Especialista explica como funciona o procedimento que utiliza, de
uma única vez, implantes de silicone e lipoenxertia
Consolidado como uma grande potência no mundo das cirurgias plásticas, o Brasil já bateu a marca de 1,2 milhão de procedimentos realizados, por ano, segundo dados da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS). E na primeira posição do ranking de intervenções cirúrgicas estéticas mais populares está a mamoplastia de aumento, com uma fatia de quase 16% do total de procedimentos feitos no país.
De acordo com o cirurgião plástico, Dr. Rafael Werneck, uma tendência cada vez mais comum entre as técnicas utilizadas para realizar este procedimento é a que associa o implante de próteses mamárias com a lipoenxertia, ou enxerto de gordura. “O procedimento é conhecido como mamoplastia híbrida e tem como objetivo o aumento de volume e formato das mamas, de modo que fiquem o mais natural possível”, conta o cirurgião.
Werneck explica que esta técnica é um pouco mais complexa porque utiliza, no mesmo procedimento, além da prótese de silicone escolhida por médico e paciente, a transferência de gordura lipoaspirada de outras partes do corpo da própria paciente, a fim de facilitar a modelagem da mama e a aparência de seios naturais. “A gordura que será reimplantada na mama é preparada antes, para que seja eliminada qualquer impureza e só depois é enxertada no local”, afirma.
A mamoplastia híbrida é também é comumente utilizada em casos de pacientes que precisam fazer uma reconstrução mamária, segundo conta o cirurgião plástico, que ainda faz uma ressalva. “Utilizamos a prótese mamária nesse procedimento porque apenas com a lipoenxertia não se consegue a projeção ideal, já que o corpo adere a boa parte dessa gordura reimplantada. Por isso, para que a paciente atinja o volume desejado pode-se optar por determinadas próteses ou aumentar a quantidade de gordura transferida em mais de um procedimento”, conclui.
Dr. Rafael Werneck –
Cirurgião Plástico. Graduado em medicina pela Universidade Federal do Paraná
(UFPR), com residência em cirurgia plástica na Universidade Federal de São
Paulo - Escola Paulista de Medicina (UNIFESP-EPM). É membro da Sociedade
Brasileira de Cirurgia Plástica e faz parte do grupo de estética facial do
Hospital São Paulo (HSP), pertencente à Universidade Federal de São Paulo
(UNIFESP). @plastica.werneck
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