesus, o Príncipe da Paz.
Feliz Ano Novo!
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