Pesquisar no Blog

terça-feira, 21 de abril de 2026

Cidade de São Paulo ganha mais uma Arte Urbana, de proporções gigantes, que poderá ser vista por 400 mil pessoas diariamente

 


Mural de 26m x 8m, do artista italiano Edoardo Ettorre, será inaugurado na próxima terça-feira, dia 21, às 15h, na Mooca

 

 Obra “Acolhida” integra as comemorações dos 30 anos do Arsenal da Esperança

 

Como parte de uma série de ações comemorativas dos 30 anos do maior centro de acolhimento da cidade de São Paulo - o Arsenal da Esperança -, inaugura nessa terça-feira, 21, às 15 horas, a arte urbana ‘Acolhida’, do artista italiano Edoardo Ettorre, que poderá ser vista por quem passa pela zona Leste.

 

Com dimensões de 26m de largura por 8m de altura, o gigantesco mural será instalado na área externa do Arsenal da Esperança, e poderá ser visto por cerca de 400 mil passageiros/dia que utilizam a Linha 10-Turquesa da CPTM, no trecho entre as estações Brás e Juventus-Mooca, segundo dados do Estadão Mobilidade (2025).

 

A obra, criada em em parceria com o Instituto Italiano de Cultura de São Paulo, retrata um homem em situação de rua que, sentado no chão, é ajudado a se levantar por outra pessoa que lhe estende a mão. O gesto, simples e direto, sintetiza o conceito de acolhimento e simboliza o trabalho cotidiano do Arsenal da Esperança: apoiar, erguer e reconstruir vidas.

 

A cerimônia de inauguração (dia 21) será no Salão Vida Fraterna do Arsenal da Esperança (Rua Dr. Almeida Lima, 900, Mooca). Estão previstas as presenças do diretor do Instituto Italiano de Cultura de São Paulo, Lillo Guarnieri; da produtora e curadora Giulia Lavinia Lupo (She Wolf by Giulia); além do artista Edoardo Ettorre, que está no Brasil especialmente para a realização do projeto; e do padre Simone Bernardi, diretor do Arsenal. Após a cerimônia, os convidados seguirão até a plataforma (com acesso pelo Museu da Imigração).

 

“Mais do que uma intervenção artística nos muros do Arsenal, essa grande obra retrata nossa missão, iniciada há 30 anos, dedicada ao acolhimento, à dignidade humana e que tem as portas abertas 24 horas para quem precisa recomeçar”, ressalta o diretor do Arsenal, padre Simone Bernardi.

 

Maior centro de acolhida da cidade de São Paulo, que atende diariamente 1.200 homens em situação de vulnerabilidade social, o Arsenal da Esperança realiza uma série de ações educativas, culturais e de capacitação profissional voltadas à geração de renda e à construção de novas perspectivas de vida para restaurar a autoestima, promover dignidade e criar oportunidades reais de transformação. A instituição soma dezenas de prêmios por sua atuação social, inclusive o Salva de Prata (4/12/2024), maior honraria da Câmara Municipal de São Paulo.

 

Mais informações sobre o Arsenal da Esperança - Facebook / Instagram / YouTube

 

Serviço

Inauguração do Mural Artístico “Acolhida”

Quando: Terça-feira, 21 de abril, a partir das 15h

Local: Arsenal da Esperança - Rua Dr. Almeida Lima, 900, Mooca

Curadoria de Giulia Lavinia Lupo

Realização em parceria com: Instituto Italiano de Cultura de São Paulo


Critérios de compra de imóveis mudam no Brasil com prioridade para rotina e bem-estar

Envato

Estudos mostram consumidor mais exigente; especialistas apontam mudanças estruturais na decisão de compra


O comportamento do comprador de imóveis no Brasil passa por uma transformação relevante, sustentada por dados. Segundo o estudo Moradia do Amanhã – Compra, do DataZAP, braço de inteligência imobiliária do Grupo OLX, o perfil predominante hoje é de homens de cerca de 47 anos, classe B, que vivem com a família. Além disso, trata-se de um consumidor cada vez mais exigente: 41% afirmam intenção de compra nos próximos dois anos, enquanto 80% ainda fazem questão de visitar o estande antes de fechar negócio.

A mudança vai além do perfil demográfico e atinge diretamente os critérios de decisão. A localização e a segurança seguem como diferenciais relevantes, mas atributos como sustentabilidade, mobilidade, áreas verdes, acessibilidade e lazer ganham protagonismo, sinalizando uma busca crescente por qualidade de vida. Nesse cenário, as empresas incorporadoras e construtoras também passam a pesar mais na escolha, reforçando a importância da reputação e confiança.

O setor vive um momento positivo. De acordo com o indicador ABRAINC-Fipe, o mercado imobiliário mantém ritmo de crescimento, enquanto 78% das lideranças acreditam em um desempenho ainda melhor nos próximos 12 meses, segundo levantamento da Brain Inteligência Estratégica em parceria com o GRI Club.


Mais exigente e mais racional, mas ainda emocional

Na avaliação do Gerente Comercial de Produto da GT Building, Marcos Pires, o consumidor atual está mais exigente e, por consequência, mais racional. “Hoje, ele pesquisa, compara e entende melhor o que está comprando. Mas a emoção continua presente. A diferença é que ela precisa fazer sentido dentro de uma escolha mais consciente”, afirma. Esse movimento indica uma decisão de compra mais equilibrada, em que o cliente não abre mão da identificação com o projeto, mas exige coerência entre proposta e entrega. “Existe conexão com o conceito, mas também uma leitura clara de valor”, completa.


