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segunda-feira, 20 de abril de 2026

58% dos trabalhadores trocariam aumento por bem-estar no trabalho, diz pesquisa


O salário ainda funciona como referência central na relação entre trabalho e carreira, mas já não é suficiente para explicar, sozinho, o que define um bom emprego. Um levantamento com 3.200 trabalhadores, feito pela Reward Gateway, sugere que a lógica de compensação no ambiente profissional está mais dispersa, com fatores não financeiros ganhando peso equivalente, ou até superior, ao aumento salarial. 

O dado mais emblemático do estudo é que muitos profissionais abririam mão de um reajuste de 10% para melhorar outros aspectos da experiência de trabalho. Entre eles, 58% apontam o bem-estar como prioridade, enquanto 55% valorizam líderes que demonstram cuidado real com a equipe. O recorte indica uma centralidade crescente da qualidade da gestão e da saúde emocional na avaliação do trabalho. 

A autonomia também aparece como um eixo estruturante dessa mudança. Para 54% dos entrevistados, controlar a própria agenda é mais importante do que ganhar mais, e 47% priorizam a flexibilidade de local. O resultado é um deslocamento de valor: a remuneração continua relevante, mas perde exclusividade como principal moeda de troca na relação entre empregador e funcionário. 

Outro ponto relevante está na dimensão de desenvolvimento. Metade dos participantes afirma preferir oportunidades de aprendizado e crescimento a um aumento imediato de salário. Já 37% destacam a importância do reconhecimento frequente, o que sugere que feedback e evolução contínua passaram a integrar a própria percepção de progresso na carreira, e não apenas bônus ou promoções pontuais. 

A sensação de pertencimento fecha esse conjunto de prioridades. Para 50% dos trabalhadores, sentir que fazem parte da organização pesa mais do que um aumento salarial. Outros 47% colocam a relação com a liderança como fator decisivo, e 46% dizem valorizar empresas alinhadas aos seus valores pessoais, o que reforça a importância crescente da cultura organizacional como elemento de retenção. 

“Há uma mudança menos declarada, mas consistente: o trabalho deixa de ser avaliado apenas como transação financeira e passa a ser medido como experiência contínua. Nesse cenário, o salário segue necessário, mas já não organiza sozinho a decisão de permanecer, ou sair, de um emprego”, destaca Andre Purri, CEO da Alymente.
  
 


Andre Purri - CEO e cofundador da Alymente, Andre Purri vem revolucionando o mercado de benefícios corporativos. Formado em Administração de Empresas pela ESPM e com mais de 10 anos de experiência no setor de meio de pagamentos e benefícios, Andre iniciou sua carreira como Líder Comercial na Stone Pagamentos, onde desenvolveu habilidades estratégicas e de liderança. Movido pelo propósito de inovar, fundou a Alymente para oferecer soluções flexíveis que transformam a gestão de benefícios, gerando impacto positivo para empresas e colaboradores. Sua visão empreendedora reflete compromisso com inovação e excelência.


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