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sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Glúten x saúde dos cabelos e da pele




Muitas pessoas não associam a doença celíaca às quedas capilares e outras alterações dermatológicas. Se você tem restrições quanto ao glúten, fique atento também a saúde de seu cabelo. Está caindo? Perdeu volume dos cabelos? Está ressecado, frágil ou diminuiu o crescimento?

A doença celíaca afeta pessoas que têm restrições ao glúten, cuja ingestão prejudica não apenas a pele, mas também os cabelos, favorecendo a queda capilar. “Pode ocorrer nesses pacientes, com maior frequência do que na população normal, tanto o eflúvio telógeno (queda difusa do cabelo), por alguma deficiência nutricional causada pela alteração da parede intestinal devido à presença do glúten, quanto a alopecia areata (popularmente chamada de pelada, placas de alopecias no couro cabeludo), de origem autoimune”, explica a dermatologista especializada em cabelos, Dra. Inaê Cavalcanti.

A doença celíaca até pouco tempo atrás era considerada rara. Seus sintomas muitas vezes eram graves e afetava principalmente as crianças. Nas últimas décadas, porém, essa doença se tornou comum, atingindo cerca de 2% da população mundial. Atualmente, a doença celíaca pode começar na fase adulta e ter quadros clássicos, como diarreia, desnutrição e fezes gordurosas. Podem ocorrer também sintomas extraintestinais (no pâncreas, mucosas e na pele). Outras vezes o quadro pode ser leve, no qual as pessoas ignoram os sintomas.

A inflamação do glúten no organismo provoca danos a outros tecidos do corpo. Há pouco tempo foram publicadas pesquisas italianas que comprovam a ligação da doença celíaca com a queda capilar. “Isso porque ambas têm origem autoimune (desregulação de linfócitos T); e a alteração da permeabilidade da mucosa intestinal nos intolerantes ao glúten leva ao aumento na absorção de várias substâncias (antígenos), capazes de desencadear uma reação imunológica, causando a alopecia areata (formação de anticorpos com a capacidade de destruir o folículo piloso)”, explica Inaê. Pode ocorrer nesses pacientes, com maior frequência que a população normal, tanto o Eflúvio Telógeno (queda difusa do cabelo) por alguma deficiência nutricional causada pela alteração da parede intestinal devido a presença do glúten quanto a Alopecia Areata (popularmente chamada de pelada, placas de alopecias no couro cabeludo) de origem auto-imune.  Na população normal, a incidência é em torno de 0.7-1% e nos celíacos sobe para 3.8% de casos dessa alopecia.

Hoje se estuda a ligação que a doença celíaca tem com a alopecia areata. Acredita-se que as pessoas que já tenham probabilidade de desenvolver essa doença precisam ter uma alimentação que exclua o glúten das refeições.

O trigo comercializado hoje é um trigo irradiado q escapa da classificação de transgênico pq não foi modificado por inserções em seu DNA. Esse trigo irradiado é muito inflamatório para o intestino.  Essa inflamação aumenta a permeabilidade das vilosidades do intestino permitindo a entrada de mais alergenos. Em indivíduos geneticamente predispostos ocorre auto imunidade a uma das partes do glúten: Gliadina. Que é a doença celíaca ...

Celíacos expressam muitas X essa autoimunidade na forma de lesões de pele: dermatite herpetiforme. Indivíduos com anticorpos alérgicos igE ao glúten mas q não tem a autoimunidade grave celíaca são os sensíveis ao glúten. Esses tem piora das doenças inflamatórias da pele como psoríase dermatite ATOPICA aftas púrpuras (pequenos sangramentos tipo "sarampo"). Tem gente q não é celíaco nem alérgico , são os indivíduos comuns. O glúten é do grupo dos alimentos de alto índice glicêmico: produz picos de glicose no sangue. A glicose em pico libera muita insulina, essa liberação intermitente e elevada cronicamente favorece a aversão a absorção da glicose nos órgãos (a tal da resistência periférica à insulina) q pode evoluir pra  diabetes tipo II.  Mas pra glicose entrar na parede do vaso sanguíneo ela não precisa de insulina. O excesso de glicose em picos no endotélio dos capilares sanguíneos (parede das artérias) produz aterosclerose e radicais livres.

É esse o estrago final do glúten. Comprometendo a boa nutrição e irrigação de todos os órgãos q se renovam como pele, unhas, cabelo, a produção de colágeno. O processo inflamatório gerado pelo glúten modificado q ingerimos hoje afeta tudo inclusive muito estudado no sistema nervoso central implicando em doenças demenciais. Todas essas etapas tem estudos se o pessoal desejar..

Dra. Inaê Cavalcanti – dermatologista especializada em cabelos da DOM Medicina Personalizada Graduada em Medicina pela Faculdade de Medicina da USP; Especialização em Dermatologia com residência médica no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP; Membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia; Membro da Academia Brasileira de Estética; Membro da Sociedade Brasileira de Laser em Medicina e Cirurgia e Membro da Pós-Graduação da IAT (International Association of Trichologists).

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