Qualidade de vida supera preço como fator decisivo

Se antes o preço era o principal filtro, hoje ele atua mais como um validador da escolha. A qualidade de vida passou a ocupar o centro da decisão.

“A localização continua sendo o ponto de partida, mas o cliente quer entender como o imóvel impacta a rotina dele. Mobilidade, proximidade de serviços, dinâmica familiar, tudo isso pesa diretamente”, explica o especialista. Na prática, empreendimentos capazes de traduzir conforto, praticidade e eficiência no dia a dia tendem a se destacar, mesmo em momentos de maior exigência financeira.

Outro vetor relevante é o propósito. Mais do que um conceito aspiracional, ele passa a ser percebido na experiência real do morador.

“O cliente busca um imóvel que faça sentido para o momento de vida dele. Quando o projeto entrega isso de forma concreta, o propósito deixa de ser discurso e passa a ser vivido”, destaca. Essa lógica impulsiona projetos voltados para a vida em família, com soluções que impactam diretamente o cotidiano e elevam a percepção de valor.


Funcionalidade lidera preferências

Entre os atributos mais valorizados, a funcionalidade das plantas aparece como principal destaque. Ambientes bem resolvidos e com uso inteligente dos espaços são decisivos na escolha.

Na sequência, ganham força elementos de bem-estar, como iluminação e ventilação natural, além de conforto térmico e acústico — aspectos diretamente ligados à experiência diária dentro do imóvel. As áreas comuns permanecem relevantes, mas sob um novo olhar: o consumidor prioriza o que de fato será utilizado, em vez de estruturas muito grandes e, por vezes, desnecessárias.


Novo perfil pressiona mercado e redefine estratégias

O perfil do comprador também se diversifica e se renova. Embora o recorte majoritário ainda aponte para um público mais maduro, cresce a presença de clientes mais jovens, conectados e informados, com maior repertório e referências globais.

“É um cliente que valoriza conceito, arquitetura e proposta de valor. Ele não busca apenas um imóvel, mas uma solução que dialogue com o seu estilo de vida”, afirma. Para o mercado imobiliário, a leitura desse novo comportamento é estratégica. As incorporadoras passam a ajustar a comunicação, o portfólio e a abordagem comercial, priorizando atributos que vão além de preço e metragem.

“Apesar de o discurso inicial muitas vezes girar em torno de preço ou tamanho, a decisão final costuma ser influenciada pela experiência proporcionada pelo projeto. Quando o cliente percebe que o imóvel conversa com a vida dele, a compra acontece. Ele entende o valor do conjunto e não apenas do produto, mas da experiência”, conclui o especialista.

Diante desse contexto, o mercado imobiliário brasileiro caminha para uma nova fase, em que dados, comportamento e proposta de valor convergem para um mesmo ponto: a casa deixou de ser apenas um bem e passou a ser, cada vez mais, uma escolha de vida.

 

Aumento de casos envolvendo Salmonella e resistência bacteriana expõe limites do modelo avicultura atual

Debate realizado no Korin BIO aponta desafios persistentes no controle do uso de antibióticos e destaca impactos além do campo 


O avanço da resistência bacteriana e sua relação com o modelo de produção animal estiveram no centro dos debates do Korin BIO, evento promovido pela Korin, grupo voltado ao agronegócio e à alimentação orgânica. Especialistas alertam que o uso recorrente de antibióticos na cadeia produtiva é um dos principais fatores para o desenvolvimento de microrganismos mais resistentes.

Estimativas globais indicam que a resistência antimicrobiana já está associada a cerca de 5 milhões de mortes por ano no mundo, superando doenças como HIV e malária. Mantido o ritmo atual, esse número pode chegar a 39 milhões de mortes anuais até 2050, ultrapassando os casos de mortes por câncer.

“O fenômeno da resistência bacteriana não ocorre apenas no Brasil, mas sim em todos os países que enfrentam problemas gravíssimos relacionados ao tema”, afirma Luiz Demattê, diretor da Korin Alimentos e Sustentabilidade.

Em locais de grande produção de proteína animal, esses insumos ainda são utilizados não apenas para tratamento de doenças, mas também, em muitos casos, como promotores de crescimento em animais saudáveis. Esse padrão favorece a seleção de bactérias resistentes, que podem chegar aos seres humanos tanto pelo consumo de alimentos quanto pela exposição indireta no ambiente.



Estudo preliminar UNESP

Dados de uma pesquisa da Universidade Estadual Paulista (UNESP), no campus de Botucatu, ajudam a ilustrar esse cenário. O estudo identificou diferenças relevantes na presença e no comportamento de bactérias ao longo da cadeia produtiva, ao comparar sistemas convencionais e modelos livres de antibióticos.

Foram analisadas mais de 2 mil amostras em diferentes etapas - das granjas ao produto final - e mostrou que a Salmonella esteve presente em 14,47% das amostras em sistemas convencionais, índice esperado para esse tipo de produção. Já em sistemas livres de antibióticos, a taxa caiu para 2,22%.

“Nesta pesquisa, observamos uma redução expressiva da presença de Salmonella no sistema livre de antibióticos. É um resultado consistente e que indica como o modelo produtivo influencia diretamente a microbiota”, explica o pesquisador Dr. Fábio Possebon, da UNESP.

Além da incidência, o estudo também avaliou o perfil de resistência das bactérias. Os resultados indicam que, no sistema convencional, há maior presença de microrganismos com resistência a antibióticos relevantes para a saúde humana.“Mesmo quando falamos de bactérias que fazem parte da microbiota, a preocupação está no nível de resistência. Em caso de infecção, o tratamento tende a ser mais difícil”, afirma Possebon.Nesse cenário, os dados reforçam que a resistência bacteriana é um reflexo direto do modelo de produção de alimentos. A evolução desse cenário dependerá, cada vez mais, da capacidade do setor em equilibrar produtividade, segurança e impacto ambiental.
 


