A campanha Julho Laranja foi idealizada com o intuito de chamar a
atenção de toda a sociedade sobre a importância do tratamento ortodôntico
precoce, para prevenir problemas de oclusão, ou seja, de posicionamento dos
dentes e ossos maxilares. Muitas complicações ortodônticas podem ser evitadas
se identificadas e tratadas precocemente.
A ortodontia preventiva é o tratamento ortodôntico realizado em
crianças, em geral, a partir dos 6 anos de idade aproximadamente, dependendo do
caso. Hoje em dia, com os avanços da odontologia, mesmo a criança que está na
fase de dentição mista - ou seja, com dentes de leite e permanentes - pode usar
aparelho ortodôntico, como explica a ortodontista Fernanda Baboni. “Os
alinhadores invisíveis podem ser usados desde quando o paciente está trocando
os dentinhos. Isso é muito positivo, porque o aparelho vai orientar os dentes
permanentes que estão nascendo, para que já se estabeleçam na posição correta”.
Vale lembrar que esse tipo de aparelho foi liberado para crianças no início
desse ano, no Brasil.
Iniciar o tratamento ortodôntico e/ou ortopédico precocemente só
traz vantagens para a criança. “Como a criança ainda está se desenvolvendo, se
o ortodontista intervém nessa fase, pode fazer um redireccionamento para a
posição correta dos ossos da face e dá melhorias no posicionamento dos dentes,
evitando a necessidade de tratamentos mais agressivos no futuro”.
“O aparelho pode ajudar a criança a desenvolver a fala, já que dentes
apinhados prejudicam a dicção e até melhorar a mastigação, quando corrige a
mordida. Ou seja, a ortodontia impacta diretamente na qualidade de vida da
criança, em questões como comunicação, autoestima e até a nutrição”, comenta a
especialista.
Além disso, de acordo com ela, o tratamento também pode ser necessário
para crianças que cultivaram o hábito de chupar a chupeta e o dedo e acabaram
ficando com o céu da boca constrito por esse motivo. “Temos até pacientes que
deixam de chupar o dedo por causa do aparelho, portanto, ele também ajuda a
criança a abandonar esse tipo de prática indesejável”.
Fernanda ressalta que a criança deve começar a ser levada ao dentista
desde o nascimento do primeiro dente. “A partir disso, é preciso continuar com
as consultas periódicas para que o profissional possa diagnosticar e tratar
qualquer caso necessário”, finaliza.

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