Pesquisar no Blog

sábado, 12 de junho de 2021

Bolha do relacionamento: refúgio de conexão para o Dia dos Namorados

Pandemia e isolamento trouxeram desafios para os casais com a convivência constante, mas também a oportunidade de criar a “bolha do relacionamento” com autoconhecimento e conexão

 

Será que a pandemia afetou o romantismo? Ou simplesmente trouxe à tona problemas que antes eram ignorados pelos casais? Para a psicóloga Michelle Branquinho, a pandemia gerou facilidade na convivência, o que pode melhorar o romantismo, mas isso exige enfrentar questões pessoais e problemas existentes no relacionamento. “A verdade é que as pessoas agora enxergam o outro no cotidiano, e os pequenos problemas ou grandes problemas estão aparecendo. Mas relações são feitas de acordos e precisamos entender as necessidades do outro também”, incentiva.

Segundo ela, a maioria das pessoas oferece ao outro o que gostaria de receber. Isso pode criar discordâncias sobre romantismo, limites da individualidade e outros ruídos no relacionamento. A dica da psicóloga é começar a perceber o que o outro tem necessidade de receber. “Muitas vezes nós achamos que estamos construindo o melhor, mas é o melhor para nós e não para o parceiro. Como é o carinho, atenção, afeto, amor e, até nas práticas diárias nas situações do dia a dia, o que o outro quer que você faça por ele? Comunique ao outro o que você gostaria de receber e pergunte. Podemos manter a conexão da relação através da comunicação”, explica Michelle.

“Muitas vezes enxergamos a vida com as lentes da nossa vivência e se nós temos vivências traumáticas ou dolorosas, vou enxergar pela lente traumática também. Temos que saber o que é pesado para nós, o que aguentamos ou não. A relação é um contrato e os dois lados precisam ter seu bônus e seu ônus. No consultório, oriento a fazer os ‘diálogos que conectam’, um outro nome pra DR porque o termo discutir é pejorativo popularmente. Temos que aprender a ter diálogos que conectam e não diálogos que trazem discussão, desentendimento ou dificuldade”, explica.

 

Bolha do relacionamento

“Uma dica que dou é criar a bolha do relacionamento, ou seja, momentos para tirar tudo do caminho e focar no relacionamento para conversar sobre o que está bom ou não, sobre a vida sexual porque a relação amorosa precisa de intimidade e a comunicação mais íntima do casal é o sexo”, diz a psicóloga. As regras são feitas de acordo com o que cada casal acha válido como frequência (semanalmente, mensalmente), se pode ter celular, se pode entrar em contato com os filhos, se vai ser um fim de semana em uma viagem ou uma noite apenas em casa.

“Minha sugestão é que nesse Dia dos Namorados os casais possam fazer isso, exercitar esse movimento, ainda mais que não temos muitas opções. Mas é importante falar de coisas positivas, do que faz você se sentir bem na relação. Construir uma bolha positiva que, ao longo do tempo, vai se tornando mais forte, fazendo com que o relacionamento se consolide de tempos em tempos que você para, esquece do mundo e se fecha para vocês. Isso dá resultado”, finaliza a psicóloga Michelle Branquinho.


 

www.plenacriativa.com.br


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Posts mais acessados