Korin


segunda-feira, 20 de abril de 2026

Dados do Ministério da Saúde apontam queda na cobertura vacinal infantil entre 2024 e 2025

Freepik
Especialista do Complexo Hospitalar Santa Casa de Bragança Paulista reforça importância de seguir o calendário vacinal 


Entre os dias 24 e 30 de abril, a Semana Mundial da Imunização chama a atenção para o papel das vacinas na prevenção de doenças e na proteção da saúde pública. 

Nos últimos 50 anos, os imunizantes ajudaram a salvar pelo menos 154 milhões de vidas em todo o mundo, o equivalente a seis por minuto. 

No Brasil, segundados do Ministério da Saúde mostram que a cobertura vacinal segue alta nas primeiras doses aplicadas logo após o nascimento. Em 2025, a BCG atingiu 98,55% e a vacina contra hepatite B, 98,76%. 

Com o passar dos meses, porém, esse índice começa a cair. Entre as vacinas aplicadas antes de 1 ano, a cobertura contra poliomielite ficou em 87,68% e a vacina penta, que protege contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e outras doenças, atingiu 88,12%. A vacina contra febre amarela segue com uma das menores coberturas, com 73,82%. 

O mesmo padrão foi observado em 2024: a cobertura contra poliomielite ficou em 90,54%, a penta registrou 90,35%, enquanto a vacina contra febre amarela manteve baixa adesão, com 73,54%. 

A queda é mais evidente após o primeiro ano de vida, quando entram as doses de reforço. A tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, alcançou 92,66% na primeira dose, mas caiu para 78,02% na segunda. O mesmo ocorre com os reforços contra poliomielite (85,42%) e contra difteria, tétano e coqueluche (86,85%). 

Em 2024, a tríplice viral registrou 95,84% na primeira dose e 80,53% na segunda. Já o reforço da poliomielite ficou em 88,06% e o de difteria, tétano e coqueluche, em 89,07%. 

Para a coordenadora da Pediatria do Complexo Hospitalar Santa Casa de Bragança Paulista, Dra. Amanda Sereno Rahal, os números mostram um padrão já conhecido: o início da vacinação costuma ter boa adesão, mas a continuidade ainda é um desafio. “As vacinas são organizadas em um calendário justamente porque o sistema imunológico precisa de estímulos em momentos diferentes. Quando a criança não recebe todas as doses, ela pode ficar parcialmente protegida”, explica. 

A vacina funciona como um estímulo controlado para o organismo. Ao entrar em contato com uma versão segura do agente causador da doença, o corpo ativa o sistema imunológico e cria uma memória de defesa. Isso permite que, em uma exposição futura ao vírus ou à bactéria, a resposta seja mais rápida e eficaz, reduzindo o risco de complicações e internações. 

Quando as doses são aplicadas no tempo correto, essa proteção se torna mais completa. Além de proteger quem recebe a vacina, a imunização ajuda a reduzir a circulação de doenças na comunidade, diminuindo o risco de transmissão. Esse efeito coletivo é especialmente importante para quem não pode se vacinar, como recém-nascidos, idosos e pessoas com a imunidade comprometida. 

Apesar dos benefícios já comprovados, ainda há desinformação que interfere na adesão. “Muitos mitos ainda circulam, principalmente nas redes sociais, como a ideia de que vacinas não são seguras ou não são necessárias. Isso não se sustenta. As vacinas passam por testes rigorosos antes de serem aprovadas e continuam sendo monitoradas mesmo após a aplicação na população”, afirma. 

Outro ponto importante, segundo o pediatra, é a importância de manter o calendário vacinal em dia. “As vacinas seguem um cronograma definido, com doses em momentos específicos para garantir a proteção completa. Por isso, é fundamental que pais e responsáveis acompanhem a caderneta e levem as crianças até uma Unidade Básica de Saúde para receber as vacinas nas idades recomendadas”, reforça.

Dados:Link

 

Complexo Hospitalar Santa Casa de Bragança Paulista


Boca como porta de entrada: o elo invisível entre saúde bucal e doenças sistêmicas

Novos estudos reforçam que infecções bucais podem desencadear inflamações sistêmicas e permitir a entrada de bactérias na corrente sanguínea, impactando órgãos vitais 

 

A saúde bucal vai muito além da estética e da região da própria boca. Evidências científicas recentes reforçam um alerta ainda pouco difundido fora da odontologia: problemas dentários e gengivais silenciosos podem estar associados ao aumento do risco de doenças graves, como infarto, AVC e até demência. O conceito de que a boca é uma porta de entrada para o organismo ganha força à medida que estudos reforçam como infecções bucais podem afetar todo o corpo.

De acordo com a dentista e diretora da Neodent, Dra. Priscila Cordeiro, a cavidade oral funciona como um dos principais pontos de contato com o meio externo. “Tudo o que ingerimos passa pela boca e a mucosa bucal é altamente vascularizada. Quando há inflamações, infecções ou feridas, bactérias podem entrar na corrente sanguínea com mais facilidade”, explica. Os microrganismos podem atingir outras regiões do corpo e contribuir para inflamações em vasos sanguíneos, podendo afetar órgãos como o coração e o cérebro. Entre os principais fatores de risco estão as doenças periodontais, como a gengivite e a periodontite, que frequentemente evoluem de forma silenciosa. Sem dor nos estágios iniciais, essas condições podem se transformar em inflamações crônicas relevantes. Além disso, infecções dentárias, normalmente geradas por cáries profundas, e até a perda dentária, também podem ter impacto sistêmico, podendo comprometer a nutrição e a qualidade de vida.

