A
nova febre entre crianças e adultos do mundo todo é o jogo
virtual Pokemon Go, no qual é preciso sair de casa com os celulares
em mãos para “caçar” os bichinhos virtuais não estimula habilidades
como raciocínio lógico, planejamento de resolução de problemas reais
e nem mesmo criatividade para jogá-lo, segundo psiquiatra do HC
Adorados por
muitos, repudiados por outros, é inegável que o jogo tem tirado famílias de
dentro de casa e feito a criançada trocar o sofá pelo parque. O
grande segredo do sucesso do jogo é justamente o fato de combinar personagens
infantis com a realidade, mas engana-se quem acha que ele foi feito para os
adultos. Segundo o Dr. Diego Tavares, psiquiatra e pesquisador do programa
de transtornos afetivos (GRUDA) do Hospital das clínicas da USP,
o Pokemon Go não requer nenhum tipo de habilidade adulta. “Não
estimula habilidades que adultos deveriam ter como raciocínio lógico,
planejamento de resolução de problemas reais e nem mesmo criatividade
para jogá-lo. Um jogo que envolve o treino de problemas reais envolvendo interações
entre pessoas e questões bem mais complicada como lidar com
frustração, controlar a impulsividade, saber a hora de desistir de um projeto,
entre outras questões seria muito bem vindo e ajudaria adultos
a desenvolverem habilidades que lhes seriam úteis”, explica o médico.
Para Dr.
Diego Tavares, a febre do jogo ocorre porque ela resgata a fantasia da criança
que existe dentro de cada adulto, em especial nos “kidults”, ou seja, nos
adultos que desejam trazer de volta elementos da infância em busca de
felicidade. Daí a procura pelo conforto dos referenciais nostálgicos
e da diversão de quando se era apenas uma criança e a vontade louca de
caçar um Pikachu. “É preciso lembrar que a geração adulta de hoje foi a
que assistiu ao desenho Pokemon e, com as tecnologias que trazem para
o mundo quase real – já que não deixa de ser virtual – o que só
ocorria na fantasia da animação, o jogo se torna um grande
sucesso na faixa etária acima de 21 anos”.
Mas o jogo
não é de todo ruim. Muitos hospitais tem utilizado o aplicativo para tirar
crianças doentes dos leitos e fazê-los caminharem pelos corredores buscando
pokémons, "tudo isso é muito útil quando utilizado de forma segura e
controlada e visando o uso terapêutico destes aplicativos", comenta o
médico.
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