Especialista
explica como a ciência de dados pode ser fundamental para gestão de equipes.
O ano de 2021 começou carregando todas as
diferentes mudanças de 2020, tendo o crescimento digital como uma de suas
principais marcas. Porém, muitas empresas enfrentaram dificuldades nas
adaptações com o home office. “Houve diferentes aspectos que dificultaram a
vida dos gestores. Entre eles a necessidade de home office, o novo foco no
mercado digital e a gestão das equipes trabalhando em diferentes canais”,
avalia a psicóloga do trabalho da MAPA, Nayara Teixeira.
A especialista afirma que as dificuldades com a
equipe remota são muitas: os gestores precisam lidar com as múltiplas
personalidades de longe, o que dificulta o relacionamento. Segundo um estudo da
The Corporate Leadership Council, 50% das contratações externas falham,
inclusive para cargos de liderança.
“Pense, se fosse possível contabilizar os prós e
contras de cada relação e analisar números que indicam como agir em algumas
situações, seria mais fácil, certo? A resposta a esse questionamento é o que se
propõe na ciência de dados”, diz Nayara.
De acordo com o relatório State of the Workplace
Report, realizado pelo Gallup Institute, 85% dos profissionais no mundo não
estão engajados em seus ambientes de trabalho. “É muito difícil compreender
100% da mente humana. Cada pessoa possui suas características, pontos fortes e
dificuldades. Mas através do entendimento psicológico, aliado a testes
competentes, conseguimos externar alguns desses aspectos e colocá-los de forma
prática para o gestor”, pontua a psicóloga.
Ela complementa falando um pouco sobre o funcionamento
da maioria dos testes. “É necessário ter embasamento, ter entendimento do
comportamento humano para desenvolver um teste. Precisamos, de maneira simples,
buscar entender aspectos que definem um funcionário para determinada função, os
aspectos que definem um bom líder em determinado segmento. Além de linkar esses
aspectos a perguntas que irão contabilizá-los”.
Nayara explica que, quando consideramos os aspectos
interpessoais da liderança, eles podem ser diferenciados entre objetivos e
subjetivos. As contingências objetivas dizem respeito a aspectos como o tipo de
organização, o campo de trabalho, o nível organizacional, a composição do grupo
de trabalho, dentre outros.
Já as contingências subjetivas podem estar contidas
na cultura organizacional e na avaliação do líder pelos subordinados. “Ao
agregar todas essas variáveis, obtemos um panorama de relações que podem
fornecer insights e informações para sustentar e garantir a qualidade de
processos de seleção e tomada de decisões”, conclui.
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