Comportamento
inadequado é a causa de 9 em cada 10 demissões, de acordo com a consultoria
global de recrutamento Page Personnel.
O sucesso na carreira não depende exclusivamente de
competência técnica e um currículo qualificado. Na era dos exageros, nunca fez
tanta diferença a etiqueta na vida dos profissionais. Mil mensagens, o celular
que “apita” sem parar. Nos restaurantes, em refeições de negócios ou não, eles
já quase fazem parte dos itens da mesa. Isso, porque ao invés de ficarem
devidamente guardados, eles, os smartphones, ficam ali, expostos, bem ao lado
do prato.
Pessoas que atropelam umas às outras, todas
querendo falar ao mesmo tempo, mas ninguém pára e escuta. Nas reuniões todos
falam juntos. Às vezes me pego pensando onde ficou aquele velho e bom ditado
que diz: - “Quando um burro fala o outro abaixa a orelha?”.
Fotos para tudo e de tudo. O divã mudou de lugar e
agora está no face e no instagram trazendo declarações inoportunas e fora do
contexto, virou o pombo correio da modernidade.
Uma pesquisa recente realizada pela consultoria
global de recrutamento Page Personnel apontou que 90% dos funcionários são
demitidos por conduta inadequada. Agora vamos parar e pensar: O sujeito estuda
anos da vida, se dedica e por sua conduta está sendo demitido? O que está
faltando? A lacuna está na velha e boa educação, na ausência dos bons modos.
São regras simples, passadas na infância, mas que
valem para a vida inteira, inclusive para o corporativo: cumprimente as
pessoas, peça por favor, sente bem à mesa e não golpeie a pessoa que está ao
seu lado com o cotovelo. São atitudes que nem mesmo parecem terem de ser
relembradas, de tão óbvias, mas que continuam recheando a lista de gafes. Por
exemplo, não se coloca guardanapo na cabeça, ele pertence a mesa. E outra que
demostra boa educação, o mais velho sempre terá a preferência na hora de se
sentar, pedir e se servir. Mas isso não seria um exagero? Não, senhores, à mesa
você conhece muito sobre uma pessoa e não é a toa que muitas empresas fazem a
entrevista de trabalho no restaurante ao invés de salas de reunião
tradicionais.
Aos profissionais está faltando autoconhecimento em
um nível mais profundo. Entender suas debilidades e saná-las. Isto é,
inteligência emocional. Falta despertar para entender que hoje em dia, já caiu
por terra o mito de que a etiqueta é uma frescura ou “coisa da minha vó”. Vai
além, pois quando se está representando uma empresa, o profissional carrega o
sobrenome corporativo e, qualquer coisa que faça, para bem ou para mal, vai
refletir diretamente na imagem dessa empresa.
Quanto tempo leva para se formar uma primeira
impressão a respeito de alguém? Apenas 5 segundos, menos do que um piscar de
olhos para já formar uma ideia a respeito de quem nos foi apresentado. A
imagem pessoal, forma como está vestida e postura são responsáveis por 60% da
construção dessa percepção.
Sendo assim, a linguagem corporal em conjunto com a
imagem formam uma dupla que pode te levantar ou derrubar, uma vez que pesquisas
apontam que mudar essa primeira impressão, requer tempo e muito trabalho.
Considerando a velocidade que o mundo anda e em que decisões são tomadas, pode
ser tarde demais. Desculpe Sr. Fulano de Tal, mas fechamos negócio com o Sr.
Melhor Bem Vestido e que tinha a coluna reta e o peito para fora, demonstrando
confiança. Agora eu pergunto para você: - A etiqueta pode ou não interferir na
sua carreira?
Fabi Calvo - Master em Etiqueta e Boas Maneiras
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