Segundo a
psicóloga Fernanda Tochetto, não saber administrar direito as horas do dia pode
fazer com as que as pessoas deixem de reallizar tarefas imprenscindíveis aos
seus objetivos
No filme o Feitiço do Tempo, o protagonista
surpreende-se preso em uma armadilha temporal: um mesmo dia começa a se
repetir. O que no início se mostra como algo até libertador - nunca ter de
prestar conta dos atos - transforma-se paulatinamente na mais perversa das
penitências. O protagonista é forçado, então, a refletir sobre sua existência,
aproveitando melhor o tempo que está sendo obrigado a reviver. Ao fazê-lo,
liberta-se do castigo, e, finalmente, vê nascer um novo dia.
Entre outra reflexões, o filme traz à tona a
importância do ser humano saber lidar com as acontecimentos para extrair deles
o melhor resultado possível. Nesse sentido, a psicóloga Fernanda Tochetto dá
algumas orientações para quem se mostra angustiado com as tarefas do dia a dia,
por ter pouco tempo para levá-las a cabo, ficando sempre com a sensação de que
algo está por faltar.
Segundo a psicóloga, o primeiro passo no intuito de
acabar com essa agonia é prestar bastante atenção no próprio cotidiano, a fim
de entender o que realmente está tirando foco das atividades essenciais.
“Monitore-se, desde a hora que acorda, até a hora que vai dormir. O ideal é
fazer isso durante uma semana inteira”, destaca.
Um dos modos de tornar mais prático esse
monitoramento é através de uma agenda (as novas tecnologias podem ajudar aqui).
Nela, deve-se colocar todas as atividades realizadas durante o dia, assim como
o tempo gasto com cada uma, sempre tendo em vista quais são as prioridades.
Assim, fica mais fácil perceber se há muitas horas despendidas com atividades
que não são tão importantes assim.
Após mapear e encontrar o problema, parte-se para a
próxima etapa, que é, segundo Tochetto, programar o funcionamento, de maneira
ideal, da rotina, traçando o passo a passo para aproveitar do modo mais
eficiente as 24 horas do dia. Assim, é possível que as pessoas se deem conta de
que algumas atividades podem facilmente ser descartadas, já outras,
imprescindíveis, estão sendo mal administradas.
Um modo de otimizar as tarefas essenciais é dividir
sua realização em etapas, fazendo um pouco a cada dia. Caso isso não seja
possível, pense em delegá-las a outros. Conforme a psicóloga, algumas pessoas
têm dificuldades em fazê-lo, por tenderem à centralização, acreditando que
apenas se feitas por elas as atividades surtirão o efeito desejado. “Achar que
só você é capaz de fazer o que precisa ser feito limita o crescimento e as
oportunidades”, afirma Tochetto.
Entre as atividades que são essenciais para sua
rotina no trabalho ou dentro de casa, determine as prioritárias. Ante isso,
estabeleça prazos de entrega. Obviamente, as tarefas mais importantes deverão
ser cumpridas antes das menos importantes. Para não se esquecer o prazo e a
atividade prioritária, lembretes pela casa, por exemplo, podem ser de muita
utilidade. Estabelecer recompensas também é um artifício que pode ajudar no
cumprimento das atividades dentro do prazo estipulado.
Para que as atividades necessárias a um
aproveitando mais eficaz do dia sejam colocadas em prática nos prazos
estabelecidos é imprescindível a manutenção do foco. Assim, todo estímulo que
dispersa do objetivo principal deve ser detectado e eliminado. “Acabamos por
não perceber o que está acontecendo ao nosso redor, aquilo que nos tira o foco.
A internet, por exemplo, nos chama, seus conteúdos nos prendem a todo o
momento”, explica Tochetto.
Diante das constantes diversões que permeiam o
cotidiano, é preciso resistir à tentação de postergar a atividade essencial e
começar a fazer outra coisa menos útil. De acordo com a psicóloga, isso pode se
tornar um péssimo hábito que destrói a performance do indivíduo. “Ele começa a
deixar para amanhã, mas o amanhã nunca chega e vira procrastinação, acúmulo de
tarefas que a pessoa não consegue mais dar conta”, diz.
Nesse sentido, outra ação que pode ter o mesmo
efeito a também deve ser evitada, segundo Tochetto, é estabelecer exceções às regras,
permitir a realização de atividades que não fazem parte do cronograma e que
podem não ter uma resolução a curto prazo, tornando mais difícil alcançar o
objetivo primordial. “Tal ação pode destruir equipes, negócios e metas”, afirma
a psicóloga.
Por fim, a pessoa que deseja utilizar melhor o seu
tempo, não pode subestimar o poder do descanso. Seja durante o trabalho,
materializado em uma pausa para o café ou para fazer um lanche. Seja após um
dia árduo de trabalho, através de práticas esportivas ou outras atividades de
lazer, como ver um filme com a família.
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