Nesses casos, soluções como os implantes dentários ganham destaque ao possibilitar a reabilitação funcional da mastigação e a preservação da saúde óssea, contribuindo para o equilíbrio do organismo como um todo. “A odontologia moderna oferece soluções cada vez mais integradas, desde tratamentos periodontais até reabilitações com implantes, que contribuem não apenas para a estética, mas para a saúde como um todo”, ressalta a Dra. Priscila.

A relação entre a saúde bucal e as doenças cardiovasculares já é um dos pontos consolidados. Segundo a especialista, a periodontite contribui para um estado inflamatório sistêmico que favorece a formação de placas de gordura nas artérias — processo conhecido como aterosclerose — podendo elevar o risco de infarto e AVC. “Não se trata de uma causa única, mas é um fator de risco relevante e, principalmente, evitável com cuidados diários e acompanhamento odontológico adequado”, destaca.

Outro campo que vem ganhando atenção é a ligação entre doenças bucais e o declínio cognitivo. Estudos recentes indicam que bactérias e mediadores inflamatórios originados na boca podem alcançar o cérebro e contribuir para processos inflamatórios neurológicos ao longo do tempo. Embora ainda esteja em investigação, essa associação acende um sinal de alerta para a importância da saúde bucal na prevenção de doenças neurodegenerativas.


Sinais silenciosos e prevenção

Sangramento gengival, mau hálito persistente, retração gengival, mobilidade dentária e sensibilidade são alguns dos sinais frequentemente ignorados, mas que podem indicar problemas mais sérios. Alterações na posição dos dentes também devem ser avaliadas, pois impactam diretamente a higiene e o equilíbrio da mordida. Para pacientes com aparelhos ortodônticos a atenção deve ser redobrada, já que esses dispositivos exigem cuidados específicos para evitar o acúmulo de placa bacteriana. Nesses casos, alinhadores ortodônticos transparentes são uma alternativa que facilita a higiene e favorece a manutenção da saúde bucal durante o tratamento.

Segundo a dentista especialista em Ortodontia da ClearCorrect, Fernanda Santini, os alinhadores oferecem diversos benefícios “Além de praticamente imperceptíveis, os alinhadores proporcionam mais comodidade no dia a dia e facilitam a higienização bucal quando comparados aos aparelhos tradicionais. Isso permite ao paciente manter seus hábitos de escovação e uso do fio dental com facilidade, favorecendo um tratamento mais equilibrado e com resultados previsíveis”.

A prevenção continua sendo a principal aliada. Hábitos simples, como a escovação adequada, o uso diário do fio dental e as visitas regulares ao dentista, podem evitam o avanço de infecções e o comprometimento de outros sistemas do organismo. O controle de fatores de risco, como o tabagismo e o diabetes, também é determinante.

 

Neodent+

www.clearcorrect.com.br

 

Covid longa em crianças: estudo aponta quatro sinais de alerta e orienta pais sobre prevenção


Pesquisa publicada na revista The Lancet indica que risco pode aumentar a cada nova infecção; especialistas alertam para sintomas persistentes após a doença
 

 

Embora a Covid-19 em crianças seja, na maioria dos casos, leve e de curta duração, pesquisas recentes apontam que a doença pode deixar sintomas persistentes. Um estudo publicado na revista científica The Lancet mostra que a chamada Covid longa em crianças e adolescentes é uma condição real e que o risco de desenvolvê-la pode aumentar a cada nova infecção pelo vírus. 

O alerta ocorre em um momento de alta circulação de vírus respiratórios no país. Uma nova edição do Boletim InfoGripe, da Fiocruz, divulgada no mês de março, aponta aumento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em todo o país. Segundo a análise, o cenário tem sido impulsionado principalmente pelo crescimento das hospitalizações por rinovírus em crianças e adolescentes de 2 a 14 anos e pelo vírus sincicial respiratório (VSR) em crianças menores de 2 anos. 

Nesse contexto, especialistas destacam a importância de atenção aos sintomas e ao histórico de infecções. Diferentemente dos adultos, crianças nem sempre conseguem explicar com clareza o que estão sentindo. O estudo aponta que o risco de complicações aumenta a partir da segunda ou terceira infecção. Assim, mesmo quando a primeira Covid se manifesta apenas como um resfriado leve, uma nova contaminação pode estar associada ao surgimento de sintomas que persistem por meses. 

Alguns desses sinais podem ser confundidos com mudanças de comportamento ou dificuldades escolares. Por isso, médicos orientam que pais e responsáveis fiquem atentos a sintomas que podem indicar a necessidade de avaliação médica: 

·         Cansaço extremo: quando a criança que era ativa passa a ter dificuldade para correr ou brincar como antes.

·         Névoa mental: dificuldade de concentração, esquecimentos frequentes ou queda repentina no desempenho escolar.

·         Dores persistentes: dores de cabeça frequentes ou dores abdominais recorrentes sem causa aparente.

·         Coração acelerado: sensação de batimentos fortes ou falta de ar com esforços leves. 

Outro ponto de atenção é o possível impacto no sistema cardiovascular. “O vírus pode provocar processos inflamatórios no organismo, incluindo inflamação do músculo do coração, chamada miocardite, além de alterações na circulação que nem sempre aparecem em exames comuns. Por isso, se a criança apresentar sintomas persistentes após a Covid, é importante procurar avaliação médica”, afirma Carolina Affonseca, médica pediatra e professora da pós-graduação em Pediatria da Afya Educação Médica.

