Equipamentos mais
seguros, econômicos e eficientes substituem ferramenta de limpeza utilizada há
gerações e garantem ambientes devidamente higienizados
Um estudo realizado pela Fundação de Pesquisa para
Saúde e Segurança Social (Fess), em parceria com a Universidade de Barcelona,
mostrou que a limpeza correta dos ambientes é fundamental para eliminar focos
de transmissão de doenças. Segundo o estudo, o banheiro é o local com maior
quantidade de germes em uma casa, o que torna a chamada contaminação cruzada um
perigo que precisa ser evitado.
Seja seco ou umedecido com água e produtos de
limpeza variados, é o pano de chão que costuma arrematar o processo de
higienização de lares e até empresas em todo o Brasil. “Os avanços científicos,
tecnológicos e também das relações de trabalho atualizaram os métodos de se
realizar o asseio, tornando-os mais práticos, seguros e econômicos”, conta
Guedes. Além dos produtos químicos corretos, é necessário que os equipamentos e
materiais de limpeza sejam devidamente empregados, com a técnica adequada.
Quando se trata de limpeza profissional, esse tipo de recurso é ainda mais
ultrapassado. Atualmente, as ferramentas de trabalho dos profissionais de
asseio e conservação são desenvolvidas especificamente para cada uma das
funções desempenhadas no dia a dia. A mudança é tão necessária que o Museu da
Limpeza, que será inaugurado pela Facop em 2021, exibirá o pano de chão entre
as ferramentas históricas da limpeza profissional.
Quais são, então, as alternativas mais seguras e
higiênicas para esse tipo de trabalho? Segundo o biólogo, existem novas
tecnologias e uma das melhores opções é o mop, mais eficiente, ergonômico,
econômico e com um melhor resultado. “O mop é um utensílio desenvolvido para a
limpeza e desinfecção de pisos, composto por um cabo com suporte para um refil,
que pode ser composto por diferentes materiais, formatos e tamanhos, mas, em
geral, feito de tecido capaz de recolher sujidades secas ou com franjas capazes
de reter líquidos, seja para aplicação de produtos de limpeza ou para absorção
de sujidade do ambiente”, explica. Por se tratar de um equipamento criado
puramente para essa finalidade, ele garante a aplicação correta dos produtos de
limpeza, diminui o contato do usuário com esses produtos e traz mais segurança
e agilidade para os processos.
Quando bem utilizado, o mop otimiza o
processo de limpeza e desinfecção e permite redução do desperdício de produtos
químicos. Além disso, também há ganho na produtividade, o que diminui o risco
de lesão por esforço repetitivo ou dores causadas pelo uso do equipamento, por
exemplo.
Como escolher o mop perfeito?
Embora o mop já frequente as prateleiras de
supermercados e lojas de departamento há algum tempo, ainda podem restar
dúvidas sobre seu uso devido à grande variedade de modelos, aplicações e
valores. Guedes explica as diferenças entre os principais tipos de mop
e para que serve cada um deles.
O mop pó é utilizado para a limpeza seca,
sem uso de água ou de produtos químicos, e pode ser encarado como um substituto
para a vassoura. A vantagem desse tipo de ferramenta sobre a vassoura é que seu
refil de tecido tem função eletrostática, ou seja, “retém as partículas de
sujidade soltas, como pó, poeira e outros detritos, evitando que elas fiquem em
suspensão e se espalhem no ambiente”, diz o biólogo. Os refis podem ser lavados
e reutilizados.
Por sua vez, o mop úmido - ou esfregão - é composto,
além do próprio mop, por um balde espremedor. É ali que deve ser colocado o
produto de limpeza para aplicação, seguindo a diluição recomendada pelos
fabricantes. Ele é ideal para aplicar esses produtos de limpeza no piso, de
modo a remover a sujidade que o mop seco não conseguiu retirar. Segundo
Guedes, “esse equipamento proporciona um contato mínimo com o produto químico e
também com a sujidade e é indicado para realizar a limpeza e desinfecção dos
ambientes”.
Outro modelo disponível no mercado é o mop spray,
com um reservatório para produto químico acoplado ao cabo que dispensa esse
produto em direção ao piso. “É um modelo bastante versátil, que pode ser
utilizado em limpezas úmidas pontuais e em áreas pequenas”, finaliza o
especialista.
Passo a passo da limpeza perfeita
A faxina ideal em qualquer ambiente passa por duas
etapas obrigatórias: a limpeza e a desinfecção. Enquanto a limpeza é a
eliminação da sujeira visível, como poeira e manchas, a desinfecção é a
eliminação dos micro-organismos - fungos, vírus e bactérias -, a sujeira
“invisível”. Essa só pode ser realizada com a ajuda de produtos desinfetantes.
“Via de regra, para a limpeza, devemos retirar o pó
utilizando uma vassoura, mop pó ou aspirador. Depois, no balde,
já com um produto químico diluído (detergente ou multiuso), deve-se utilizar o mop
úmido ou mop spray para aplicar este produto no piso. Por fim,
deve-se proceder a desinfecção, repetindo o passo anterior, mas alterando o
produto para um desinfetante e mudando o refil do mop para garantir
que não ocorra a contaminação cruzada”, detalha Guedes.
Fundação do Asseio e Conservação, Serviços
Especializados e Facilities (FACOP)

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