Considerado um dos maiores grupos de risco, gestantes precisam de diagnóstico preciso e acompanhamento médico para evitar possível progressão da doença
A disseminação do novo coronavírus
continua alta no Brasil, seguida por milhares de casos de óbitos e
complicações. Entre os grupos de risco que apresentam maiores chances de
progressão da doença e devem seguir à risca as medidas preventivas estão as
mulheres em período gestacional, especialmente as que se encontram após a 28ª
semana de gravidez ou possuam idade mais avançada, sofram de obesidade ou
outras doenças como diabetes e hipertensão. Nesses casos, havendo qualquer
suspeita de contaminação, o diagnóstico precoce pode ser decisivo para frear a
evolução do quadro.
"Muitas gestantes apresentam sintomas leves como febre, mal estar e tosse,
parecidos com os de uma gripe. Porém, em casos de gestação a partir do terceiro
trimestre, assim como a presença de comorbidades, os quadros podem se tornar
graves, chegando a apresentar falta de ar, confusão mental, trombose,
pré-eclâmpsia e parto prematuro. Por isso, ao sinal dos primeiros sintomas é
preciso procurar ajuda médica para o diagnóstico, tratamento e acompanhamento das
condições de saúde", explica Dr. Sérgio Mancini Nicolau, médico
ginecologista livre-docente da UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo).
Nesse sentido, algumas ferramentas laboratoriais têm ajudado médicos e
pacientes, com resultados rápidos e diagnósticos precoces. Recentemente, a
multinacional alemã especialista em tecnologia para testes moleculares QIAGEN,
apresentou à comunidade científica uma ferramenta laboratorial que permite a
testagem de um painel respiratório da paciente, ao identificar qual dentre 22
principais agentes, entre bactérias e vírus, é o causador dos sintomas,
incluindo o SARS-Cov-2, o novo coronavírus.
Na categoria de testes sindrômicos, o QIAstat-Dx auxilia na identificação de
múltiplos patógenos simultaneamente, responsáveis por causar sintomas clínicos
parecidos, como febre, tosse e dor de cabeça, o que facilita a conclusão do
diagnóstico e o tratamento adequado para o quadro.
Voltado ao diagnóstico clínico e com registro ativo na ANVISA, o QIAstat-Dx
realiza, de forma rápida e sem necessidade de manipulação, o diagnóstico direto
de amostras de swab nasofaríngeo de pacientes com suspeita de infecção
respiratória, e libera o resultado da análise em até uma hora. Sua tecnologia
tem o potencial de diminuir o tempo de permanência da paciente no hospital,
evitar internações desnecessárias e identificar pacientes que, dependendo da
contaminação, precisam de isolamento ou demais medidas de controle da infecção.
"Essas ferramentas são de extrema importância para concluirmos o diagnóstico
da paciente. Caso a infecção seja por bactéria, já iniciamos a administração de
antibióticos. Se a paciente estiver contaminada pelo novo coronavírus,
providenciamos seu isolamento e tratamento adequado. Os testes sindrômicos
facilitam o trabalho da equipe médica e reduzem os efeitos colaterais dos
medicamentos desnecessários", declara o médico intensivista do Hospital
das Clínicas, Dr. Daniel Joelsons.
QIAGEN
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