 

Como reduzir os riscos

A médica reforça que a prevenção e o acompanhamento após a infecção ajudam a reduzir o risco de complicações. Entre as principais orientações estão: 

·         Vacinação em dia: as vacinas reduzem significativamente o risco de formas graves da doença e ajudam a diminuir a probabilidade de complicações prolongadas.

·         Atenção aos sintomas após a infecção: após um episódio de Covid, é recomendado observar a criança nas semanas seguintes. Mudanças no sono, no humor ou na disposição devem ser relatadas ao pediatra.

·         Diagnóstico adequado: atualmente, médicos utilizam questionários clínicos e exames laboratoriais que podem auxiliar na investigação de sintomas persistentes relacionados à Covid.

 


Afya
www.afya.com.br
ir.afya.com.br

 

Hipertensão: nova diretriz brasileira redefine pressão normal e acende alerta para 30% da população adulta

A novidade amplia a zona de risco para milhões de adultos no país, buscando antecipar intervenções e frear o avanço silencioso de uma das principais causas de morte cardiovascular. Especialistas do Hospital Santa Lúcia reforçam a urgência de diagnóstico precoce e da mudança de hábitos



O Dia Nacional do Combate e Prevenção à Hipertensão, celebrado em 26 de abril, traz um tom de urgência para a saúde brasileira: A publicação da 9ª Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial, em setembro de 2025, alterou os parâmetros de diagnóstico da marca historicamente considerada o "padrão ouro", de 120/80 mmHg, que passou a ser classificada como pré-hipertensão. A mudança coloca milhões de brasileiros em uma nova zona de atenção, exigindo uma postura antes que a doença se manifeste de forma grave.

De acordo com dados da pesquisa Vigitel 2025, a prevalência da condição entre brasileiros saltou de 22,6% em 2006 para quase 30% em 2024, acompanhando o crescimento dos índices de obesidade e diabetes no país. Embora 71% dos hipertensos tenham o diagnóstico, apenas 38% conseguem manter o quadro efetivamente sob controle, o que reforça a necessidade de novas estratégias terapêuticas e de conscientização.

A reclassificação dos níveis pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) é uma forma de transformar o comportamento do paciente. "A iniciativa da SBC em reclassificar a PA sistólica de 120 a 139 mmHg e a PA diastólica de 80 a 89 mmHg em pré-hipertensão, consiste na busca de identificar precocemente indivíduos em risco e incentivar intervenções mais proativas para prevenir a progressão para hipertensão arterial”, explica o Dr. Ricardo Cals, cardiologista do Hospital Santa Lúcia Norte (HSLN).

Na prática, pacientes que anteriormente recebiam a notícia de que a pressão "12 por 8" estava normal, agora recebem um sinal de advertência, conforme detalha o especialista. "Quando o paciente é classificado como pré-hipertenso, deve-se acender um alerta, estimulando o engajamento e responsabilidade pessoal, incentivando o indivíduo a ser o protagonista de sua saúde a fim de promover mudanças sustentáveis no estilo de vida e prevenir o surgimento da hipertensão arterial", alerta o médico.



Ameaça silenciosa, impacto global

A hipertensão é frequentemente descrita como uma ameaça silenciosa por sua característica assintomática. Globalmente, a condição atinge 1,4 bilhão de pessoas, mas apenas 23% mantêm a doença sob controle. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a cada hora, mais de mil vidas são perdidas para AVCs e ataques cardíacos causados pela pressão alta, totalizando mais de 10 milhões de mortes anuais.

"A hipertensão é o principal determinante de mortalidade cardiovascular no Brasil e no mundo”, adverte o Dr. Cals. “É uma doença silenciosa, sendo que a sua primeira manifestação clínica pode ser um evento grave, como o AVC e infarto. Por isso, é importante a busca ativa e o diagnóstico precoce".

O avanço da condição no país reflete hábitos da vida moderna. Multifatorial, ela pode envolver desde a genética e o envelhecimento até questões psicossociais e ambientais. Entre os vilões contemporâneos estão a obesidade, o sedentarismo, a alimentação inadequada e o abuso de álcool e drogas. Um ponto de atenção crescente nos últimos anos é o impacto da saúde mental e do descanso na pressão arterial.

"O estresse e a privação de sono exacerbam o sistema nervoso simpático, aumentando a secreção de neurotransmissores como a adrenalina e a noradrenalina, que, consequentemente, causam vasoconstrição e aumentam a pressão arterial", complementa o cardiologista.

O tratamento inadequado ou a falta de diagnóstico podem levar a danos irreversíveis aos chamados "órgãos-alvo". Segundo o Dr. Cals, “a hipertensão arterial não tratada ou tratada inadequadamente, aumenta substancialmente o risco de lesões de órgãos-alvo, podendo causar AVC, infarto, doença renal dialítica, perda visual, dentre outras morbidades".


Checklist de saúde

Para auxiliar a população no manejo da nova diretriz, o especialista sugere um guia didático de monitoramento e prevenção:

  • O objetivo universal agora é manter a pressão arterial abaixo de 130/80 mmHg para todos os pacientes, após o início das intervenções.
  • A verificação deve ser uma rotina. Valores iguais ou superiores a 120/80 mmHg já exigem mudanças imediatas no estilo de vida.
  • Para além do descanso, o sono de qualidade é uma ferramenta de controle da pressão arterial por reduzir a carga de neurotransmissores de estresse.
  • Na alimentação, a redução drástica do sódio e o combate aos ultraprocessados são pilares fundamentais.
  • Atividade física regular é essencial para combater o sedentarismo e a obesidade, dois dos principais gatilhos da doença.


