CEO da Sindicompany fala sobre
como equilibrar a vida em condomínio com essa nova realidade
(Foto: Unsplash)
O home
office que já era uma realidade para uma parcela da população foi impulsionado
pelo isolamento social imposto pela COVID-19. A surpresa desse novo cotidiano
impôs a quem ainda não trabalhava em casa a obrigação de providenciar um espaço
para isso dentro do lar e conciliar trabalho e os cuidados com os filhos, que
também estão mais tempo em casa. Isso também trouxe novos desafios,
principalmente para quem vive em condomínios, que estão em processo de
adaptação por conta do maior período que os moradores permanecem em casa.
Segundo Juliana Silveira, CEO da Sindicompany,
executiva com mais de 20 anos de experiência em administrar condomínios e suas
especificidades do dia a dia, afirma que não existe uma regulamentação
específica para o trabalho dentro de casa, mas alerta: “imóvel só
não pode mudar de função. Não é permitido alugar o local para receber um
escritório, por exemplo”, alerta.
Além da
relação entre casa e trabalho ampliada pela pandemia, há ainda o desafio de
conseguir equilibrar as necessidades corriqueiras do condomínio - como reformas
em geral, e o uso das áreas comuns por crianças, que também estão isoladas -,
com a necessidade de um cotidiano tranquilo para todos os moradores,
evitando-se ruídos excessivos, por exemplo. Na maioria das vezes, os
apartamentos não têm acústica para a realização o trabalho de forma tranquila.
Apesar de possuir um menor raio de ação e não ser transportado por fontes
naturais, o ruído excessivo pode causar diversos danos ao corpo e à qualidade
de vida.
Para evitar problemas especialmente neste período mais agressivo de pandemia, os condomínios têm diminuído o período de obras barulhentas e limitado o uso das áreas comuns. “Porém é preciso entender o momento do prédio. Se é um condomínio em implantação, a flexibilidade é maior. No entanto, os condôminos devem entender que a pandemia vai se prolongar por um longo período. Obras ocorrerão, manutenções, enfim, trata-se de um ajuste que todas as partes devem entender e se adaptar. ”
Já os
problemas causados por vizinhos demandam mais paciência para serem
solucionados. Juliana alerta que o morador incomodado, sempre que possível,
deve avisar o operacional do condomínio. O responsável irá entender o caso
primeiramente, consultando ambas as partes. “Deve sempre buscar o diálogo e entendimento do
problema. Podendo realizar reuniões entre as partes para buscar entendimento e
ajustes, no entanto, deve-se cumprir o regulamento interno, para que nenhuma
das partes exceda os limites previstos”, afirma.
Algumas
ações estão sendo elaboradas por diversos condomínios para se adaptar e se
adequar à nova realidade de uma quantidade muito maior de moradores trabalhando
dentro de suas unidades. Algumas áreas comuns estão se transformado em espaços
de coworking, por exemplo, transformando apartamentos normalmente destinados ao
zelador neste espaço de uso comum. Outros condomínios vêm criando horários
específicos de obras, com momentos de silêncio pleno. “O que o
síndico deve fazer é orientar e cumprir a regra do bem-estar entre todos”,
completa Juliana.
Sindicompany

Nenhum comentário:
Postar um comentário