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quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Cães e gatos podem ser doadores de sangue





 
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Os animais podem ser heróis por um dia realizando doação de sangue para os outros que precisam




Assim como o ser humano, os cachorros e gatos podem ser doadores de sangue. Hoje essa prática vem se tornando muito comum e salvando diversas vidas. Porém, essa ação ainda não se tornou uma prática entre os tutores dos animais e quando um pet chega ao veterinário necessitando da doação, não há bolsas de sangue suficiente para salvá-lo.

A fim de evitar essa cena trágica para o mascote e sua família, os passos para ser um doador são fáceis, de acordo com a Dra Bianca Pechinin, médica veterinária da Chanelle Pet Boutique, os pets precisam preencher os seguintes requisitos: No caso dos cães, precisam ter o peso maior ou igual a 25 quilos, estar saudável, ser dócil, pois não se recomenda a sedação. Não podem ser obesos. Quanto as fêmeas, não podem estar no cio ou prenhe. Ter entre 1 a 8 anos de idade, com vacinação e vermifugação em dia e não ter realizado transfusão anteriormente. Para os gatos, os requisitos são: ter o peso maior ou igual a 4 quilos e meio e estar saudável. Eles são sempre sedados durante os procedimentos, pois dificilmente eles ficam quietos. Não podem ser obesos. E no caso das fêmeas, não podem estar no cio ou prenhe. É necessário ter entre 1 a 8 anos de idade, estar vacinado e vermifugado. Um detalhe importante é que o gato não pode ter realizado transfusão anteriormente.

Para a realização do procedimento da doação, a Dra. Bianca explica que é coletada uma amostra de sangue do doador, onde serão realizados os exames: com hemograma, teste para erliquiose, dirofilariose, doença de Lyme, anaplasmose, brucelose e leishmaniose, no caso dos cães.  Os exames para os gatos são: hemograma e sorologia para o vírus da leucemia felina (FELV) e para o vírus da imunodeficiência felina (FIV). Em alguns casos, se o receptor já recebeu alguma doação antes será realizado também o teste de compatibilidade sanguínea. Após a confirmação do estado de saúde do doador, o mesmo é acomodado em um ambiente calmo e tranquilo onde será realizada a tricotomia que é a raspagem dos pelos na região do pescoço. Com o auxilio de uma agulha será feita a coleta pela veia jugular do sangue. É um procedimento rápido e pouco indolor. Após a doação, os cães são liberados para casa e já podem se alimentar normalmente, porém, os gatos precisam esperar passar o efeito da sedação e assim serão liberados.

Com uma quantidade grande de sangue estocado mais animais poderão ser salvos. Os tutores dos cães e gatos que realizarem a doação precisam ir à busca de um veterinário de confiança e que já conheça a sua clínica, pois assim é garantido que os pets não adoecerão desde que o procedimento seja feito de forma correta. A tecnologia é uma grande aliada nesse benefício para salvar vidas, pois ela permite transformar uma bolsa de sangue em outras três: uma com concentrado de plaquetas, outra com concentrado de hemácias e a com plasma. O tempo de conservação e estocagem desse material aumentou e pode variar de 21 dias a um ano.

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