Estrutura de ponta no Distrito Federal

O Hospital Santa Lúcia investe em uma linha de cuidados cardiológicos completa. A infraestrutura inclui a UTI C3 Premium Care, projetada para casos de altíssima complexidade, e o serviço NeuroCardioVascular, que oferece suporte integrado para prevenir e tratar as consequências da hipertensão.

Uma equipe altamente qualificada trabalha o manejo de todos os fenótipos da hipertensão arterial, abrangendo desde os quadros mais leves até os casos de hipertensão resistente. O protocolo de diagnóstico e acompanhamento da instituição fundamenta-se no uso de exames complementares modernos, conduzidos por um corpo clínico especializado em ambientes projetados para oferecer conforto e acolhimento aos pacientes.

“A linha NeuroCardioVascular integra diferentes especialidades para cuidar do paciente de forma completa. Muitas doenças estão interligadas, como a hipertensão arterial sistêmica, que pode ter várias causas. Você sabia que um dos sintomas da hipertensão pode ser a dor de cabeça? E que uma das causas da hipertensão pode ser a obstrução das artérias que irrigam os rins? Quando trabalhamos de forma conjunta, conseguimos identificar melhor essas causas e oferecer um tratamento mais rápido e adequado, melhorando os resultados e a qualidade de vida do paciente”, complementa o cirurgião endovascular Dr. Gustavo Paludetto, coordenador da linha.


Abril Marrom: especialista do CEJAM responde às principais dúvidas sobre a perda de visão na terceira idade

Freepik

O diagnóstico precoce de doenças oculares é um dos principais aliados na prevenção da cegueira e da baixa visão e pode evitar até 80% dos casos de deficiência visual, segundo a Organização Mundial da Saúde. O alerta ganha destaque no Abril Marrom, mês dedicado à conscientização dessas condições.

A campanha reforça a importância do acompanhamento oftalmológico regular, já que muitas doenças evoluem de forma silenciosa, causando danos irreversíveis quando descobertas tardiamente. Embora o tema envolva todas as faixas etárias, o cuidado deve ser redobrado entre a população idosa, uma vez que o avanço da idade aumenta o risco de problemas que afetam a capacidade visual e comprometem a autonomia e a qualidade de vida.

Para esclarecer o tema, o oftalmologista Dr. Luiz G. Caprio, do AME Carapicuíba, unidade da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) e gerenciada pelo CEJAM – Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”, responde às principais dúvidas sobre o tema:
 

A perda de visão faz parte do envelhecimento ou sempre indica doença? 

Algumas alterações são esperadas com o envelhecimento, como a presbiopia, que é a dificuldade para enxergar de perto causada pela perda de flexibilidade do cristalino.

No entanto, qualquer mudança deve ser avaliada por um profissional. Sintomas como perda progressiva da visão, piora em apenas um dos olhos, presença de manchas no campo visual ou redução da percepção periférica não são normais e costumam indicar doenças que exigem diagnóstico e tratamento.
 

Quais são as principais causas de cegueira e baixa visão em idosos? 

As principais causas são catarata, degeneração macular relacionada à idade (DMRI), glaucoma e erros refrativos não corrigidos. Entre elas, a catarata é a mais comum e ocorre quando o cristalino perde a transparência, provocando visão embaçada e maior sensibilidade à luz. Já o glaucoma afeta o nervo óptico, o que leva à perda gradual da visão periférica, muitas vezes de forma silenciosa.
 

Quais fatores aumentam o risco de perda de visão na velhice? 

A idade avançada é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de doenças oculares, especialmente quando associada a hábitos e condições de vida que impactam diretamente a saúde dos olhos. Fatores como tabagismo, consumo de álcool, exposição excessiva à luz ultravioleta, alimentação inadequada e obesidade estão associados a um maior risco de alterações na visão. Além disso, histórico familiar e o uso prolongado de medicamentos, como corticosteroides, também estão relacionados a esses riscos.


Como diabetes e hipertensão afetam a visão? 

O diabetes pode causar retinopatia diabética, condição em que os vasos sanguíneos da retina são danificados, podendo levar a vazamentos, formação de vasos anormais e perda progressiva da visão. A hipertensão também afeta os vasos da retina, provocando alterações na circulação ocular. Quando não controladas, ambas levam a complicações.
 

Quais sinais de alerta não devem ser ignorados? 

Alguns sintomas exigem avaliação imediata, como perda súbita de visão, flashes de luz, aparecimento repentino de “moscas volantes”, dor ocular intensa e sensação de sombra ou “cortina” no campo visual. Esses sinais podem indicar quadros graves, como descolamento de retina ou glaucoma agudo, que também oferecem o risco da perda permanente da visão se não tratados rapidamente.
 

Com que frequência o idoso deve ir ao oftalmologista? 

A recomendação é que pessoas com 65 anos ou mais realizem exames oftalmológicos completos a cada 1 ou 2 anos. Para pacientes com doenças crônicas, como diabetes, ou com fatores de risco, o acompanhamento deve ser mais frequente, conforme orientação médica.
 

Como a baixa visão afeta a autonomia do idoso no dia a dia? 

A baixa visão compromete atividades básicas, como se vestir, se alimentar e se locomover, além de dificultar tarefas mais complexas, como administrar medicamentos e finanças. Também pode aumentar o risco de quedas e favorecer o isolamento social.
 

Qual o principal alerta para idosos e familiares? 

Muitas doenças oculares são silenciosas e evoluem lentamente. Quando os sintomas aparecem, a complicação pode estar avançada. Por isso, não é recomendado esperar sinais para procurar atendimento. O acompanhamento regular é fundamental para o diagnóstico precoce e a prevenção da cegueira.
 

