O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de maio surpreendeu negativamente o mercado, confirmando o que as famílias brasileiras estão sentindo no bolso: a inflação não para de subir. No acumulado dos últimos 12 meses (de junho de 2020 a maio de 2021), o IPCA, que é o índice oficial do Governo Federal, alcançou 8,06%, o maior resultado para o mês desde 1996 e bem acima do centro da meta de inflação fixada pelo Banco Central.
Veja sete dicas de Evaldo Perussolo, CFO do Banco
Bari, para proteger seu orçamento doméstico e investimentos.
- Entenda
o que é este índice: o IPCA é o índice utilizado pelo governo para
fixar a meta anual de inflação. Todo mês, o Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística (IBGE) pesquisa os preços de uma cesta de produtos e
serviços mais consumidos pelas famílias com renda mensal entre 1 e 40
salários mínimos que residem em regiões metropolitanas. Isto quer dizer
que a inflação da sua família pode ser ainda maior do que a oficial,
dependendo do peso de cada item em seu orçamento.
- Controle
seus gastos: fazer uma planilha mensal de gastos da sua família, fixando uma
meta para cada um, ajudará a economizar. Existem os gastos que variam
anualmente, como aluguel e mensalidade escolar. Mas outros podem ter
variação diária. É o caso do grupo alimentação, justamente o que tem maior
peso no IPCA e nos gastos das famílias.
- Fique
de olho na lista de compras: quanto menor a renda da família, maior o peso
dos gastos de alimentação e produtos de higiene e limpeza. Fazer uma lista
de compras antes de ir ao supermercado faz grande diferença, pois ajuda na
pesquisa de preços e evita a compra de itens desnecessários. Para frutas e
legumes, vale dar preferência aos produtos da safra, que têm mais
qualidade e são mais baratos.
- Atenção
à conta de luz: preços controlados pelo governo, como combustível e tarifas de
energia elétrica, também fazem parte do IPCA. E estes dois itens são os
que mais pressionaram a inflação de maio. Neste caso, não há como fazer
pesquisa de preços, mas sim controlar o consumo. Como o país passa por uma
crise hídrica, entramos na chamada “bandeira vermelha”, o que significa
que a conta de luz sofre acréscimo de R$ 4,169 a cada 100 quilowatt-hora
consumido. Ou seja: não deixar as luzes acesas sem necessidade e
racionalizar o uso dos eletrodomésticos são atitudes que farão diferença.
- Renegocie
reajustes:
embora o IPCA seja o índice oficial do governo, existem outros, que
indexam alguns contratos e que têm metodologia de cálculo diferente. O
Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) é o principal deles e serve como
referência para muitos contratos de aluguel. Se for o seu caso, entre em
contato com o locador e peça renegociação do reajuste, pois o IGP-M acumulado
nos últimos 12 meses já alcançou 37,04%. Se o Índice for o IPCA, renegocie
também, procurando saber por quanto os alugueres de imóveis próximos estão
sendo negociados atualmente.
- Fique
de olho nas aplicações financeiras: se seu dinheiro está na tradicional
caderneta de poupança, muito cuidado: o rendimento está perdendo feio para
inflação. Em 2020, a inflação pelo IPCA foi 4,52% e a poupança rendeu
2,11%. Em 2021, essa diferença será ainda maior.
- Busque
investimentos atrelados à inflação: uma das formas mais eficientes de proteção
dos investimentos em períodos de inflação elevada é buscar aqueles que
oferecem remuneração pela inflação (geralmente o IPCA), mais determinada
taxa de juros, que o investidor já sabe qual é no momento de aplicar.
Entre estes investimentos estão: Certificados de Depósito Bancário (CDBs),
Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) e Certificados de Recebíveis
Imobiliários (CRIs). No caso de LCIs e CRIs, há a vantagem extra, pois
assim como a poupança são isentos de Imposto de Renda.
Banco Bari
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