Programa Acompanhante de Idosos e o cuidado com a saúde ocular 

O cuidado com a visão está diretamente ligado à manutenção da autonomia e da qualidade de vida. Nesse contexto, o CEJAM gerencia o Programa Acompanhante de Idosos (PAI), uma iniciativa da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo voltada ao atendimento de pessoas em situação de vulnerabilidade social.

Nas UBSs Vera Cruz, Jardim Maracá e Jardim Comercial, administradas pelo CEJAM em São Paulo, o programa oferece assistência domiciliar personalizada, com apoio às atividades diárias e acompanhamento em consultas e exames. O PAI também contribui para o diagnóstico precoce ao identificar possíveis sinais e sintomas, além de auxiliar aqueles que já apresentam alguma limitação visual.

Com foco na prevenção de quedas e em estímulos cognitivos e motores, atua na manutenção da independência e da capacidade funcional dos idosos. A iniciativa reforça o compromisso do CEJAM com a promoção da saúde e a redução de agravos, especialmente entre populações mais vulneráveis.
  


CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”
@cejamoficial

 

Saiba mais sobre o mal súbito

 

O mal súbito não é uma doença, mas um sintoma de que algo está errado, caracterizado por uma perda repentina de consciência. Segundo cardiologistas do Hcor, as causas mais frequentes são de origem cardíaca, como infarto agudo do miocárdio e arritmias, mas podem variar desde um quadro de desidratação e hipoglicemia, até causas neurológicas, como acidente vascular cerebral (AVC) e convulsões. Pode culminar em morte. 

Ainda de acordo com os especialistas do Hcor, requer uma avaliação médica para atendimento emergencial. Se o indivíduo tem pulso, dois exames podem esclarecer rapidamente a causa: glicemia capilar (para hipoglicemia) e eletrocardiograma de repouso (para localizar sinais de infarto ou arritmia grave). Em caso de infarto, tratamento imediato com aspirina, medicações para dissolver o trombo e cateterismo de urgência. Se for arritmia, drogas antiarrítmicas, após eventual desfibrilação. Para hipoglicemia, aplicação de glicose. 

Os cardiologistas do Hcor ressaltam que tempo médio de recuperação depende muito da causa e da gravidade. Quanto mais rápido o atendimento, maiores as chances de salvar a vida e de uma recuperação posterior.


Hcor


Hipertensão: nova diretriz brasileira redefine pressão normal e acende alerta para 30% da população adult

A novidade amplia a zona de risco para milhões de adultos no país, buscando antecipar intervenções e frear o avanço silencioso de uma das principais causas de morte cardiovascular. Especialistas do Hospital Santa Lúcia reforçam a urgência de diagnóstico precoce e da mudança de hábitos


O Dia Nacional do Combate e Prevenção à Hipertensão, celebrado em 26 de abril, traz um tom de urgência para a saúde brasileira: A publicação da 9ª Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial, em setembro de 2025, alterou os parâmetros de diagnóstico da marca historicamente considerada o "padrão ouro", de 120/80 mmHg, que passou a ser classificada como pré-hipertensão. A mudança coloca milhões de brasileiros em uma nova zona de atenção, exigindo uma postura antes que a doença se manifeste de forma grave.

De acordo com dados da pesquisa Vigitel 2025, a prevalência da condição entre brasileiros saltou de 22,6% em 2006 para quase 30% em 2024, acompanhando o crescimento dos índices de obesidade e diabetes no país. Embora 71% dos hipertensos tenham o diagnóstico, apenas 38% conseguem manter o quadro efetivamente sob controle, o que reforça a necessidade de novas estratégias terapêuticas e de conscientização.

A reclassificação dos níveis pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) é uma forma de transformar o comportamento do paciente. "A iniciativa da SBC em reclassificar a PA sistólica de 120 a 139 mmHg e a PA diastólica de 80 a 89 mmHg em pré-hipertensão, consiste na busca de identificar precocemente indivíduos em risco e incentivar intervenções mais proativas para prevenir a progressão para hipertensão arterial”, explica o Dr. Ricardo Cals, cardiologista do Hospital Santa Lúcia Norte (HSLN).

Na prática, pacientes que anteriormente recebiam a notícia de que a pressão "12 por 8" estava normal, agora recebem um sinal de advertência, conforme detalha o especialista. "Quando o paciente é classificado como pré-hipertenso, deve-se acender um alerta, estimulando o engajamento e responsabilidade pessoal, incentivando o indivíduo a ser o protagonista de sua saúde a fim de promover mudanças sustentáveis no estilo de vida e prevenir o surgimento da hipertensão arterial", alerta o médico.



Ameaça silenciosa, impacto global

A hipertensão é frequentemente descrita como uma ameaça silenciosa por sua característica assintomática. Globalmente, a condição atinge 1,4 bilhão de pessoas, mas apenas 23% mantêm a doença sob controle. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a cada hora, mais de mil vidas são perdidas para AVCs e ataques cardíacos causados pela pressão alta, totalizando mais de 10 milhões de mortes anuais.

"A hipertensão é o principal determinante de mortalidade cardiovascular no Brasil e no mundo”, adverte o Dr. Cals. “É uma doença silenciosa, sendo que a sua primeira manifestação clínica pode ser um evento grave, como o AVC e infarto. Por isso, é importante a busca ativa e o diagnóstico precoce".

O avanço da condição no país reflete hábitos da vida moderna. Multifatorial, ela pode envolver desde a genética e o envelhecimento até questões psicossociais e ambientais. Entre os vilões contemporâneos estão a obesidade, o sedentarismo, a alimentação inadequada e o abuso de álcool e drogas. Um ponto de atenção crescente nos últimos anos é o impacto da saúde mental e do descanso na pressão arterial.

"O estresse e a privação de sono exacerbam o sistema nervoso simpático, aumentando a secreção de neurotransmissores como a adrenalina e a noradrenalina, que, consequentemente, causam vasoconstrição e aumentam a pressão arterial", complementa o cardiologista.

O tratamento inadequado ou a falta de diagnóstico podem levar a danos irreversíveis aos chamados "órgãos-alvo". Segundo o Dr. Cals, “a hipertensão arterial não tratada ou tratada inadequadamente, aumenta substancialmente o risco de lesões de órgãos-alvo, podendo causar AVC, infarto, doença renal dialítica, perda visual, dentre outras morbidades".



Checklist de saúde

Para auxiliar a população no manejo da nova diretriz, o especialista sugere um guia didático de monitoramento e prevenção:

  • O objetivo universal agora é manter a pressão arterial abaixo de 130/80 mmHg para todos os pacientes, após o início das intervenções.
  • A verificação deve ser uma rotina. Valores iguais ou superiores a 120/80 mmHg já exigem mudanças imediatas no estilo de vida.
  • Para além do descanso, o sono de qualidade é uma ferramenta de controle da pressão arterial por reduzir a carga de neurotransmissores de estresse.
  • Na alimentação, a redução drástica do sódio e o combate aos ultraprocessados são pilares fundamentais.
  • Atividade física regular é essencial para combater o sedentarismo e a obesidade, dois dos principais gatilhos da doença.

 

Hospital Santa Lúcia

 

Brasil registra mais de 700 mil novos casos de câncer por ano; cerca de 40% podem ser prevenidos

Oncologista do CEJAM aponta como mudanças de hábitos podem ajudar na prevenção da doença

 

O Brasil registra cerca de 704 mil novos casos de câncer por ano, segundo a estimativa mais recente do Instituto Nacional de Câncer (INCA/Ministério da Saúde) para o triênio 2023-2025. O volume mantém a doença entre os maiores desafios de saúde pública no país, mas há um dado que reposiciona o debate: de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), entre 30% e 50% dos casos podem ser prevenidos com medidas como redução do tabagismo e do consumo de álcool, alimentação mais saudável, atividade física e vacinação. 

“Quando falamos em câncer, muita gente pensa que é sempre genética. Não é. Uma parte importante tem relação direta com fatores modificáveis: tabagismo, álcool, excesso de peso, sedentarismo, alimentação inadequada e exposição solar sem proteção”, afirma a Dra. Laísa Silva, oncologista do Hospital Regional de Assis, unidade da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) e gerenciada pelo CEJAM – Centro de Estudos e Pesquisas ‘Dr. João Amorim’. 

Conforme o INCA, entre os cânceres mais incidentes no país estão o de pele não melanoma, mama, próstata, cólon e reto, pulmão e estômago. “Nas mulheres, o câncer de mama segue como o mais comum; nos homens, o de próstata. Mas é importante olhar também para os tumores fortemente associados a hábitos — como pulmão, por exemplo, muito ligado ao tabaco”, explica Dra. Laísa. 

O tabagismo é o fator isolado mais prevenível. No mundo, está relacionado a uma parcela expressiva das mortes por câncer e segue como prioridade de saúde pública. “Parar de fumar é a medida com maior impacto na redução de risco oncológico. E vale também para quem já fumou: o corpo se beneficia com o tempo”, afirma. 

A médica reforça que o álcool é um fator de risco estabelecido para vários tumores. “É um tema que ainda surpreende: do ponto de vista oncológico, não há consumo totalmente isento de risco. Reduzir já ajuda. E evitar é melhor.” 

Já o excesso de peso e sedentarismo aumentam o risco para múltiplos tipos de câncer. “Não se trata de dieta da moda. É necessário apenas ter uma rotina que inclui comida de verdade, com menos ultraprocessados, movimento regular e sono melhor”, resume. Além disso, o câncer de pele, o mais frequente no Brasil, pode ser evitado com proteção solar, roupas adequadas e a não exposição em horários de maior radiação. “São atitudes simples que mudam o risco ao longo da vida”, orienta. 

A vacinação ocupa papel central na prevenção. “Quando se fala em tumores de colo de útero, orofaringe, ânus, pênis, vagina e vulva, um dos principais vilões é o HPV, que possui vacina. Assim como a imunização contra a hepatite B, que previne a infecção pelo HBV, principal fator de risco para o câncer de fígado”, afirma. 

Além de medidas preventivas, a detecção precoce é um dos principais determinantes da sobrevida. De acordo com a oncologista, identificar o câncer em fases iniciais muda completamente a trajetória da doença, permitindo tratamentos com intenção curativa, menos agressivos, com menos efeitos colaterais e melhor qualidade de vida. Nesse sentido, a realização regular de consultas e exames de rotina, conforme orientações médicas, é fundamental. 

Nos últimos anos, a oncologia avançou com a incorporação da medicina de precisão, testes moleculares, imunoterapia e terapias-alvo. Essas abordagens tornaram o cuidado mais individualizado, humanizado e, em alguns tumores, ampliaram as chances de cura em cenários antes improváveis. 

A médica reforça que a combinação entre prevenção, diagnóstico precoce e acesso ao cuidado segue sendo a principal estratégia para reduzir o impacto da doença no país. “O câncer ainda assusta, mas hoje sabemos que muitos casos podem ser prevenidos e muitos outros podem ser curados quando diagnosticados precocemente. A informação e o cuidado contínuo fazem diferença real na vida das pessoas”, conclui.



CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”
@cejamoficial


Posts mais acessados